Diário da Colômbia (08/08 a 29/08)

08/08/2014 22:17

      

  

  

Trajeto: Ipiales - El Bordo - Salento - Santa Rosa del Osos - Cartagena - Playa Los Angeles - Santa Marta - Barranquilla - Cartagena.  

Fomos de Cartagena a San Andrés, e depois a Cidade do Panamá (Avião).

O Valente foi de Cartagena ao Porto de Colón, Panamá (Navio).

Dia 08 (Ipiales)

Leia mais em Diário do Equador.

... nós chegamos a fronteira perto das 5 horas. Pensa num lugar socado de carros e gente!

Resolvemos fazer os trâmites que duraram mais de duas horas!

Dica Importantena saída do Equador, precisa parar fazer a saída e depois a saída do carro! É meio confuso, e como na saída do Peru, tudo foi feito junto, ficamos mais de 40 minutos numa fila, isso depois de perguntar como fazer, e era a fila errada, tivemos que voltar e fazer separado!

Depois de fazer a entrada na Colômbia, tire cópias dos documentos do carro, carteira de motorista e passaporte com entrada na Colômbia, e siga com o carro uns 50 metros para fazer a entrada do carro. A vantagem é que não necessita pegar formulário e preencher, é só o passaporte para a entrada. Fazer o SOAT. 

No nosso caso demorou pois não tinha ninguém para fazer a entrada do carro e tivemos que esperar! 

Depois nos orientaram a fazer o SOAT, no mercado Akosto, pois ali perto já estava fechado e na Colômbia a polícia pede sempre o seguro! E é verdade, pedem mesmo!

Isso já estava escuro! Fomos procurar as coordenadas que tinhamos e mais uma vez, nenhuma das duas existia! Novamente, precisamos contar com a graça de Deus! Oramos e pedimos uma direção e resolvemos ir fazer o SOAT primeiro!  Pedimos informação a um taxista sobre o mercado, ele nos deu e ainda nos disse que em frente do mercado havia um estacionamento pois nosso carro não caberia no do mercado.

Chegamos e o Parqueadero era grande e estava quase fechando! Encontramos o Carlos que prontamente nos ajudou a estacionar e nos indicou onde estava o mercado. Conversamos e ele disse que morava ali e poderiamos passar a noite ali sem problemas! O SOAT, só periamos fazer no dia seguinte! Fechava as oito horas.

Ficamos gratos a Deus por nos dar um lugar!

 

Dia 09 (El Bordo)

Choveu noite toda! E pela primeira vez na viagem vimos chuva! dormimos muito bem! O local era perfeito! bem silencioso!

O Toninho levantou cedo, manobrou o carro, tomamos café e ele foi ao mercado fazer o Soat. Quando retornou, conversou um pouco com o Carlos e sua familia. O espaço era um parqueadero e um restaurante, onde sua esposa trabalhava, e sua mãe e filha. Eles moravam em um puxado nos fundos do estacionamento, O Toninho vendo que eram de condiçao bem humilde, inclusive não tinham banheiro para tomar banho, nada, resolvemos dar nossos pufs e umas travessas. A esposa do carlos ficou muito feliz! Encantada com o Toninho por sua gentileza!

Saimos e resolvemos ir até  Popayán direto. A Colômbia, é um país lindo, com muito verde! As serras são maravilhosas! O Exército está nas ruas em todo lugar, praticamente a cada entrada e saída de cidades, e nos pedágios, garantindo a segurança da população. Um país que está crescendo muito, com uma gente amável e simpátiva, e muitas plantações de café, bananas, mamão, arroz, trigo, uma infinidade delas!

Mas o trecho era de muitas curvas e subidas e descidas pela serra. O que aumenta muito o tempo de viagem. Paramos em um restaurante de beira de estrada para almoçar e encontramos um grupo de motociclistas do Equador que estavam indo a cartagena. Também iriam até Popayán e depois em direção a Bogotá.

Seguimos viagem e a tarde estava avançando. perto das 16 horas, passamos por alguns complexos turísticos, com piscina, hotel... mas resolvemos seguir. O Toninho falou depois que, quando acabaram todos eles, ele pensou que talvez fosse bom parar e que orou falando com Deus que se devessemos ficar por ali, que tivesse mais um e que tivesse local para fazer o retorno, pois o problema é que a via não tinha acostamento e todos ficavam no lado oposto...

Mais em frente passamos por outro! e em seguida eu local para virarmos. Ele não teve duvidas: voltamos e entramos! O lugar era lindo! Próximo a Pasto, localidade de nome El Bordo! O nome do Local: Hotel Campestre Miravalle. Um pouco caro, mas com toda estrutura, e ainda permitiam usar a piscina, para mim a dona não era muito receptiva, e a ducha era fria(únicos pontos negativos)!

Estava muito quente! Estacionamos e nos instalamos ali! Tomamos um banho de piscina para relaxar e ficamos descansando e definindo a rota para o dia seguinte!

 

Dia 10 (Salento)

Levantamos cedo pois como o local fica ao lado da rodovia, é um pouco barulhento quando os caminhões começam a rodar! 

Saímos decidios a seguir até Salento, passando Cali, embora fosse mais de 400 Km, resolvemos seguir direto! Resolvemos evitar cidades grandes, pois são os lugares mais dificeis de encontrarmos lugar para passarmos a noite de forma segura. Nos aconselharam a não viajar a noite então seria um desafio chegar em Salento de dia, pois as estradas até Cali estavam com vários trechos em construção e portanto em uma só pista.

O trajeto até Salento foi marcado de paisagens bonitas, serra, plantações, vales, montanhas... Paramos para almoçar ma etrada da cidade de Palmira, em um restaurante de beira de estrada, e continuamos viagem!

Chegamos em Salento ás 19:30 h depois de uma serra de uns 15 Km. Fomos novamente há 2000 m.s.n.m. 

Salento é uma cidade turística, na Província de Quindio. Com sua arquitetura tradicional, e tranquilidadade, Salento, se situa na Ruta do Café e nas proximidades do Valle de Cocora, sendo um dos destinos turisticos mais procurados da Colômbia.

Depois de algumas voltas tentando achar um lugar para passar a noite, fomos a Hacienda La Serrana, um hostal muito lindo em uma grande área, com muitos jovens em barracas e alguns motorhomes!

O pessoal é muito tranquilo e prestativo, e o local tem toda a infraestrutura para casas rodantes, além de uma paisagem maravilhosa(que só vimos no dia seguinte).

 

Dia 11

Levantamos mais tarde, depois de uma ótima noite de sono, com chuva, novamente! 

O dia acordou nublado e aproveitamos o dia para limpar o Valente, O Toninho decidiu que ia limpar o carro porque pegamos muito pó nos ultimos dias. Eu fiquei conversando com a Birgit, uma alemã muito simpática, que está hospedada no hostal, e depois fui atualizar informações no site.

A tarde o Toninho resolveu desmontar o banco para ver se encontrava o problema com a parte elétrica, e não descobriu muita coisa e montou tudo de novo. 

Eu fiz bolo, em uma forma especial para cozinhar na boca do fogão,que encontrei em Puerto Bolívar, no Equador,  uma dica ótima da Iris,! Ficou muito bom! Depois,  fiquei descansando!

 

Dia 12

Depois de uma noite agradável de sono, tomamos um café, que está incluso na diária do Hostal e resolvemos ir, a pé, até a Finca Dom Elias conhecer as Plantações de café. Caminhamos por 50 minutos e fomos recebidos pelo sr. Elias, um senhor muito simpático e conversador que ficou conosco até terminar o tour da turma anterior!

Depois o Carlos, que tem uns 19 anos, nos levou para conhecer a plantação! Nos falou que está é uma finca pequena, com 7 hectares, considerada familiar. Precisam 3 meses, com 8 pessoas trabalhando 12 horas diárias, para fazer a colheita! 

Uma plantação 100% orgânica! Nos falou dos meios naturais usados no combate aos insetos, como plantar frutas em meio aos pés de café! Nesta finca, que possui selo internacional de qualidade premium, 70 % da plantação é vendida para grandes empresas que processam e exportam. Produzem dois cafés o arábico e o colombiano.  Os 30% restantes é processado ali mesmo e provê o sustento da família.

Depois nos mostrou todos os processos, desde a definição de tipos de café, locais de plantio, tempo de vida, colheita, até o processo de descascar/ fermentar/ secar/ torrar e moer, nos servindo um delicioso café qualidade exportação para degustarmos! Uma delícia!

Uma coisa interessante. Que Carlos nos comentou foi que no processo de fermentação, os grãos ruins bóiam. Os ruins, eles voltam com as cascas para adubar a plantação, por serem uma finca com certificado internacional. Mas, muitas fincas vendem estes café para empresas como Nescafé e Starbucks! Explicado porque nunca consigo tomar o café do Starbucks!

Meio dia, depois de conversar com o pessoal do grupo, retornamos para o Hostal. Foi mais uma hora de caminhada!

A tarde, fomos a pé até o centro de Salento, mais 30 minutos de caminhada, mas valeu a pena! Uma cidade com uma arquitetura linda, casas coloridas com balcões floridos, muitas lojinhas, cafés e restaurantes com muitos turistas, por todo o centro!

Passeamos, olhamos os artesanatos, tomamos um café, e retornamos final de tarde para o Hostal. Foi um ótimo dia!

O Toninho foi ver o por do sol e conversar com Tom Edwards, um viajante do Colorado. Ele viaja de moto, e como nós, vendeu o que tinha, comprou uma moto e saiu em dezembro de 2013 para viajar. Está retornando para trabalhar mais uns meses e depois pensa em seguir viagem para o sul.

 

Dia 13 (Santa Rosa del Osos)

Resolvemos seguir direto até cartagena e gastarmos uns dias conhecendo as praias do Caribe. Para isso teríamos que viajar uns dois, três dias direto, dependendo do trânsito.

Tomamos café com Birgit , Tom e com Francia, uma francesa que sentou para tomar café conosco! Nos despedimos deles e saímos as 8:15h.

Foi um longo dia, com paisagens lindas, de vales e montanhas, porém, com um trânsito pesado, muitos caminhões, e muitas obras nas rodovias!

A Colômbia se mostrou o pais com o trânsito mais complicado e perigoso até agora! O país trabalha para crescer, e está crescendo! Mas a geografia e os anos de luta pela paz atrasaram o processo. Há muitas carreteras novas, duplicadas, mas ainda há  muitas sem duplicação e com tráfego intenso de caminhões.

A Ruta del café é linda! Com muitos viadutos suspensos, túneis e pontes!

Medelin, uma cidade grande com muitos, muitos moradores de rua sob suas muitas pontes e viadutos! Uma imagem que choca um pouco! Passamos direto, seguindo nosso planos!

Ás 18 h resolvemos parar em um parador em Santa Rosa del Osos, uma pequena cidade a 2000 m.s.n.m. O Paradero Santa Rosa, é bem grande pois comporta os ônibus. Estacionamos, jantamos e fomos descansar!

 

Dia14 (Cartagena)

Depois de uma noite de chuva, perfeita para dormir, o dia amanheceu nublado, mas sem chuva!

Saímos as 7:30h planejando chegar em cartagena hoje ainda, mas sem duplicação e com tantos caminhões na estrada, pensamos que seria difícil.

A paisagem é sempre agradável, com muitas fazendas, muitas cascatas, plantações diversas, sobressaindo as de café, muitas criações de gado, porcos... Um lugar com muita riqueza!

Mas chegamos a conclusão que não vale a pena atravessar todo o pais, as rodovias não são boas, e em sua maioria não são duplicadas. Os pedágios, mesmo nas piores rodovias, esburacadas e sem duplicação é muito caro!

A paisagem é muito igual por todo o pais. Claro que não fizemos a parte amazônica, que passa por Bogotá e e vai a cudinamarca e a bucaramanga trajeto que a maioria dos viajantes faz para ir as praia do norte. Mas perguntamos a muitos e nos disseram que é mais bonito e mais rápido pela Ruta que fizemos! E a todos que perguntamos disseram ser melhor e mais rápido por esta ruta que fizemos! Ficamos imaginando como será pela serra....

Chegamos a cartagena as 17:45h, e pegamos todo o trânsito do horário de pico! Uma loucura! Uma cidade portuária com mais de 990.000 habitantes! A impressão que temos é que tem muito mais gente do que comporta, porque tudo é lotado! Um mar de carros no trânsito, uma multidao de pessoas a pé, nos pontos de ônibus, caminhando, nos mercados lotados... Interessante!

Conseguimos chegar num Parqueadero 24 horas ás 19 h. No centro histórico, perto de tudo, com segurança, e ainda podíamos dormimos no carro. O que foi ótimo pois as hotéis, são meio caros por aqui!

Saímospara caminhar pela cidade, e jantamos num restaurante argentino, com um garçon muito simpático, argentino, o Fernando, que nos deu dicas das praias que deveríamos visitar.

Quando estávamos saindo conhecemos mais quatro pessoas (casal, com filho e sogra) também da Argentina! Um casal muito simpático! Conversamos até vir nossa conta!

Fomos caminhar mais um pouco e retornamos ao parqueadero para dormir!

A temperatura aqui já passa dos 30 graus! O que torna difícil dormir! 

 

Dia15 (Tayrona)

Depois de uma noite bem quente, levantamos cedo , e já estava 28 graus, e decidimos conhecer as praias primeiro e deixar Cartagena para conhecermos depois do despacho do carro. Saímos cedo em direção as praias do mar do Caribe! Pensamos que saindo antes das 7:00 h, evitaríamos o transito, mas não deu muito certo! Eles levantam muito cedo por aqui!

Pegamos a Ruta Troncal do Caribe e Decidimos ir até o Parque nacional de Tayrona e voltar visitando as praias!

Estamos de volta ao atlântico! Ao longo do trajeto vimos muitas praias sem acesso, com pastos enormes e gado! Sempre com muito verde margeando a rodovia, plantações de plátano.

No trajeto até Barranquilla, a primeira grande cidade depois de Cartagena,  com mais de 1.200.000 habitantes, rodamos mais de 60 km sem ver um posto ou lugar para parar. Mais um ponto negativo para uma região turística!

Passamos por Barranquilla, Santa Marta, e seguimos até Tayrona. Levamos mais de 5 horas para fazer 260km!

Chegamos a praia Los angeles,  próxima do parque Nacional Tayrona, onde nos dirigimos ao Camping Los Angeles, e no caminho até a recepção vimos diversas frases que nos fez pensar que os donos ou administradores eram cristão. E são mesmo! Todos que trabalham no lugar! O camping fica numa praia particular! Um lugar lindo, mas não é possível tomar banho! Por ser mar aberto é muito violento e perigoso!

O camping, tem toda estrutura para casas rodantes, menos wifi! O pessoal é muito atencioso, prestativo!

Almoçamos um delicioso pescado preparado no restaurante local. Fomos passear na praia!

Aqui conhecemos alguns outros viajantes, o Jens e a Livia, ele alemão, ela suíça, ambos moram na suíça. Estão viajando há um ano! Ele é psiquiatra e ela psicóloga! E o  Olivier a Melaine  que são franceses e estão viajando há um mês, em barraca, pela Colômbia. Estão de férias e já estão retornando a França em uma semana!

Saímos nos arredores para comprar algumas coisas que precisávamos.

A região é cheia de barracas de venda de frutas e verduras! Revelando a abundância

Muito interessante se adaptar a um novo pais e cultura. A água é vendida em saco plástico e não em garrafas! Até tem as de 500ml e 1 litro, mas saírem mais caro que a de 6 litros.

Difícil encontrar pão em fatia, e integral, menos ainda. As frutas e a carne são vendidas em quitandas, barracas ao longo da rodovia!

Mas, depois de uma caminhada, conseguimos comprar o que precisávamos e retornamos.

Sentamos para conversar com os dois casais e ficamos assim até sermos dispersados pelos mosquitos, ao anoitecer!

 

Dia 16

Estamos na praia ao lado do Parque Nacional Tayrona, onde dizem se pode visitar as praias mais bonitas desta região. Mas a questão é que eles cobram$38.000PC, isso é mais de R$ 45,00 por pessoa, e você ainda precisa pagar estacionamento, e depois pagar mais $30.000 para pernoitar em um dos camping's próximos!

Decidimos visitar as praias que temos acesso ou onde acamparmos. Descobrimos depois conversando com o pessoal do camping que nossas desconfianças ao virmos de cartagena estavam corretas: a maioria das praias são propriedade particular! Ou seja precisa encontrar quem explore e cobre para deixarmos entrar! Ou nos contentarmos com praias populosas com as de Cartagena, Barranquilla ou Santa Marta! Isso nos entristeceu um pouco, mas, decidimos curtir as que pudéssemos!

Passamos o dia explorando esta praia! Fomos ao Mirador da Sierra Nevada, que existe no camping, mas como o dia estava nublado não vimos muita coisa! Mas o Parque Nacional Sierra Nevada, possui as duas montanhas de mesma altura, com o nome de Simone Bolívar e Cristóvão  Colombo, consideradas mais alta do mundo próximas ao lado do mar, com 5.770m.s.n.m. onde convivem quatro etnias endígenas!

Descemos pelas trilhas e fomos passear pelas praias, com correntes marítimas fortíssimas, se torna perigoso entrar muito no mar, mas o visual do mar do Caribe, com coqueiros enormes e frondosos, é sempre uma linda paisagem!

O barulho do mar com o do vento é uma combinação relaxante!

Ficamos assim, todo o dia, lendo, caminhando, conversando...

A noite conversamos e ao final não decidimos se saímos cedo no dia seguinte ou ficamos mais um dia... Difícil decisão... Oramos e deixamos para decidir no dia seguinte.

 

Dia 17

A noite foi muito quente e de pouco vento, difícil dormir deste jeito. E nossos climatizadores não estão funcionando!!! Bela surpresa essa!

descobrimos que segunda-feira é feriado nacional na Colômbia, e como em cartagena é mais quente ainda, resolvemos ficar mais um dia!

Eu peguei uma garrafinha de gelo enrolada em uma toalha e dormi abraçada com ela! O Toninho rolou a noite toda, sem sucesso... Estávamos acostumados aos dias frios dos últimos meses... Esses 30 graus são demais para nos!

Levantei e fiquei lendo, meditando... Escrevendo... O Toninho tentou recuperar a noite de sono perdida, levantou perto das 10 h.

Olivier e a Mela ine vieram se despedir de nós e saíram num tour de 4 dias pela cidade perdida em Minca, a 600 m.s.n.m, na Sierra Nevada, onde se pode visitar fazendas e café e praticar diversas atividades esportivas.

Tiramos fotos, passamos nossos contatos para eles, e eles partiram!

Nos passamos o dia assim, curtindo a paisagem, o local tranquilo, o barulho das ondas, do vento nas palmeiras, lendo, conversando com os curiosos que vinham conhecer o carro...

 

Dia 18 (Santa Marta - Cartagena)

Saímos as 8 h para conhecer algumas outras praias no retorno a Cartagena.

Uma coisa que nos chamou a atenção nesta região, são os nomes dos locais, como tiendas, camping's, vivermos, muitos deles revelam que os donos são cristão! Até o ônibus local tem palavras de salvação adesivados na traseira.

O trânsito estava relativamente tranquilo, por ser feriado nacional.

Somente nos povoados ao longo da via ficava mais lento, e para este povo parece não ter nem domingo, nem feriado. Todas as tendas abertas, funcionando.

Está e uma região muito turística, e vimos muitos europeus por todo lado! Realmente percebemos que eles tem mais está cultura de sair e viajar, que nos brasileiros, temos muito pouco! E é interessante como gostam de  viajar pelas Américas Central e do Sul!

Entramos nas praias de Taganga, e do mirador pudemos ver as águas lindas, de um verde esmeralda lindo! Descemose. Quando chegamos a praia principal onde ficam os barcos que levam os turistas para as demais praias é uma decepção: suja, barulhenta e sem estrutura alguma! As praias lindas podem ser visitadas de barco!

Seguimos para Santa Marta e entramos em El Rodadero, uma praia central que por ser feriado nacional hoje estava lotada! Passeamos pela orla e seguimos em frente!

Resolvemos parar em Puerto Colombo para almoçar, e fomos a praia achar um lugar, mas, novamente estava lotado, muito sujo, e muito barulhento! Cada restaurante tem caixas de som enormes e tocam musicas diferentes, uma loucura para nós!

O Toninho pediu referências a um guarda e voltamos em uma praia antes, chamada Salar, mas estava do mesmo jeito! No retorno, paramos num restaurante caseiro, tranquilo e limpo! Comemos um peixe assado na brasa, envolto em alumínio, muito saboroso!

Seguimos para Cartagena, onde chegamos as16:00h. O Hotel Bela Vista não é nada bom! Ficamos nos fundos onde fica a lavanderia, nos cobraram $50.000 PC por noite! Um absurdo! Isso são R$60,00!  O banheiro só tem um cano para tomar banho, a internet não funciona... Mas, como não conhecemos outro lugar, vamos ficar!

Estamos de frente para a praia, embora um portão enorme e uma avenida movimentada nos separe dele. Que saudades do camping em Los Angeles!!!

Mas, precisamos seguir e aqui está perto do porto para providenciarmos os  documentos de despacho do carro! Além de ser um lugar seguro!

Jens e Livia chegaram a noite! Conversamos e resolvemos que vamos procurar um agente juntos e tentar enviar o barco num mesmo container, caso compense, indo para o Panamá, e não para Miami!

 

Dia 19

Levantamos cedo, e depois do café fomos ver as respostas dos e-mails.

O Manfred, um dos agentes contatados, nos tinha respondido. Nós pegamos o contato do Manfred, no site do viajologoexisto, do Léo e da Raquel, e ele é citado no livro do Roy e Michele, Mundo por Terra

Ligamos tentando combinar algo, e duas horas depois ele estava no Hotel. Já tinha nos passado email com tamanhos de container, datas de saída, e documentos necessários!

Conversamos, junto com o Jens e a Lívia, e ele pediu para nós passarmos os dados dos veículos, para poder nos passar valores. Desistimos de mandar para os Estados Unidos,  pois as saídas são somente quinzenais, então teríamos que esperar muito para enviar, e leva pelo menos dez dias para chegar. Enquanto para Panamá,  são duas vezes por semana, uma média de três a quatro dias para chegar no destino.

Passamos os dados  e cópia dos documentos para ele que, em seguida, nos retornou email, dizendo quanto ficaria. Para nossa surpresa e alegria, compartilhando o container, ficou bem mais em conta do que estávamos preparados para pagar.

Saímos para fazer as cópias, fomos ao mercado, e ao caixa para tirar dinheiro para pagar o despacho e retornamos ao hotel.

O Manfred já tinha respondido e nos passado os documentos para conferirmos os dados, já marcando uma reunião na manhã do dia seguinte!

 

Dia 20

Nos encontramos com Manfred as 9h como combinado e ele nos passou todos os documentos para conferência e assinaturas. Ele também organizou a ida de barco por 4 dias para o Jens e a Lívia, e nos deu dicas do trem em Panamá que vai para colón.

Definiu conosco a programação que seria: 

1- Comprar corda e cabos de madeira para fixar os carros;

2- Encontrá-lo no dia seguinte as 7:30 h para colocar os carros no container;

O barco sairia dia 24 , chegando dia 27 em Colónia no Panamá.

Ficamos com ele até as 11:00 h acertando tudo e depois fomos comprar cordas e cabos de vassoura para fixar carros no container. Feito isso, retornamos ao hotel. 

O Toninho foi a concessionaria comprar os filtros que precisaríamos para o Valente nos EUA, eu fui arrumar as malas. 

Quando retornou, o Toninho foi tirar os climatizadores, para o carro entrar no container e ficou a tarde toda nisso. Com a ajuda do Jens, pois deu mais trabalho que pensamos, mas deu certo.

Jantamos e fomos dormir, está muito quente em cartagena e ficamos muito cansados. No dia seguinte era necessário sair bem cedo para ir ao porto!

 

Dia 21

Levantamos cedo e as 7:00 h,  eles já estavam saindo para o porto. Eu fiquei no hotel com as malas de todos, e aproveitei para atualizar informações na net enquanto estava aguardando a liberação dos quartos. 

Eles voltaram as 13:30h, acabados, por estava demais o calor e passaram toda a manhã no porto, tiveram que tirar tudo do carro para inspeção da Narcóticos... Uma trabalheira. Leia mais em Despacho do Valente para o Panamá.

A tarde foi para descanso. As 16:00h fomos a uma agência de turismo tentar comprar um pacote, com hotel e as passagens para a ilha de San Andrés, e depois Panamá, já que tínhamos que esperar o barco por 5 dias. Mas ela não conseguiu nada com um preço razoável. Retornamos ao hotel e comprei pela internet, com uma economia de mais de $380.000 PC. E reservei uma pousada bem em conta também.

Jantamos com Jens e Lívia e ficamos conversando. Eles sairíam cedo, pois iriam de fragata por um passeio de 4 dias pelas ilhas do Caribe.

 

Dia 22

Bem cedo já recebemos um email do Manfred avisando que o barco só chegaria em Panamá no dia 29. Com isso, o Jens e a Livia resolveram ficar em uma das ilhas, por mais dois dias.

Nos despedimos dos dois, combinando de nos encontrarmos no dia 30 em Cólon.

Nós resolvemos também ficar mais alguns dias em San Andrés, e fomos o aeroporto tentar trocar nossa data de saída de San Andrés para o Panamá.

Pegamos um taxi e o motorista nos pareceu muito simpático e honesto, falamos sobre o citytour tour e ele disse que faria com a gente por $30.000 pesos a menos que o cobrado para ir com o ônibus. Marcamos então para a tarde.

Data de passagens alteradas sem custo (glórias a Deus!), voltamos para o hotel, almoçamos e ficamos aguardando para o citytour. Mas começou a fechar o tempo e chover muito, então quando ele chegou, combinamos para o dia seguinte as 9:00h.

Ficamos atualizando mapas, dados e coordenadas para a próxima etapa da viagem!

Fomos ao Rard Rock Café, um lugar que sempre que tempo a oportunidade não a desperdiçamos! Gostamos muito do ambiente e da comida!

 

Dia 23 (San Andrés)

Acordamos cedo pois tínhamos um citytour agendado. A chuva tinha cessado, mas o dia estava bem nublado. Saimos com Luiz pela cidade de Cartagena onde ele nos contou um pouco da sua história.

Cartagena (Cartagena das Indias) é a capital do departamento de Bolívar e é, também, a quinta maior área urbana da Colômbia. Fundada em 1533, esteve sob o domínio espanhol até 1811, e leva o nome de uma cidade espanhola. O turismo, as industrias marítima e petroquímica, são as suas maiores atividades econômicas. Cartagena é a cidade mais associada a Piratas no caribe, e no mundo. O centro histórico de Cartagena, conhecido como a cidade fortificada, com suas muralhas de mais de 10 km de extensão que levaram mais de 200 anos para serem concluídas, dividem a cidade antiga da nova. Foi declarado Patrimônio Nacional da Colômbia, em 1959, e Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 1984. No ano de 2007, sua arquitetura militar foi reconhecida como a quarta maravilha da Colômbia.

Foi um passeio muito interessante por pontos turísticos da cidade! Fomos ao Porto, á Marina, a cidade velha, passando por ruas extreitas e becos iluminados por lampiões que nos arremetem ao passado. Fomos ao Convento da Popa em um morro que permite ter uma vista panorâmica da cidade, passamos pela Fortaleza de San Felipe, conhecida como Guardião... passamos pelas praias, um passeio muito agradável!

Retornamos ao hotel e arrumamos as coisa para seguir ao Aeroporto, para voar (pois o Valete está no porto) em direção a San Andres, nosso proximo destino! Como tempo que aguardá-lo chegar a Panamá, vamos passar um dias na ilha.

Chegamos as 17h em San Andrés, e pegamos um táxi num V6 em direção ao Sheylas's Place, uma pousada turistica que reservamos pela internet. 

Chegamos lá é é um prédio em uma área de comerciantes da ilha, com grandes casas e muitos carros grandes, muitos sem placa. A dona tem alguns apartamentos que transformou em pousadas. Nós ficamos em um apartamento com 5 quartos, uns com ar condicionado e banheiro privado, outros com ventilador e banheiro compartilhado, que é o nosso caso.

A vantagem é que nosso quarto dá vista para o mar! E dele é possível ver tanto o nascer como o por do sol, com alguns telhados como parte do cenário, claro! 

Saímos para dar uma volta pela via da praia, e conhecer o lugar! Realmente, muito interessante, com muitos dutty free, pois aqui não pagam impostos, muitos carros sem placas, ainda, vindo dos estados unidos. Praticamente tudo aqui vem de lá por barco. Com mais resorts que gente, é um lugar totalmente turístico, um contraste com a população local, que segundo andamos perguntando, em sua maioria, nunca saiu da ilha!

Batemos perna até quase 22:00 h e voltamos a pousada.

 

Dia 24

Ficamos pela manhã na pousada para descansar. Conhecemos o Casal Luiz Eduardo e Ema de Cali, um casal Colombiano, muito gentil e e simpático! Passamos parte da manhã conversando com eles! Estão na faixa dos 50 anos, trabalham muito e estao passando uma semana em San Andres.

Saimos juntos e fomos ao centro almoçar e novamente ficamos conversando até as 16:30 h. Depois pegamos um onibus e fomos dar uma volta na ilha.

A ilha de San Andrés é a maior ilha do Arquipélago de San Andrés, Providencia e Santa Catalina, e tem uma área total de 26 km². Pertence à Colômbia desde 1803 e fica a 700 quilômetros da costa continental colombiana. Em San Andrés há extensas praias de areia branca onde se praticam esportes aquáticos, muitos free shop, devido as vantagens de porto livre, para compras.

Localizada no mar do caribe, San Andrés, conhecida como o mar de sete cores, pela variedade de azuis que é possível ver nele, nos apresenta um espetáculo, para todo lado que olhamos. É possivel ver o nascer e o por do sol no mar, possui águas quentes e cristalinas, temperaturas entre 26 °C e 29°C com ventos amenizando o calor!

A cidade não produz nada, sobrevivendo exclusivamente de turismo! Falam o espanhol, inglês e o inglês crioulo, uma mistura do espanhol com o ingles, muito interessante!

Passeamos por La Loma, onde vive a população nativa da ilha, e na praia San Luiz, também povoada pelos nativos, mas com diversos estabelecimentos turisticos!

Na volta, jantamos no Sea Watch Café, um restaurante muito simpático no térreo de Hotel Casablanca, que serve uma pizza deliciosa, com um bom preço!

 

Dia 25

Acordei ás 5 h da manhã. Despertada pela luz do sol nascendo, não resisti, levantei e fui assistir o nascer do sol da janela do quarto! Um espetáculo!

Nós ficamos pela manhã na pousada, conversando com o Luiz Eduardo e a Ema, mostrando fotos, contando das nossas experiências! Logo chegou um casal de argentinos que vivem em Bariloche. Conversamos com ela (Vitória) um pouco e depois saímos para almoçar! Caminhamos até o restaurante no centro, e mais uma vez ficamos conversando até as 15 h. 

Depois, saímos para a praia e eles foram passear pelo centro. Foi maravilhoso entrar nesta água quentinha e transparente! 

Passamos o restante da tarde na praia, retornando para a pousada somente depois das 20:00 h.

 

Dias 26 
Passamos este dia desbravando e conhecendo a ilha. Junto com Eduardo e Emma, fomos conhecer as ilhas Johnny Cay, onde pudemos ver muitas iguanas, comer um pescado e passear pela ilha, o Aquário e a Haines Cay, onde vimos uma variedade enorme de peixes e arraias, e passamos três horas fazendo snorkel. 
Eu,  Janeh, amei a experiência, tanto que não queria mais parar e acabei levando um sapecão! Penso que me senti uma criança muito feliz e não queria mais parar! É demais a sensação de poder mergulhar e ver a variedade marinha! Um mundo de cores e um silêncio incrível!  Isso que fomos numa terça feira pensando em não encontrar muitos turistas, mas mesmo os poucos turistas pra eles são muitos, para nós!
Quando fomos para o aquário, acabamos chegando tarde para pegar o banco que nos levaria! Maravilhoso atraso, pois fomos em um barco de pescadores, só nós quatro e pescador e seus dois netos! Quando chegamos, vimos chegar inúmeros barcos lotados de turista! Bendito atraso!

Retornando, fomos passear pela cidade e a noite saímos para jantar com Eduardo e Emma que sairiam no dia seguinte para Cali. Foi um tempo muito agradável!

 

Dia 27

Levantamos e fomos tomar café com Eduardo e Emma. Conversamos muito até a hora de saída deles. Nos despedimos com a promessa de nos encontrarmos novamente!

Depois de um dia puxado, resolvemos ficar na pousada descansando e atualizando algumas informações na internet.

Saímos as 16:30h e fomos ao centro comer algo, passear... 

 

Dia 28

Alugamos uma scooter e passeamos por toda a ilha parando nos pontos turísticos mais importantes.
Fomos a Morgan's Cove, um museu que conta a história do famoso pirata/corsário Barba Negra, Henry Morgan. E visitamos as covas onde ele escondia os tesouros roubados. Inglês, nascido em 1635,  Teve mais de 120 filhos e 58 mulheres morrendo de sífilis, com 53 anos, na Jamaica, onde foi governador, por determinação da corte inglesa.
Henry Morgan foi um corsário galês que saqueou grande parte do Caribe. Corsário porque tinha acordo com a corte inglesa, de permissão para roubar, para onde levava os tesouros saqueados de colônias espanholas. Pirata dos mares, rouba sem permissão. Corsário tem permissão para roubar.
Depois fomos pelas praias, parando em  La Piscinita, que estava muito cheia e o mar um pouco agitado demais, depois em San Luiz, a água estava um pouco suja para fazer snorkel, e depois fomos a Rock Cay, uma formação rochosa, onde é possível entrar uns 200 metros mar a dentro caminhando por rochas brancas em direção a uma pequena ilha, onde um barco encalhado há mais de 30 anos completa a paisagem. A quantidade de rochas nos permite encontrar muitos corais e uma infinidade de peixes! Ficamos ali por um tempo!
Saímos e fomos visitar a primeira igreja batista de Colômbia datada de 1844, e seguimos para o centro para almoçar! Almoçamos no cafecafé, um local muito agradável com uma comida deliciosa a um preço razoável! 
Enfim é um lugar maravilhoso, o problema é a quantidade de turistas. Não queremos ver isso em alta temporada! Mas administrando a visita aos lugares fugindo dos turistas é possível apreciar e muito toda a ilha.

 

Dia 29

Saímos ás 10:00h da pousada e fomos a pé até o aeroporto que fica como que uns 20 minutos. 

Nossa alegria em conhecer San Andrés, foi um pouco frustrada com nossa chegada ao aeroporto. Fomos fazer o check-in e fomos informados pela atendente da Copa Airlines que só poderia nos deixar embarcar caso tivéssemos o bilhete de saída do Panamá. Segundo nos informaram, só é permitido entrar no pais, com um bilhete de saída. Até aí tudo certo, mas explicamos que enviamos nosso carro e que estávamos indo ao Panamá para retirá-lo no porto para seguirmos viagem por terra, mostramos os documentos e, mesmo assim nos disseram que tínhamos que comprar as passagens(??????).

Pedimos para falar com a pessoa responsável que ligou para a Imigração do Panamá e não teve jeito. Pedimos para nos deixar falar com a imigração e o Toninho ouviu da pessoa do outro lado da linha a mesma coisa: sem um bilhete de saída do Panamá não poderíamos ingressar. Quando o Toninho pediu para conversar com um supervisor, ela desligou o telefone na cara dele.

A companhia nos explicou que não poderia nos deixar embarcar se não comprássemos as passagens, sem pagar uma multa altíssima. No final, alguém tem que pagar, e neste caso, seríamos nós. 

Já estávamos atrasados para o vôo (isso que chegamos com duas horas de antecedência), e não teve jeito, tivemos que pagar mais de U$ 600 dólares por duas passagens que não usaríamos! Que absurdo e que frustração!

Embarcamos ás pressas e muito chateados, pois sabíamos que se cancelássemos a passagem perderíamos 15% do valor. Mas fazer o quê? Tínhamos que seguir...

A vista de San Andrés do avião é ainda mais bonita! Mas estávamos tão desencantados que nem lembramos de ficar com a máquina para tirar fotos...

Leia mais em Diário do Panamá.