Diário da Costa Rica (03/09 a 06/09/2014)

03/09/2014 04:09

Trajeto: Paso Canoas - Parque Nacional Ballenas - Guanacaste - Peñas Blancas

Dia 3

Leia mais em Diário do Panamá.

...Liberados, carimbados, fomos a aduana e imigração da Costa Rica. Limpa e organizada. Sem guias, explicam tudo, cópias necessárias e carimbos, seguro e tudo está certo. Podem seguir. Detalhe importante, sempre temos que fazer um seguro por 30 dias, apesar de todos os países darem 90 dias. Estávamos pagando entre U$ 5 a 15 dólares, mas aqui na Costa Rica, como é primeira vez, tive que fazer um seguro para 90 dias por U$ 35,00.

Entrando na Costa Rica ganhamos uma hora mais. Agora nossa diferença para o Brasil é de 3 horas.

Ingressamos e não sabíamos onde ir, e Deus sempre a frente. A Jane tinha umas coordenadas do Basecamp, porém eu sempre vou orando e pedindo que Deus nos dê o lugar certo. Após uns 2 km da fronteira, viu um lugar, um hostal Villagirre Cabañas Plaza Canoas, com estacionamento. Parei e fui conversar com a dona, Marizel. Ela nos recebeu, acertamos o preço, U$12. Conversamos com ela, pois seu marido faleceu em janeiro de 2014, após cinco anos lutando contra o câncer. Falamos do amor de Deus e ela aceitou que precisa viver e seguí-lO, pois desse mundo não levamos nada e a verdadeira vida esta em Cristo.

Caiu uma forte chuva de verão e refrescou a noite, foi melhor para dormir.

 

Dia 04 (Parque Nacional Ballenas)

Iríamos ficar um dia mais na Marizel logo após a fronteira Panamá / Costa Rica, para ler e pesquisar, porém resolvemos ir até um próximo ponto e pesquisar depois.

Seguimos as coordenadas até o Parque Nacional Ballenas e buscamos o Camping El Tecal. Conduzindo pela Panamericana, ela foi ficando melhor a cada metro. Chegamos a uma pequena cidade com um bom supermercado e fizemos uma pequena compra de comida. Conhecemos um casal de canadenses que ficaram encantados com nosso carro. Nos convidaram para em outubro se estivermos pela Florida ir até a casa que eles tem nos EUA.

O camping El Tecal oferece uma boa estrutura, piscina e tudo o que precisávamos por 10 dólares. O proprietário é americano e vive nos EUA, e este foi o camping mais bem cuidado e com estrutura que ficamos até agora. Nos instalamos e fomos nos refrescar na piscina.

Próximo ás 16 h, fomos conhecer a praia, e fomos surpreendidos por uma guarita que nos informou que tínhamos que pagar a taxa de U$ 6 dólares por pessoa.  Como estava tarde ele iria nos deixar passar sem cobrar, mas se retornássemos no próximo dia teríamos que pagar. Ali descobrimos algo que nos desencantou um pouco com a Costa Rica: embora seja uma os destinos preferidos dos estadunidenses, turismo é caro por aqui! Os estrangeiros precisam pagar para entrar em quase todas as praias que ficam nos Parques Nacionais. Valores variam de U$ 6 a U$ 12 dólares por pessoa/dia! Resolvemos que no dia seguinte seguiríamos viajem. 

Voltando ao camping caiu uma forte chuva que nos fez dormir mais relaxados pois o dia estava muito quente.

 

Dia 05 (Guanacaste)

Acordamos cedo pois as 5:00 h já estava claro. Ás 8:30 já estávamos prontos e saindo para ir até onde Deus nos levasse. A região é de muitas praias e o turismo nesta região da Costa Rica oferece tour pela selva costeira para ver macaco, iguana, araras e fazer canoping. Como isso não é nossa praia, fomos seguindo. Paramos em um local de artesanias para comprar nossa bandeira adesiva da Costa Rica e seguimos.

A Jane fez um lanche dentro do carro e comemos ali mesmo. Depois de passarmos por Puntarenas pegamos um longo trecho por parques de preservação e por uma região com vegetação rica e sem acostamento, o que dificultava a ultrapassagem. Pegamos em dois momentos caminhões transportando peças para o parque eólico da Nicarágua, aquelas imensas carretas com zilhões de rodinhas. Isso fez com que nossa média caísse bastante. Depois de um longo dia quente e uma chuva de verão para refrescar tínhamos um ponto antes da fronteira na cidade de Guanacaste chamado El Delfino. E o engraçado é que o comentário dizia para não estranhar a entrada pois parece um lugar abandonado. E realmente quando entramos pensamos que não havia ninguém, porém estávamos errados e fomos atendidos e por U$ 10 dólares passamos a noite tranquilos em um ótimo e lindo lugar com água e energia. Somente nós e Deus.

 

Dia 06

Acordamos cedo, granola com frutas e tudo pronto para por o pé na estrada. Partimos em direção a fronteira passando pelo PN Guanacaste, novamente com uma rica e diversificada vegetação.

Logo estávamos na fronteira por volta das 10:30 h.  Uma extensa fila de uns 2 km de caminhões nos assustou. Um despachante mandou que seguíssemos adiante ultrapassando os caminhões.

Chegando na fronteira Costa Rica / Nicarágua e de novo, muitos despachantes vieram cercar nosso carro oferecendo seus serviços. Bem, aquela altura do campeonato, aceitamos e pagamos U$ 3 dólares pela ajuda. Logo estávamos livres, mas para cada papel tem que pagar...

Leia mais em Diário da Nicarágua.