Nicarágua

Um País de Lugares Surpreendentes

Depois passamos para o lado da Nicarágua e novamente muita gente querendo ajudar. Cerca de 90 minutos, foi o tempo gasto entre entrada e saída das duas fronteiras. Despesas gerais de taxas de entrada e saída nestas duas fronteiras foram U$ 68 dólares. A mais cara até agora.

Digamos que, de cara, as estradas da Nicarágua nos conquistaram. Muito melhor do que da Costa Rica, apesar de continuarmos pela Panamericana. A nossa direita logo avistamos o gigante lago da Nicarágua e ao seu meio uma ilha com dois Vulcões: o Concepcion e o Maderas. 

Chegamos a entrada de San Juan del Sur, e são 18 km da principal até uma pequena mas agitada cidade com muito estrangeiro e gente jovem nas ruas, lojinhas de artesanato por todo lado e restaurantes. 

Majagual

Supermercado comprar água e frutas e seguimos em busca do Camping Matildas, uma referência nos blogs de viajantes. Pegamos uma linda estrada de pedra com umas propriedades bacanas que nos encantou por 2 quilômeros e virou uma estrada de chão esburacada. Depois de um cruzamento que nos indicava a chegada o GPS nos marcou mais de 13 quilômetros naquela estradinha na qual só tinha 4x4 passando, mas nós fomos adiante. Finalmente chegamos ao Matildas, que fica na praia Majagua. O camping não oferece nada, somente um estacionamento ducha fria e wc. Nos pediu $25 para nos dar uma tomada de energia, conseguimos que baixasse para $20. Para voltar estava tarde e quente, e aquela estrada era de matar. Estacionamos e fomos dar um mergulho.

A noite veio e um visual fantástico com o por do sol e um espelho d'água na areia, fez compensar a estrada até ali e nos deixou menos indignados com o valor pago. Como consequência, decidimos ficar uma noite mais nesta praia para poder compensar o caminho sofrido com nosso carro 2x4 para chegar.

A noite ficou um pouco mais fresco e pudemos dormir tranquilos. Acordamos com os macacos berrando logo cedo, além de outros pássaros barulhentos. Fomos a praia Ocotal, ao lado da nossa, caminhando e voltamos ao camping onde conhecemos um casal de alemãos que estão há um ano vivendo em uma Sprinter Mercedes Bens desde a Alemanha. O Werner e a Cordula, da Alemanha sobre o seu carro e ele veio conhecer o nosso. Trocamos umas idéias legais! O Werner construiu o dele e ficou impressionado com a beleza e riqueza de detalhes em madeira no interior do nosso. Já foram ao Ushuaia e estão subindo ao Alaska. 

Voltando ao carro, encontrei um pessoal da Austrália e Nova Iorque, loucos do surf tocando um violão com um ukulele, e então me aproximei com meu violão e fizemos um som legal. Marcamos de voltar a noite.

Combinamos com o Werner e Córdula de sairmos juntos para a cidade de Granada no dia seguinte!

Fomos a praia e curtir o lugar. No final da tarde fomos novamente tirar fotos e ver o por do sol na outra praia ao lado chamada Marsella, e a chegada da lua cheia. Voltamos ao camping, a Jane preparou uma massa especial com molho carbonara. Ela está ficando a cada dia melhor nisso!

Mais tarde vieram falar que tinham tartarugas na praia. Fomos correndo ver, mas infelizmente conhecemos a triste realidade dos filhotes de tartarugas marinhas. Umas dezenas de filhotes mortos que se queimam com o calor da areia e algumas poucas que estão fracas. Então a galera junta, com lanternas, pegando as vivas em bacias e colocando no mar. Foi mágico! 

Hoje eu acordei ansioso com o itinerário. Tenho orado a Deus sobre isso, e hoje novamente fiquei caminhando pelo camping e apresentei a Deus meus medos, temores e inseguranças. Temos dois países dificeis pela frente, e a Guatemala também não está na melhor fase. Chorei em sua presença e o Espírito Santo me fez lembrar de tantas vezes que Deus tem se manifestado e guardado nossas vidas. 

Neste tempo avistei que o Werner estava de pé caminhando de cueca, (ele faz isso diariamente bem tranquilamente com seus sessenta e tantos ano). Fui até lá dar bom dia, combinamos de nos encontrarmos no centro de Granada. Pé na estrada e, após o supermercado, logo estávamos a caminho de Granada.

Granada

Entramos na cidade história de Granada, ruas estreitas, cheias de tuktuks e em poucos metros a Janeh já disse: deu, já vi tudo que precisava! Mas como eu sei que ela se apavora nestas cidades assim, nem dei bola. Paramos o carro três quadras do centro e fomos andando ao local combinado e já avistamos nossos amigos.

A cidade estava muito quente e decidimos que iríamos buscar o hotel que recebe RV's na Laguna de Apoyo. Na Nicaragua existem 11 lagunas cratéricas e está é a mais bonita com 20 km quadrados de extensão e com as águas mais limpas e cristalinas. Ali vivem espécies únicas de peixes do mundo todo. Com uma profundidade de aproximadamente 240 metros.

Laguna de Apoyo

O Werner disse que iriam sair mais cedo para buscar o lugar, e nós decidimos que iríamos andar pelo centro e tirar umas fotos. Fomos andar e conhecer um pouco o centro histórico. Fotos e mais fotos, e uma infinidade de gente querendo vender de tudo para nós, passeios e tudo o mais.

Vimos uma mulher vendendo algo parecido com um arroz doce que nos chamou a atenção. Compramos um e estava delicioso! Voltamos ao carro e fomos ao nosso ponto de encontro na Laguna de Apoyo. Ficamos em um Parqueo em frente ao Hostal Monkey, com direito a passagem para banho na laguna na cratera do vulcão.

Já estava anoitecendo e lá fomos nós quatro tomar banho na laguna. Agora nós já dormimos na cratera de um com nosso carro e já nadamos em outra! Viemos ao carro e após um banho refrescante na cratera nos ajeitamos para dormir. O lugar é silencioso e fresco dormimos embalados ao som dos animais silvestres da região do parque. Uma delícia!

Depois do café fomos nos banhar na laguna. A Janeh que já tinha acordado as 5:30 h para ver o nascer do sol. Passamos o dia entre conversas com o Werner e a Córdula, nadar e descansar. A noite pedimos uma pizza que estava deliciosa e barata. Mais tarde, caiu uma boa chuva para refrescar!

Decidimos que sairíamos cedo para ir ao Mirante Catarina e ao PN Vulcão Masaya. Nos despedimos do Werner e da Cordula e fomos dormir. Levantamos as 7 h aproximadamente e decidimos tomar café depois. Fomos logo ao mirante Catarina, mas o tempo estava bem fechado, consequência ainda da chuva da noite anterior. Mas mesmo assim, a cidade de Catarina é pequena, mas bem acolhedora e o visual da Laguna de Apoyo é lindo!

Vulcão Masaya

Fomos a Masaya, ingressamos no Parque, pagando U$3 cada e fomos direto ao mirante principal onde podíamos observar a cratera do vulcão em atividade. Alí só é permitido ficar por no máximo, cinco minutos, pois os gases tóxicos causam um mal-estar.

Um guia veio nos oferecer para fazer um passeio pelos senderos mais altos, circundando as diversas crateras com cavalos. Negociamos o valor e fomos. A Jane nunca havia subido em um cavalo e foi divertido fazer isso juntos.

A região tem dois vulcões, o Nirindi e o Masaya(ativo), com mais de uma cratera, ativos ou não. Depois de um aula com um jovem guia de 21 anos, chamado Juan Carlos, fomos conhecer o Museu que também nos encantou.

Decidimos que amanhã vamos cruzar duas fronteiras: Nicarágua/Honduras e Honduras/El Salvador. Saímos cedo pois o dia ia ser longo, apesar da distância ser pouca,350 km até nosso próximo ponto em El Salvador, não sabíamos o que nos esperava.

Leia mais em Fase I - Honduras/El Salvador.

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