Diário dos Estados Unidos (01/12 a 03/02/15) Parte 3

09/12/2014 22:47

  

Trajeto Parte 3: Ehrenberg AZ(I) - Cotonwood AZ - Sedona AZ - Flagstaff AZ - Phoenix AZ - Dragoon RA - Abilene RS - Forth Worth (J) -  Hazen AR - Memphis TN (K) - Malvern AR - Zavalla TX - Fort Worth TX - ZavallaTX(L) - Lufkin Tx - Conroe TX - Zavalla TX - Arlington TX - Fort Worth TX.

 

Leia mais em Diário dos Estados Unidos Parte 2.

Veja as fotos na Galeria de Fotos.

Dia 02 (Redescobrindo o Arizona... Cottonwood Old Town)

Quando entramos na Califórnia, não tínhamos conseguido fazer a foto da Placa, e desta vez resolvemos voltar umas duas milhas e tirar a foto antes de seguir!  Fizemos nossa foto e retornamos a estrada. Paramos para abastecer por U$ 3,19, quando estávamos pagando U$ 3,69. Foi as boas vindas ao Arizona.

Seguimos pela I-10 com muitos caminhões, desde ontem. Acho que, por causa do Thanksgiving, os caminhões não circularam e agora estão todos nas estradas, pois são muitos. A Janeh estava achando muito chata a viajem por estas interestaduais e viu uma alternativa pelo interior e achou que poderia ser mais interessante.  Então saímos e viemos por dentro, porém, uma área de muito deserto,  e nada acontecia, rimos pois estava tão chata quando a I-10.

Mas seguimos e vimos algumas coisas curiosas como cidades ou comunidades inteiras de RV, não existe casas, somente um posto de combustível, um mercado e todos moram em RV’s.E também, uma cena interessante foi, passar por uma pequena cidade onde estavam fazendo um feira de coisas velhas e usadas. Paramos, demos uma olhada e concluímos que o ser humano passa a vida produzindo coisas, comprando coisas e mais coisas que depois não servem para nada, estão lá a venda por qualquer trocado, coisas e mais coisas. Muitas pessoas de idade, vendendo coisas velhas e inúteis, mas que um dia trabalharam para ter dinheiro e poder comprar e agora estavam vendendo suas coisas sem valor. Pessoas tinham seus carros abarrotados de roupas, ferramentas, armas, relógios, e uma infinidade de utensílios, todos ali socados. E eles vivendo em um lugar desértico e sem perspectiva.

Foi interessante refletir sobre o ser humano que em nada se difere de mim, que tenho em nosso carro tantas coisas que compramos e hoje usamos, mas um dia não vai servir para mais nada. E coisas que trouxemos do Brasil que nunca saiu do lugar. Que nunca usamos para nada. Carregamos coisas inúteis e pagamos muito por elas. Esse é o nosso mundo,mundo que nós mesmos criamos.

Seguimos em direção a Phoenix, porém decidimos ir para Cottonwood e ir mais ao norte até a I-40 ver alguns lugares e depois descer para Phoenix e ir a Tucson, e começar a retornar a Fort Worth.

Nós chegamos a Cottonwood, um pouco mais alto, um pouco mais frio, mas nos pareceu um lugar mais a nossa cara, mais o nosso jeito. Califórnia, Hollywood é bonito, mas não nos agradou muito. Gostamos dos parques que conhecemos. 

Procuramos o centro de informações turísticas e pegamos algumas dicas. Seguimos ao Parque Estadual Dead Horse Ranch State Park, achamos um lugar e resolvemos ficar aqui por hoje e decidir amanhã o que fazer.  Nos instalamos, e a Janeh foi tomar um banho. Quando ela estava no meio do banho, a bomba ficou trabalhando porém não saía agua, e eu fui ver o que houve. Deu uma trabalheira mas consegui resolver o caso do banho ligando a agua direta. Terminado o banho, fui tentar descobrir porque não saía água e não entrava água. Qual o mistério? Troquei a bomba, mas não era esse o problema. Forcei a entrada de água com pressão , num estouro da mangueira ela cuspiu uma bolinha que estava trancando o sistema. Tudo resolvido!

A noite falando com o Carlos Pimpão no whatsapp ele nos chamou no Skype e ficamos por uma hora conversando com ele e a Miriam. Foi como se estivéssemos na sala da casa deles. Eles tomando um vinho lá e nós um aqui. Foi hilário, mas um tempo muito bom de conversa com amigos tão especiais.

Estamos muito bem adaptados ao carro e nos sentimos em casa. Depois de um arroz e feijão e ovo frito, ainda assistimos um filme e fomos dormir.

 

Dia 03

Choveu bastante durante a noite, mas sem trovoadas e foi agradável para dormir. Esquecemos a escotilha da cozinha aberta, porém, com o tampão de frio colocado. Molhou a espuma e não molhou o carro. Secamos tudo e tudo certo. Resolvemos ficar o dia aqui e dormir até mais tarde, descansar, e atualizar os dados. Os diários estavam atrasados, precisávamos baixar fotos e tudo o mais. Ficamos aqui hoje. Logo após as 12h passou uma camionete da guarda do Parque e perguntou se iríamos ficar uma noite mais, pois o checkout era as 12h. Nós dissemos que sim e que não fomos a portaria devido a chuva. Ela entendeu, pagamos uma noite mais e tudo ficou certo.

A tarde a Janeh foi dar uma dormida e eu passei o dia escrevendo diários e colocando tudo em dia. Amanha vamos sim sair, esperamos que a chuva dê uma trégua para conhecermos a cidade de Cottonwood e subir em direção a I-40. Temos alguns pontos para visitar por aqui, mas com o tempo chuvoso não vai dar. Ainda assistimos um filme para relaxar. Compramos alguns filmes no Walmart por preços bem bons, e de vez ou outra assistimos algo.

 

Dia 04 (Linda Sedona, uma surpresa no caminho!)

A chuva não deu trégua a noite toda. Parece que choveu mais nesta noite do que durante todo o dia de ontem. Nós estamos prontos para sair, mas a vontade de ficar é grande. Arrumamos tudo, mesmo na chuva, recolhemos as  mangueiras e cabos, fomos fazer nosso dump station e tinha fila. Acho que mesmo com tanta chuva não fomos somente nós que resolvermos sair.

Mesmo assim, fomos dar uma volta no centro da cidade velha de Cottonwood, e nos encantamos com a simpatia de cidade. Logo na entrada eles mantêm uma velha oficina com posto de gasolina e com um carrão antigo parado. Dirigir por suas ruas é como voltar no tempo. Uma loja de velharias, ou antiguidades ao lado e assim segue a cidade. Paramos para dar uma olhada nesta loja de antigüidades e ficamos surpresos com a quantidade de coisa lá dentro! Um Museu de todas as áreas. Não compramos nada, mas foi uma viajem no tempo.

Seguimos, sempre de carro, pois a chuva não dava sinal de parar. Atravessamos a velha Cottonwood e paramos na última loja da cidade, uma loja de hippies, e fomos dar uma olhada. Na sua maioria os artigos são roupas e adereços femininos, porém feitos por comunidades do Nepal. Produtos lindos, e muito bons. Achei um casaco que mostrei a Janeh e falei que era muito legal e nos parecia bem quente, compramos, pois frio é o que não falta por aqui e esse tipo serve para qualquer dia.

Seguimos em direção a cidade de Sedona e, graças a Deus, subimos um pouco e o tempo começou a melhorar. Sedona é uma cidade extremamente turística e cheia de resorts por todos os lados, porém está em meio a montanhas e vales de cor vermelha, o que eles chamam de Red Rocks. As casas e o comércio são pintados na cor de terra vermelha, o que deixa tudo mais fabuloso ainda. Paramos no centro e fomos dar uma caminhada. O horário já pedia comida e paramos em um restaurante italiano e fizemos um pedido. A comida veio bem servida o que resultou em um pedido para levar e uma janta.

Fomos para Flagstaff, a próxima cidade, em meio a uma serra com montanhas e um rio com muitas quedas d'água. Subimos bastante. Um mirante nos aguardava para mostrar sua beleza do alto. Chegando a Flagstaff, outra simpática cidade, com visual de uma grande montanha nevada nos deixou boquiabertos. Não temos certeza se é algum vulcão, mas parece muito devido seu formato cónico. Demos uma volta, paramos em uma loja de instrumentos musicais, dei uma volta e saímos.

Agora em direção Route 66 novamente comprar placas que não compramos na primeira vez. Não achamos as lojas que vendem essas placas e então fomos a Williams, e também não achamos, mas, tivemos a doce surpresa de ver o trem que sai desta cidade e vai ao Grand Canyon, e não descobrimos certo ainda, mas ele parte a noite, e as pessoas que estavam embarcando já vinham de pijamas, foi hilário ver o povo de pijama na rua. Devido a altitude (2200 m.s.n.m.), e o horário de fim de tarde, o frio estava forte. Achamos depois a placa, mas com o preço mais alto do que em Hollywood. Decidimos ir então mais a frente na cidade de Seligma, mas correndo o risco de encontrar as lojas fechadas. Foi o que ocorreu, quando chegamos perto das 18h, tudo fechado. Vimos um RV Park e fomos ver o preço para ficar a noite e comprar as placas no dia seguinte, e encontramos as mesmas por um preço muito mais justo. Compramos e não ficamos ali e decidimos voltar pela I-40 e achar uma rest area mais abaixo para não ser tão frio. Dirigimos e achamos uma próxima a Sedona, a McGuireville Rest Area e ali ficamos. Amanhã, se o tempo ajudar faremos mais uns passeios e iremos para Phoenix.

 

Dia 05 (Castle Montezuma, uma viagem no tempo; Music International Museum - um mergulho na história)

A noite foi boa e a chuva deu uma trégua. Ontem quando chegamos havia muita neblina, mas isso colaborou para limpar o tempo. Um sol tímido tentando aparecer. Sabíamos que estávamos próximos ao Castle Montezuma então, nos dirigimos até lá para conhecer. Logo na entrada um forte névoa encobria tudo, mas quando chegamos ao parque onde está o castelo estava limpo. Uma grande curva em um rio com uma grande montanha de pedras esconde o que um dia foi uma civilização com aproximadamente 200 pessoas vivendo em cavernas nestas rochas e um verdadeiro castelo construído ali. Isso entre os anos de 1100 a 1420. Os homens caçavam e as mulheres cuidavam da casa e elas construíram tudo. Um povo tranquilo vivendo a beira de um rio que lhes dava, água, pesca e irrigava sua plantaçã! Não se conhece a exata causa de sua extinsão, mas considera-se a chegada dos espanhóis, ou confronto com outros povos endígenas, que os consideravam uma ameaça por serem astecas!  Essas e outras histórias ouvimos muito desde a América Central.

Deixamos o Castle Montezuma satisfeitos com o que vimos e seguimos mais uma hora e meia até a cidade de Phoenix. Claro que sempre uma paradinha na estrada quando vemos algo vale a pena. Achamos um outlet bem grande e fomos dar uma olhada. Acabamos com umas coisas novas, já que algumas roupas nossas estão bem desgastadas. Ali mesmo dividimos um prato de massa e foi tudo.

Saímos já perto das 13h e seguimos direto ao MIM Museu de Instrumentos Musicais. O lugar é bem grande e quase três horas foram pouco para ver tudo. Uma pena, fecham as 17h e tivemos que sair. Atordoados com tanta informação. Recomendo para quem gosta de música ou estuda música que entre no site e veja a riqueza de informações. Ou se puder, venha até Phoenix um dia visitar esse lugar. O mundo está exposto ali. Com vídeos e pequenas demonstrações da música nas mais diversas culturas. Em países que nem nos mais profundos dos meus sonhos, sonhei que exista. A palavra mesmo diz, todo ser que respira louve ao senhor, e o mundo louva sim com o que pode produzir música. Saímos riquíssimos de tanta informação. Até tontos e com dor de cabeça. Demos uma rápida passada na loja do local que nos surpreende com tanta coisa, tantos artigos relacionado a música que não se limita a uma camiseta.

Como já estava no final de tarde fomos procurar um Walmart para passamos a noite e aproveitar para rever a lista de provisões. Compras feitas,  agora vamos dar uma volta no Sam's Club. Interessante foi que nós, cada vez que íamos ao Sam's em Curitiba, lembrávamos dos EUA; agora ao irmos no Sam's nos faz lembrar de Curitiba. Claro que não se compara nem os artigos nem os preços, mas é muito legal. Compramos dois travesseiros novos, pois os nossos já estavam vencidos, e nove dólares em dois travesseiros com memória foi uma pechincha. Ainda na saída, compramos quatro pedaços de pizza para viagem, quentinhos e fomos comer no Valente.

 

Dia 06 (Dia do automobilismo no Penske Racing Museum; e da Aviação no CAF Museum)

Acordamos e nos preparamos para ir visitar o Penzke Racing Museum, e depois o CAF Museum, o museu de aviões da Força Aérea Americana. Chegando próximo ao Museu da Nascar, fiquei boquiaberto com as lojas, uma ao lado da outra, de marcas como Porsche, Ferrari, Lamborguine, Aston Martin, entre outras. Inúmeras Ferraris novas e usadas, do ano, cor e modelo que você quiser; e das outras marcas também. Nem no Salão do Automóvel em SP, eu vi tanto carro junto! E ali, estavam, bem perto e acessível. O valor é ridículo, você pode pagar dois mil dólares por mês e sair com sua Ferrari, ou até por muito menos que isso. Tem Ferrari ou Lamborguine usadas por cento e cinquenta ou até por cinquenta mil dólares. Sem comentários! Com isso fiquei tão atordoado que não encontrava o museu, bem no meio das lojas. Foi hilário, demos duas voltas na quadra até achar o museu.

No museu, você pode entrar e não paga! E a única restrição é não tirar fotos dos carros com propaganda Marlboro. A história da Nascar, 500 milhas de Indianapolis,  entre outras, está ali. Todos os carros completos, com motor e tudo! A galeria de miniaturas é também algo fantástico, e  a visita é finalizada com a galeria de troféus. O nome do brasileiro Emerson Fitipaldi, está lá assim como seu título e carro! 

Saindo deste lugar mágico para os homens, ou para quem gosta de automobilismo, fomos ao museu de aviões. Outra preciosidade, com muitas informações, com vídeos, fotos, textos, contanto a história americana de seus aviões de combate, muitos originais até com armamentos. Tivemos a sorte de estar lá um velho B17G! O famoso "Sentimental Journey", que, quando estávamos estacionado, ele também estava chegando. Chegamos perto e um senhor muito simpático de nome Ken veio até nós e começou a nos dar informações sobre essa belezura!

O Sr. Ken é piloto comercial e já voou até o Brasil, e nos deu uma aula. O mais emocionante foi quando ele disse, vocês podem entrar, se quiserem. Um sonho de criança sendo realizado, entrar dentro de um grande avião de guerra. Ele leva dez pessoas e tem 11 metralhadores além das bombas internas que podem ser soltas em vôo. Fantástico! E valeu o passeio. Todas as informações e os outros aviões e helicópteros que atuaram em guerras como a do Vietnã e contra o Japão, contra a Alemanha, foi uma viajem na historia. Saímos dali felizes e cheios de mais informação.

Resolvemos seguir em direção a Tucson, pois temos mais um museu espacial para ver. Não vamos conseguir chegar a tempo, mas vamos tentar chegar. No caminho, paramos em um Goodwill  Center, um centro de doações. Pois como compramos novos travesseiros e algumas roupas, precisamos tirar algumas coisas do carro. Esta é nossa regra: entra coisa nova e sai coisa usada. Também trouxemos uma barraca e dois sacos de dormir e mais umas coisa que nunca utilizamos, e precisávamos dar um destino, então doamos tudo.

De volta a estrada, e chegamos já com o cair da noite, demos uma olhada por fora e pelo preço que iríamos pagar resolvemos não entrar pois fomos tão bem recebidos em Phoenix que achamos que foi o suficiente.

Onde dormir está noite? Pegamos a I-10 em direção ao Texas e seguimos até a primeira rest area que encontramos pelo caminho, a Dragoon Rest Area . Aqui a Janeh preparou uma janta: arroz fresquinho, feijão em lata e um delicioso omelete com salada, perfeito! A noite promete ser fria, pois estamos novamente a quase 1500 m.s.n.m,  e isso é para ser mais fresco, até pelo inverno, mesmo estando no sul. A noite passada em Phoenix foi anormal, muito quente para o que estamos enfrentando. 17 graus de mínima.

Amanhã e segunda,  a princípio, só estrada pela frente! Nós vamos sair do lindo Arizona, cruzar o Novo México e voltar ao Texas em Fort Worth. Obrigado Deus pelo teu amor e cuidado conosco e com o Valente. Hoje estávamos falando que já somos uma família na viajem, eu e a Janeh, a Antonella (nossa guia no GPS), o Valente (nosso carro e casa) e agora o Dave(nosso mascote) um mínion que caçamos em uma máquina em um Shopping de alguma cidade por aí por 50 cents. Ele viaja bem na frente no painel sentado olhando por todos os lugares onde a Antonella manda e o Valente nos leva. E nós somos somente passageiros nesta viajem que Deus tem nós permitido viver!

 

Dia 07 (Retorno a Fort Worth)

Nós saímos da Rest Area e a primeira idéia era seguir direto pelaI-10 até a cidade de Las Cruzes e depois decidir se iríamos a El Paso e subir pela I-20 ou pegar alguma alternativa e ir até onde der e pegar a I-20. O tempo estava lindo, com um sol maravilhoso e um céu azul sem uma nuvem sequer. Eu pensei comigo que andando a 80 mph vamos chegar rápido. Primeira parada em uma loja de artigos do Arizona, para ver o que tinha. Absurdo foi ver as placas da Route 66 que pagamos cinco dólares na Route 66 e que vimos por quinze em Hollywood, aqui estava. Ridículo esse tipo de coisa, mas paciência.

Mais uma parada para abastecimento e, como previsto, chegamos rápido a La Cruzes, paramos em uma rest área para fazer um lanche, descansar um pouco. Decidimos ir pela I-10 até El Paso e seguir pela interestadual mesmo pois assim podemos ir mais rápido, uma vez que nesta região não se tem muito o que ver.

Curiosidades da estrada é ver que nós andamos a 80 mph e muitos andam a 90, e a sua maioria mulheres. Creio que 90% dos carros são dirigidos por mulheres sozinhas ou com seus companheiros. Passamos por alguns grandes caminhões também sendo conduzido por mulheres. Aqui nos EUA eles tem um serviço no qual você aluga um caminhão ou um trailer e vc mesmo faz a sua mudança. Nós passamos por um desses com uma mulher dirigindo e rebocando seu carro lotado de coisas dentro. Foi só risos dentro do Valente. Esse país é mesmo livre, cada um faz a sua mudança do jeito que lhe convém.

Passamos por El Paso e não gostamos muito da cara da cidade. Grande demais e muito trânsito e um padrão de construção que foge ao que temos visto aqui nos EUA. Cremos que devido a proximidade com o México isso tenha uma forte influência aqui. Mas cruzamos a cidade e novamente entramos na I-10, e fomos em busca de uma Rest Area para descanso. Logo achamos uma e paramos mais uma meia hora para esticar os músculos e depois paramos para abastecer.  Andar a 85 mph faz o consumo ir lá nas alturas, mas compensa pelo tempo. Nesta ultima abastecida conseguimos encher o tanque com água também, o que vai garantir o banho hoje.

Ali próximo ao postos cerca de 10 milhas tinha uma rest area que recente havíamos passado mas ainda era um pouco cedo e decidimos dirigir um pouco mais e parar na próxima.

Paramos na seguinte, próximo a Abilene, na  Rest Area Abilene  A Janeh preparou uma mini pizza feita sem forno, uma delícia! Ela tem feito grandes pratos com apenas uma boca de fogão. A Brenda nos ligou e conversamos um pouco sobre nossa proximidade de Fort Worth, e acertamos que amanhã estaremos a tempo da apresentação das meninas na escola. Ela nos disse que o Randy saiu há dois dias para caçar veados e hoje ele pegou dois. Ou seja, carne para muito tempo agora.

Essa noite vai ser mais curta pois, devido ao fuso horário desde que saímos da Califórnia, perdemos duas horas. Amanhã de volta a Fort Worth.

 

Dia 08

Acordamos cedo, apesar de termos perdido duas horas na saida da Califórnia, pois vamos tentar chegar a tempo da apresentação da Katie e Desi na escola em Forth Worth. Temos que dirigir cerca de 250 milhas e chegar até as 12h.

A noite foi bem barulhenta pois a rest area que dormimos era bem pequena e bem próxima da rodovia. Acordamos e decidimos tentar um café na McDonald mais próximo, porém paramos antes em um Popeye e fomos dar uma olhada. Café típico americano muita comida e muito caro, Desistimos e fomos ver o McDonald, andamos um pouco mais e chegamos. Pedimos o mais simples e sentamos para comer. Incrível como muitas pessoas tem o hábito de fazer isso por aqui. 

Na estrada encontramos muita neblina na região, passamos por grandes campos de plantação de algodão e um grande parque de energia eólica. Na realidade passamos por muitos aqui nos EUA. O tempo e o trânsito no ajudaram muito, e ainda deu tempo, de chegarmos a escola das meninas. Nós perdemos somente a primeira apresentação da Desi, mas conseguimos ver as outras. Quando chegamos na escola enviei uma msg para a Brenda porém dentro da escola o sinal e muito ruim e ela não viu. Fomos a portaria e tentamos nos comunicar para achar a classe delas. Falamos com um, com outro e achamos. As duas meninas, Katie e Desi que não sabiam que estávamos chegando quando nos viram deram um grito "Toninho!!!" e saíram correndo da sala e se jogaram em nossos braços. Foi muito bom ser recebidos desta forma. 

Seguimos dentro da escola de sala em sala assistindo as apresentações de diversas modalidades na qual as duas participam. Após isso ainda restavam uma hora e a Brenda precisava voltar a sua casa, pois sua irmã estava de visita,  e depois voltar e pegar as meninas. Nós nos oferecemos para ficar e aguardar e depois leva-las para casa. 

A Katie pediu para que eu acompanhasse ela até sua aula de fotografia, e eu fiz isso. Chegando na porta eu parei e a deixei porém ela me pediu para entrar e foi até sua professora, me apresentou e pediu para que eu ficasse na aula. A professora aprovou e então fiquei. Uma criança olhou para mim de uns 7 anos e perguntou como se escreveu Bears. Eu soletrei e era a senha do computador dele. A Jane veio a porta neste momento e eu saí com ela deixando a Katie em sua aula. 

Fomos até o carro e fizemos um lanche e aguardamos o final das aulas. Pegamos as meninas, que ficaram mais que felizes por ir no nosso carro. Quando nós estávamos voltando, um carro ao lado abriu a janela e uma mulher que nos viu sair da escola questionou sobre como estávamos ali, de onde éramos e como era possível nossa viajem? Foi muito engraçado a Jane explicando para ela e nós dois em movimento. 

Logo chegamos a casa da Brenda e tivemos a grata surpresa de conhecer a Laura, irmã da Brenda, que nos aguardava e tinha uma proposta. Estamos pedindo uma direção para Deus sobre nossa permanência aqui nos EUA e precisamos decidir se ficamos mais ou se iniciamos nosso retorno!  A Laura tem várias casas aqui nos EUA e, uma em especial, ela aluga e precisa de alguém pra cuidar e dar uma manutenção. Fez uma proposta e conversamos e acertamos irmos com ela até a casa para dar uma olhada e acertar detalhes, assim teremos um  lugar para ficar com internet, energia, água e podemos cuidar do local, ganhar um valor por isso, que nos ajuda em nossas despesas por aqui e sair também para pequenas viagens.  Estamos orando para que Deus confirme isso.

 Nos despedimos de Laura e instalamos o Valente em seu lugar cativo na casa do Randy. O Randy havia saído para caçar veados há três dias e também retornou hoje. Ele caçou dois e amanhã é dia de fazer o trabalho de separar a carne! 

Conversamos um pouco e comemos algo juntos na casa e depois fomos dormir no Valente. Uma noite silenciosa depois de tantas rest areas! Isso é muito bom! Deus é muito bom!

 

Dia 09

Hoje o dia foi de muito trabalho na cozinha com o Randy cortando carne dos veados que ele caçou e a Brenda armazenando tudo no freezer.

A Jane tratou de trabalhar no site para começar a atualizar informações e fotos e também ajudou a Brenda com as embalagens da carne.

Eu fiquei com as meninas Katie e Desi brincando do lado de fora.

A noite nos preparamos para ir ao grupo na igreja e rever os irmãos.

 

Dia 10

Acordamos cedo pois o Randy terminou dois móveis e precisava levar ao cliente em uma cidade que fica há duas horas de Fort Worth, e ele precisava da minha ajuda, tanto para tirar nosso carro da frente da garagem quanto para colocar os móveisem sua caminhonete. Ás 7:30 h estávamos de pé iniciando os trabalhos. Assim que tudo ficou pronto, ele partiu e iria ficar o dia todo fora. 

Nós ficamos na casa enquanto a Jane atualizava os site e ajudava a Brenda com a limpeza da casa, eu fiz uma limpeza no nosso carro que estava precisando. 

Mais tarde, ajudei a Brenda com os enfeites de natal, que precisavam ser colocados do lado de fora da casa e jantamos todos juntos!

 

Dia 11

Resolvemos sair cedo para dar umas voltas sozinhos em Fort Worth. 

Fomos ao Sam's abastecer o Valente e novamente pagar U$ 3,19 dólares por galão, depois de, na Califórnia e outros estados termos pago cerca de $ 3,60 dólares, em média. Pegamos uns suprimentos no Walmart  e fomos ao Lowe's comprar lâmpadas para o Valente. 

A fome já estava batendo e comemos um hotdog por ali mesmo. Depois fomos ao Half Price Books, e ficamos por cerca de duas horas e meia vendo livros. É incrível como as livrarias de usados por aqui tem tanta qualidade, e quantidade! Livros sobre qualquer assunto que você desejar, novos ou antigos em ótimo estado e em grande quantidade  a disposição. Por um preço muito bom. 

Eu não comprei nada, pois tudo é em inglês, mas vontade não faltou! Eu ainda sou capaz de voltar lá e pegar alguma coisa que gostei muito. A Jane pegou uns três livros! Depois fomos ao Lowe's novamente e comemos mais um hotdog. Antes de sair desta praça fomos a uma loja de U$ 0,99ç only, que seria uma loja tipo R$ 1,99 no Brasil, mas com muito mais qualidade. Não pegamos nada especial mas foi interessante ver preços tão baixos. Você pode viver nos EUA com bem pouco e ter tudo o que precisa por um bom preço. Só precisa procurar. 

Depois fomos a Northentool e demos mais uma olhada nos geradores que pretendemos comprar para usar quando voltarmos. 

Nossa última visita foi a loja de usados Zoo Músic, uma loja bem grande com muitas coisas legais. Fico olhando tantas coisas! Mas infelizmente não temos como levar. 

Retornamos a casa da Brenda e jantamos com eles.

  

Dia 12

Hoje a Brenda saiu cedo com as meninas, retornou para o almoço e depois saiu de novo e só vai voltar a noite. O Randy saiu com seu irmão. Eu e a Jane ficamos em casa, ela atualizando o site, eu aproveitei para tocar um pouco de violão e atualizar algumas coisas. A tarde ainda recolhemos as folhas do jardim e retornamos a atualização do site, que tinha muita coisa atrasada!

Concluímos as atualizações e a Jane fez uma pizza para nós! Jantamos e fomos assistir um filme em DVD. O Randy chegou bem na hora e assistiu conosco. Hoje ele comprou a árvore de natal e agora a Brenda e as meninas precisam decorar.

 

Dia 13

Nós ficamos em casa  ajudando a Brenda a varrer todo o quintal e colocar as folhas em sacos. Enchemos 33 sacos de folhas, sacos bem grandes, mas ficou tudo limpo. 

O Randy saiu para  fazer um curso para habilitação de arma de fogo com seu amigo e seu irmão, Roy, e passou quase o dia todo fora.

A noite a Brenda fez uma janta gostosa e depois jogamos sequence e as meninas ganharam a noite, mas foi bem apertado! Ganharam por uma partida.

 

Dia 14 (Indo a Memphis)

Levantamos e nos preparamos para sair em direção a Memphis. Tomamos café todos juntos e saímos mais tarde do que o planejado. Momentos de despedidas novamente e pé na estrada. A previsão é de sete horas de viagem. Vamos ver onde dormiremos.  Amanhã, segunda-feira, tem a visita na fábrica da Gibson e não podemos perder. Passamos por Dallas com um pouco de chuva e logo o tempo ruim ficou para trás. Nossa viajem foi tranquila.

Paramos na Rest Area, já no Arkansas, perdemos a foto da placa “Welcome to Arkansas”, pois um caminhão encobriu a placa e não vimos.

Nesta Rest Area também tem um centro de visitantes onde pegamos algumas informações e descobrimos um pouco da história do Presidente Bill Clinton, que nasceu, se formou e se tornou Governador e depois Presidente dos EUA. Sua vida política basicamente foi no Arkansas onde nasceu e estudou.

Mais uma parada na Rest Area Hallsville e decidimos não dirigir até Memphis hoje, pois já está escuro, apesar de ser 17:30h, e a próxima rest area está a uns 100 km, esta era boa, com separação dos caminhões e carros e ficamos ali.

Enquanto a Jane preparava algo para comer eu sai dar uma volta e esticar as pernas. Próximo ao nosso carro tinha também uma camper Van e um senhor estava caminhando também, e assim como nós iria passar a noite ali. Ele veio falar comigo e dá-lhe se virar no inglês. Conversei um pouco e ele ficou fascinado com nossa aventura. Ele mora em Albuquerque NM e está indo ao norte com sua esposa. Eles viajam com o seu carro há dez anos e trabalha para o exército americano.

Peter é seu nome, trocamos cartões e ele veio conhecer nosso carro, ficou encantado. Nos despedimos, jantamos, tomamos banho e fomos dormir.

 

Dia 15 (Visita a Fábrica da Gibson, Rock n'Soul Museum, Beale Street...)

Saímos da rest area e, como temos cerca de 100 milhas ainda até Memphis, eu queria sair cedo para poder chegar a Fábrica da Gibson para fazer o tour cedo,

Pois, não fizemos reserva e só temos a chance de fazer hoje, segunda-feira.

Entrar em Memphis foi super fácil! Sabíamos que não é uma cidade muito pequena e por ter muita atração turística, pensamos que o trânsito seria caótico, como o de Los Angeles e da Califórnia. Nada disso! Uma linda ponte, cortando o rio Mississippi, na entrada divide os estados de Arkansas e Tennessee, e no meio da ponte a placa de “Welcome to Tennessee”. Claro que não teve foto! Mas filmei com a GoPro!

O trânsito e o centro da cidade nos conquistaram de cara! A mistura da cidade moderna com a Old é genial! O lugar respira música!

Fábrica da Gibson fica bem no centro, ao lado da Beale Streer, rua onde tem o BB King Club, o Hard Rock Café, entre muitas casas ou clubes de Jazz, Blues e música Soul.

Em frente da loja e da fábrica, somente atravessar a rua, está o Museum Rock n’ Soul Memphis. Maravilha! Está tudo ali, é só estacionar, colocar umas moedas no parquímetro e se divertir.

O primeiro tour pela era somente ás 11:15h, como chegamos ás 10:00 h, tive tempo o suficiente para testar todas as guitarras possível! Nunca havia feito isso e foi lindo, mágico, simplesmente ir até a prateleira e pegar uma Gibson LP custom e ainda escolher a cor, ou um “59”, ou “58”, tocar com a “Lucile” modelo do BB King, ligar no canal errado sem saber que ela era estéreo, escolher o amplificador e caixa para testar... Isso tudo estava também a disposição no Museum e Fábrica da Fender em Corona CA, mas para quem é fã da LP Gibson foi muito melhor poder descobrir as diferenças, tocando, mexendo e plugando, qualquer guitarra sem um lojista vendedor ao lado olhando se você vai arranhar, ou vai mesmo levar o instrumento. Foi lindo demais! Perguntas?  Envie um e-mail em Contatos ou passe em nossa página do face, no post da visita a Fábrica da Gibson. 

Depois, fomos ver o Museum Rock n’Soul. O ponto alto para mim, nesse lugar, foi conhecer, ver e tocar, a mesa de mixagem do Sun Records, lendária gravadora que também pode ser visitada, onde grandes nomes da música gravaram, inclusive a famosa “Starway to Heaven” do LED ZEPELIN.Foi uma grande ver as fotos e a mix ali na minha frente!

O legal aqui nos EUA, e que impressiona, é o ótimo estado de conservação de tudo, nos museus, onde você pode chegar muito perto, e até tocar e tirar fotos sem um monte de restrições e segurança. Tudo está sendo filmado e vigiado, mas como eles dizem por aqui, você esta em um pais livre, e realmente me sinto assim.

Saindo, fomos dar uma volta pelos arredores, ir até a praça do Elvis Presley, tirar fotos e mais fotos, andar pela famosa Beale street e entrar e comer alguma coisa em um dos muitos clubes de música onde muitos ícones da música americana, do Jazz ao Blues, iniciaram suas carreiras.

O lugar está conservado, limpo, a comida é maravilhosa e o preço não é exploratório. Aqui neste lugar se você pudesse enxergar as partículas do ar, deve ter notas musicais voando por todos os lados,  porque parece que tudo aqui respira música.

As lojas de gifts tem o que você imaginar, em relação a música e presentes. Deu uma vontade de levar um carro cheio de coisas mas, mais uma vez, ficamos só no adesivo e um boton.

Saindo dessa região fomos até o Sun Estúdios, mas é fechado nas segundas. Fui na Stain Blues Guitar, onde eles fabricam as famosa guitarras de cigarreiras, ou cigar box guitar. Uma loja hand made onde me permitiram, mais uma vez, ficar a vontade e testar as guitarras do lugar. Testei um pequeno e valente amplificador St. Blues de 15w valvulado com trêmolo e reverb de mola perfeitos! Por somente U$ 400 dólares. E, novamente a luta contra a vontade de trazer o mundo na mala. Mas daí, é só sair que a vontade passa.

Fomos ainda tentar visitar ou ao menos ver onde era a Graceland, Mansão e museu do rei Elvis Presley. Chegando no estacionamento fomos informados que já estavam fechados e deveríamos retornar amanhã.

Ali perto tem um RV Park mas, muito caro para nosso projeto, então abortamos e decidimos procurar uma rest area mais tarde.

Retornamos ao centro para dar uma volta a noite e antes passamos no centro de visitantes, coisa que deveríamos ter feito quando chegamos a cidade, mas a pressa de chegar a Fábrica da Gibson e uma errada na ponte nos impediu.

Ali, encontramos um estátua de BB King e outra do Elvis. Como era final de tarde, a ponte sobre o Mississippi river toda iluminada, foi palco para fotos.

Mais algumas informações e retornamos a Beale Street agora para comer algo e ver alguma banda de Jazz ou Blues, já que as opções são muitas. Primeiro achar um lugar para estacionar, não foi tão difícil! A Jane sempre vigilante e em todos os lugares ela dizia que não podia! Porém estavam cheios de carros e todo mundo parando e nem aí. Mas nós não podemos fazer nenhuma infração. Achamos um lugar que supostamente era proibido, mas ficou ali mesmo.

Fomos ao Hard Rock Café mas já estava lotado e a banda se preparando para entrar. Decidimos buscar algo mais tradicional e fomos ao outro lado da rua no antigo e respeitado BB KING CLUB. Detalhe importante: as bandas aqui começam a tocar as cinco ou seis horas da tarde e tocam até ás dez somente! Isso é ótimo, pois podemos sair cedo. Não é permitido fumar nos locais, o som é de primeira qualidade e o isolamento acústico também é. Podemos ver a banda dentro do clube através das janelas e não ouvimos nada na rua! Você escolhe e entra. Fantástico!

Entramos e vimos um power trio com Memphisjones, tocando sucessos do Elvis, ótimos e divertidos músicos!

Depois, a banda de blues da casa: B.B. King’s Blues Club All-Star Band! seis homens negros, simplesmente chegaram, ligaram seus instrumentos e começaram a tocar. Eu e a Jane paramos e nos olhamos. Como assim? Sem passar som, nem nada? Sim! Som perfeito e tocavam muito, Blues. Pedimos algo para comer e ficamos ali por umas três horas ouvindo o bom Blues de Memphis.

Saímos e fomos á procura de uma rest area mais próxima. Vimos nos mapas e no GPS uma na Elvis Presley Blv, e era o que precisávamos, bem perto da Graceland. Mas quando chegamos lá, estava fechada. A próxima ficava um pouco distante então, resolvemos ir a um Walmart e ali mesmo nesta avenida!

Paramos e enquanto a Jane foi tomar um banho eu fui comprar pão e suco. Dentro do Walmart na Graceland o único branco era eu. O bairro é quase ou praticamente de negros. Não me senti intimidado, mas todos me olhavam como se eu fosse um ET. O que um branquelo está fazendo n área dos black people?

Mas o dia foi fantástico! Queria poder ficar aqui mais uma semana!

 

Dia 16 (Graceland, a casa do Elvis Presley)

Dia de conhecer a Graceland, mansão, museu, parque e lojas de tudo relacionado ao Elvis Presley. Mas antes, uma paradinha em um posto para encher o tanque de água. Na noite passada não sei se entrou ar no sistema ou se nossa água acabou. Temos um novo sistema para medir os tanques mas, parece que ás vezes ele falha. Resolvido a questão da água seguimos pela Elvis Presley Blvd. e fomos á guarita do estacionamento. Amanheceu bem frio por aqui e o estacionamento estava praticamente vazio. Uma mulher bem agasalhada falando ao celular dentro da guarita nos atendeu e parecia não estar muito feliz com nossa presença, foi falando um inglês muito rápido e não entendemos uma palavra. Deduzimos que era para entrar estacionar e ir até a bilheteria. Fizemos isso e logo descobrimos o motivo do mau humor da mulher: na bilheteria a jovem falou que a Mansão estava fechada as terças. Toin! Parabéns para nós, isso que ontem quando fomos até a portaria e já estava fechava dissemos que voltaríamos hoje e o guarda não disse nada!

Tem certas pessoas que realmente só fazem aquilo que são pagas. Bem, então para visitar a mansão teríamos que ficar até quarta! Porém hoje podemos andar pelo parque, Visitar o museu automobilístico, e galeria de roupas, e mais algumas atrações do parque. Até dois aviões de uso pessoal estavam abertos, além do acesso aos túmulos da família.

Pensamos que valeria a pena e compramos os bilhetes e nos disseram que poderíamos voltar manhã para ver o que estava fechado hoje. Como estava bem vazio, foi bom para as fotos, pois não tem aquela multidão perto. Saímos e fomos tomar um café em um lugar que nos remeteu aos anos 60. Aquelas típicas lanchonetes com a Jukebox, cores pasteis, mesas da época e o cardápio também. Ficamos ali um tempo e iniciamos o passeio pelo Museu dos carros do Elvis.

Ele era um amante da velocidade, cinema, cavalos, aviões, e quase tudo o que o dinheiro pode comprar. Ali estão seus carrões e história. RR, Ferrari, Cadilacs entre outros, Que ele chamava de “brinquedos”.

Saindo dali direto para a loja de souvenirs, e não são poucos.Deve ter uma sseis lojas ou mais! Elvis morreu mas quem está vivo se preocupou em ganhar um bom dinheiro com sua memória, com todo o respeito! Você pode comprar desde calcinhas e cuecas com o nome do rei até roupa de cama, acessórios para cozinha, livros de culinária e joias!

Um violão como o nome do rei da marca Gibson por míseros seis mil dólares ou, se você quiser, com a capa de couro por cima do corpo do violão com o seu nome por somente doze mil dólares. E não estou falando de um instrumento que ele usou! Esse preço de um instrumento novo, réplica do que ele usou. Claro que não resistimos e um boton ao menos compramos.

Entramos da sala de vídeos sobre a vida do Elvis onde ele nasceu e viveu em Tupelo, e depois mais loja de souvenirs. Aí descobrimos que, a cada local que visitamos, a as;ida dá em uma delas! Queremos pensar que isso acontece porque, dias muito cheios  é preciso ter produtos espalhados por todo o local para agilizar as compras. Vimos as roupas que Elvis usou por muitos shows e infelizmente perdemos alguma informação por nosso inglês estar na fase de aprendizado.  E também não há tempo para ler tudo e ver todos os vídeos. Saímos dali e atravessamos a Elvis Presley Blvd onde a faixa de segurança de pedestres tem seu rosto pintado e uma placa enorme na entrada! Entramos no propriedade onde está a mansão, e logo na entrada fomos revistados, e não se pode entrar com filmadoras! Detalhe é que nossa máquina fotográfica e celulares filmam, mas nos deixaram entrar com eles! Esse podem, filmadoras não. Isso tudo com aquela cordialidade de “estamos fechados hoje, o que você está fazendo aqui?”.

Na entrada da propriedade temos acesso ao exterior da mansão, piscina, túmulos, jardins e vista para o haras com alguns animais. Em um dos museus vimos um vídeo do interior da mansão, e então pensamos que não valeria a pena esperar mais um dia todo e pagar o valor somente para entrar na casa. Retornamos até a bilheteria e explicamos que não iramos ficar para o próximo dia. A jovem falou com alguém que orientou ela a estornar nosso pagamento e emitir um novo com somente o valor do que fizemos. Maravilha, isso é EUA, aqui as coisas funcionam! Não usou? Não paga! Não serviu?  Devolve! Não gostou? Devolve! Simples assim!

Recebemos a ligação da Brenda com o contato da Lora para irmos até sua casa em Lufkin, sudeste do Texas. Ela quer nos encontrar lá na quarta. Saindo hoje chegamos até quarta á noite!

Paramos em um Cracker Barrel para o almoço pois a Jane gostou do lugar quando fomos com o Randy e a Brenda e outra vez com o Ricardo Casas e então fomos sozinhos desta vez. Escolher a comida por aqui é sempre um desafio, mas acertamos o pedido e estava ótimo.

Neste tempo aproveitei para fazer umas movimentações bancárias e pagamentos. Descobrimos que o dólar está a R$ 2,99 reais, mais taxas. Ficamos tristes e perplexos com diariamente o dólar subindo. Aqui nos EUA pagamos por dois pratos com bebida a vontade e um lugar super show somente U$ 24 dólares. Porém pagamos em reais a bagatela de R$ 80,00 reais com tx e tip. Sinceramente, quando saímos do Brasil a realidade era outra! Se tínhamos um orçamento para 12 meses, em 8 já se foi! Onde vamos parar dessa forma?  Deus tenha misericórdia do Brasil na sua economia. Estamos orando e pedindo uma direção de Deus para termos alguma renda, pois assim não vai ser possível continuar com o nosso projeto. Cremos que Deus nos permitiu tudo isso e não vai nos deixar no caminho. Isso foi assunto para algumas horas de viajem.

Saímos pela I-40 no caminho inverso que fizemos na vinda a Memphis, e decidimos dormir em uma rest area Malvern depois de Little Rock e assim fizemos.

A Noite promete ser fria e chegar a -2 graus!

Jesus querido! Por favor, segura a temperatura.

 

Dia 17 (Zavalla - Casa do Lago San Rayburn)

A noite foi fria sim, chegou a zero graus,  mas não baixou mais que isto, com estava previsto. O carro ficou show, quentinho com o aquecedor a gás, sem problemas. Acordamos e, como queremos chegar a Zavalla na casa do lago hoje no início da tarde, seguimos viagem. Paramos para um café e abastecimento e seguimos. A Brenda nos ligou dizendo que o carro da Lora estragou e eles vão se atrasar e que poderíamos ir devagar pois eles deveriam levar três horas para chegar.

Paramos em uma pequena cidade e fomos provar o KFC a pedido do John Peter, nosso amigo de Curitiba, que diz amar a comida do lugar. Comemos frango frito,  purê de batatas e salada de repolho! Promessa cumprida e estômago cheio.

Mais uma hora e estamos na casa. Chegamos e, como previsto a Lora ainda não chegou e, segundo a Brenda, ainda vão levar um hora e meia. Decidimos ir até a cidade de Lufkin, há trinta minutos daqui e passar no Walmart, assim teremos tempo para ir e voltar. Compramos alguns suprimentos e, quando retornamos, eles já estavam ali.

Estava escuro, uma pena, e eles não iriam dormir ali, pois teriam que retornar a Austin. No lugar, que é bem bonito, encontramos uma propriedade muito maior do que imaginávamos,. Tem um RV velho e um trailler estacionados. Muitas folhas por todo o terreno e está um tanto abandonado.

A Lora nos mostrou o lugar, os limites do terreno, explicou o que precisávamos, fazer dentro e fora da casa, o prazo que podemos ficar ali... Ela nos avisou que até março não tem ninguém agendado para alugar, então eles querem que a gente fique por ali, e vão nos pagar para passar uns dias ali. Podemos fazer serviços extras e eles vão pagar por hora. Podemos ficar na casa ou no nosso carro e sair e voltar quando quisermos. Esta nos pareceu boa proposta! O tempo está esfriando e prometendo chover. Então temos trabalho pela frente se o tempo ajudar. Decidimos ficar no carro e usar somente o banheiro, para não ter que fazer dump no Valente. É mais prático assim e, no mais, é como se voltássemos para casa.

Não queremos acostumar com o luxo de uma casa, porque depois sabemos que é difícil nos acostumarmos a viver somente no carro de novo! A Lora e seu esposo engataram o trailer na pickup e levaram embora, e nós colocamos o Valente no lugar. Ficamos assustados com a dimensão do lugar! Mas aceitamos o desafio.

 

Dia 18

A Janeh, pra variar levantou cedo, arregaçou as mangas e foi ver onde estava o material de limpeza, dar uma inspeção na casa e começou a limpar. Eu fiquei um pouco mais na cama, levantei e tomei meu café tranquilamente, orei, li a bíblia e então fui dar uma volta para ver o lugar.

Minha tarefa é simples, porém extensa: recolher galhos, reunir em um lugar apropriado e pôr fogo; varrer as folhas e também incinerar. Trocar lâmpadas, cortar grama, limpar a varanda e ao redor da casa e o que mais encontrar.

A Janeh, por sua vez, colocar roupas de cama para lavar e secar nas máquinas e dar uma geral na casa internamente. Limpar vidros e manter tudo em ordem.

Comecei a recolher os galhos próximos manualmente, depois peguei um pequeno cortador de grama que é do tipo um pequeno trator e engatei um reboque para recolher os galhos maiores e mais distantes. Depois delimitei uma área e iniciei meu trabalho.

Saldo do dia: 6 hs de trabalho meu com 400 metros quadrados varridos e todo o terreno sem galhos no chão. Tudo incinerado. A Janeh fez dois quartos e lavou toalhas, lençóis, limpou janelas dos quartos em 8 hs. 

Paramos para um banho demorado, navegamos um pouco na internet e fomos comer no Valente. Depois fomos dormir!

 

Dia 19

A noite não foi fria, mas um pouco barulhenta, pois choveu e o Valente está em baixo de árvores e os pingos da chuva ficam maiores e mais fortes. Choveu toda a noite e tanto eu como a Janeh tivemos dificuldades em dormir. Amanheceu mais frio do que a noite, coisa de 10 graus.

Bem, trabalhar fora da casa não vai rolar, está tudo alagado, e eu estava super empolgado em ver o quanto poderia fazer hoje, agora que já peguei o jeito. Ajudar a Janeh dentro da casa e atualizar coisas na internet.

Tomamos café juntos e estávamos refletindo sobre os planos de Deus. Há uns anos atrás, jamais imaginaríamos fazer o que estamos fazendo! Estudamos, nos formamos, construímos, compramos nosso apartamento, vendemos e agora dirigimos até os EUA na beira de um lago, no inverno, cuidando de uma grande casa com lareira e todo o conforto. E ainda vamos receber por isso! Não precisamos de muito! Temos o que precisamos no Valente. Mas confesso que queríamos hoje um pouco mais de espaço para algumas coisas. Já que viajamos por muitas estações climáticas e temos que levar de tudo, tanto para frio como para calor. Se estivéssemos somente em lugares quentes, seria diferente. Muito menos roupas, casacos e cobertas, e isso ocupa bastante espaço. Mas, estamos atentos ao que Deus nos reserva e dá, não queremos perder a oportunidade de viver sabendo que Ele tem cuidado de nós.

Eu acabei não ajudando muito a Jane, mas fiz o que pude. No final da tarde a chuva deu uma trégua e eu aproveitei para dar um banho no Valente que, desde a Califórnia, não via água.

 

Dia 20

Hoje acordou sem chuva e então é hora de voltar ao trabalho! Nosso plano é dar uma faxina geral em tudo, e depois somente fazer a manutenção semanal.

Tomamos café juntos, conversamos, compartilhamos mais algumas coisas que Deus estava nos falando e seguimos com nosso trabalho!

Delimitei o que queria fazer, ou seja: concluir a parte de trás do terreno e amanhã a frente. E comecei a trabalhar!

A Janeh limpou mais um quarto, dois banheiros e a sala de jantar, além das janelas nestes cômodos! A casa é muito grande! Tem duas salas de jantar, duas salas de estar, uma sala enorme de jogos, três quartos, três banheiros, uma cozinha enorme, além de toda a área externa! E possui muitas janelas enormes!

O dia foi assim, de muito trabalho.

Os meus pensamentos voam; a Janeh diz que não pensa em nada! Hoje conseguimos falar com a minha mãe no skype e com a Jô e a turma que estão na praia. Fizeram o amigo secreto e nós participamos via skype.

Uma forma de conseguir estar presente com os familiares no Brasil.

 

Dia 21

Hoje o dia foi de muito trabalho! Tomamos café juntos! E a Janeh deu duro para terminar dentro da casa pois a Lora e o marido iriam chegar, mas não conseguiu concluir! Mas, como eu previa, a Brenda ligou e avisou que iriam se atrasar, e depois ligou dizendo que não viriam!

Decidimos ficar até na terça-feita por aqui e ir a Fort Worth passar o natal na casa do Randy e da Brenda!

Fizemos uma janta e descansamos.

 

Dia 22

Demos sequencia aos serviços, eu acabei fazendo uma limpeza na parte da frente da casa e a  Janeh continuou dentro organizando tudo.

 

Dia 23

Voltei ao mercado para comprar uns suprimentos e  a Janeh ficou na casa. Peguei o carro e fui ao Walmart em Lufkin, ainda passei no Lowe's para comprar mais material de isolamento para o carro e uma fechadura para o deposito que foi quebrada por possiveis assaltantes na casa. Retornei e subsititui a fechadura. Comecou a chover, mas tudo bem, ja estava ficando escuro mesmo.

 

Dia 24 (Natal em Fort Worth)

Hoje saimos para ir para Fort Worth pois vamos passar o natal com o Randy e família. Fomos informados que o Chunn e Melissa também vão estar também e trarão duas jovens brasileiras que chegaram por aqui, vindas de Jundiai - SP. 

Passamos em Lufkin para comprar uns presentes, não achamos e então decidimos ir ate Fort Worth e procurar lá. depois de quatro horas de estrada com um dia bonito de sol, coisa que já não viamos a alguns dias, chegamos! Fomos abastecer no Sam's, depois na Northern Tools, Ross e Walmart e agora sim tinhamos nossos presentes.

A Brenda já estava ligando pois estava escuro e nada de nós chegarmos. Ela estava preparando biscoitos de natal e nós deveriamos estar juntos para, com as meninas decorarmos os biscoitos! Mais dez minutos chegamos e foi aquela alegria das meninas, Desi e Katie, como sempre. Entramos , a janeh ainda ajudou a decorar alguns biscoitos com as meninas, contamos as novidades e eu sai com a Brenda para comprar frango para comermos. Depois de tentarmos três lugares e encontramos tudo fechado na vespera de natal, voltamos a casa e preparamos algo lá mesmo. 

 

Dia 25

Hoje é natal, pois ao contrario do Brasil, onde costumamos fazr no dia 24 a noite, aqui é no dia 25 pela manhã. Nos reunimos na sala, o Randy leu a biblia, compartilhando o texto sobre o nascimento de Jesus e falando sobre o verdadeiro sentido do natal, oramos juntos e depois comecou a abrir os presentes com as meninas. Foi tudo bem divertido, e depois fizemos um tempo juntos como família. 

Fomos preparar o ambiente para receber os visitantes, e fazer o café, e lá pelas10:30h, Randy Chunn chegou trazendo Melissa e as duas Brasileiras, Dani e Thais. Fizemos o café a moda texana e comemos em igreja e como uma família.

A Thaís e a Dani tocam e cantam muito bem, e a Thaís pegou o violão das meninas que não afina. Eu disse que tinha um Taylor no carro e dei a ela. Ela pegou e ficou impressionada, como eu quando cheguei aqui nos EUA em 2012 pela primeira vez. Ela sentou ao meio da sala, o Randy me emprestou o seu violão e ficamos ali louvando a Deus como igreja. 

Passamos um dia muito agradável, cantando juntos, orando, comendo, jogando, compartilhando... 

O Chunn saiu com todos, ja no final da tarde, e nós ficamos com a familia mais uma vez, ajeitamos tudo e assitimos ao filme It's a Wonderful Life! muito especial! vale a pena assistir!

 

Dia 26

Acordamos e ficamos na casa! Não fizemos nada em especial! Brincamos com as meminas, com os brinquedos de natal e nos divertimos muito. Descansamos e assistimos um filme. Eu percebi que o nosso carro está com um pequeno vazamento de oléo por debaixo do motor. Mostrei ao Randy e não sabemos o que fazer, mas na segunda ele vai tentar um mecânico para darmos uma olhada. Não parece ser nada, espero realmente que não seja, mas é bom olhar.

 

Dia 27

Hoje eu e a Jane resolvemos sair e ir ate o Cabelas e depois na Guitar Center.

 O Cabelas é uma loja incrivel, e estava bem cheia, e nós ficamos dando voltas. Em meio as promoções, achei uma calca jeans com forro polar. Nao sei o quanto vou usar isso depois que sairmos do inverno americano, mas tenho certeza que vou usar muito enquanto estiver por aqui. Fomos ate a sessão de binoculos e mais uma promoção e,  finalmente, compramos nosso binóculo.

Fizemos um lanche ali mesmo e eu pedi um hamburguer de carne de alce, coisa que só tem por aqui. Essa loja nos impressiona com a quantidade de soluções que se tem para camping, é incrível, porém nao pegamos nada, pois nao temos espaco e muitas coisas são práticas mas precisam de refil de reposição e, como nao vamos encontrar pelo caminho, nao vale a pena. 

Saindo dali fomos a Guitar Center dar uma olhada nas promoções. Eu fiz uma compra, e tivemos problema com o nosso cartao de débito que eu nao assinei e dei OK na máquina, eu rapidamente avisei o vendedor e ele fez um estorno, mas ficamos na dúvida se o dinheiro saiu ou não. 

Para realizar a compra deveríamos passar outro cartão. A Janeh usou o Visa e tudo certo. Saimos dali na dúvida sobre o dinheiro, pois nao saiu uma conclusão de venda e nem do cancelamento, consequentemente. Vamos aguardar e ver depois. Retornamos a casa do Randy e nos instalamos. As meninas estão ficando pior com a Gripe; a Desi esta com muita tosse e a Katie esta piorando. Acho que vamos somente esperar até segunda para ver o vazamento do carro e depois sair, pois nao queremos ficar doentes.

 

Dia 28

O Randy acordou disposto a fazer uma limpeza ao lado da casa e da oficina, pois vai vender um material que está parado e precisa deixar tudo limpo para o comprador que virá. Acabei ajudando na limpeza com a Katie e a Jane ajudou a Brenda dentro da casa.

 

Dia 29 (Lake Sam Rayburn - Zavalla - TX)

O Randy acordou cedo e tentou alguma oficina ou mecanico para dar uma olhada no vazamento do óleo do Valente, mas foi em vão pois a data de final de ano complica ainda mais. 

Um deles disse que nao mexe com carros a díesel e as concessionárias estão cheias. O Randy emitiu sua opinião de deixar assim e observar o que acontece. Com isso, resolvemos deixar a casa do Randy e ir em direcao a casa do lago em Zavalla. As meninas e a Brenda entao bem resfriadas e nao queremos ficar também. 

O Ricardo Casas nos deixou aberto o convite de passar o reveillon em Austin mas, como ainda é dia 29,  decidimos retornar ao lago e ficar sós. Arrumamos tudo e partimos! Tivemos que dar uma passada na Guitar Center pois nosso crédito nao voltou para o cartão. Na loja fomos informados para esperar uns cinco dias úteis pois eles podem comprovar que nao entrou dois créditos, e nosso valor deve voltar para o cartão. Resolvemos esperar. o tempo estava com sol, mas logo que saimos de Dallas, fechou e esfriou. 

Estavamos dirigindo e procurando um lugar para o Dump Station e estava difícil de achar, até que achamos um RV Park porém com a placa de "Closed" e um recado que o dono estava pelo park. Entramos mesmo assim e fomos até uma vaga e fizemos o dump. Não apareceu ninguém no tempo que estávamos ali e entao fomos embora. Paramos em Lufkin para rever os suprimentos no Walmart e seguimos para a casa. 

Nos instalamos e fomos dormir. 

 

Dia 30

A Janeh, como sempre, levantou cedo e foi recomeçar seu serviço na casa, eu ainda dei uma olhada no que fazer, varri um pouco o quintal, mas o tempo com chuva e frio estava difícil. Passamos o dia ali, vimos um filme e foi tudo.

 

Dia 31

Último dia do ano, e desde cedo muita gente no whatsapp e no facebook falando conosco, desejando feliz 2015! Até o Aldo de Miami nos ligou. Para passar o dia ainda tentamos fazer algum trabalho na casa! Eu me aventurei a subir no telhado e dar uma limpada, pois está coberto de folhas. Ficou bem legal, mas só consegui limpar um lado, pois ficou escuro e parei. 

A Janeh seguiu limpando as janelas externas e os moveis da varanda. Nesse tempo que fiquei varrendo o telhado, fiquei refletindo sobre nossa vida, sobre o prazer de estar no ultimo dia do ano varrendo um telhado. 'É incrível tudo o que passa na mente em uma hora dessas! Ficamos sós, e às 8hs da noite o Brasil já estava em 2015, e nós ainda temos que esperar quatro horas! Foi divertido falar com o pessoal no Brasil e brincar de como estava sendo o novo ano, pois nós ainda estávamos em 2014. 

Depois disso ficamos conversando, jogamos Sequence e relembrando que no final do ano passado estávamos com a Mariana o Panda e com a Jô e o Clovis em Punta del Este, e ali declaramos que sairíamos em 2014 para nossa aventura!

Um ano depois estamos nós aqui nos EUA, e quanta coisa aconteceu!  Tantos países conhecemos, tantos lugares incríveis,  tantas novas amizades e desafios. Vencemos e conquistamos, mas ainda sinto que temos muito mais até voltar ao Brasil. Temos muito chão pela frente. 

Ajoelhamos-nos e oramos a Deus dando graças por tudo que vimos e vivemos e por tudo que vamos viver ainda. 2015 será um novo tempo, agora uma viagem mais amadurecida, quem sabe. Esta noite está chovendo e esfriou mais e, devido nosso estado de saúde, decidimos dormir na casa e não no carro. Aqui temos três quartos bem quentinhos a escolher, e então vamos ficar por aqui!

 

Dia 01 

Desde que saí de Fort Worth, eu estava iniciando uns pequenos sintomas de resfriado, e acordei com um pouco mais de convicção sobre isso, estou resistindo a tomar remédios e deixando meu organismo reagir. E hoje passei o dia lendo e tocando dentro de casa. Dia de descanso e muita chuva lá fora. A Janeh também, fez algumas coisas e depois aproveitou o dia e descansou!

 

Dia 02 

Acordei quase ás onze horas, que coisa boa! O silêncio do lugar é incrível! Tomei um banho e fui tomar café quase meio dia! A Janeh já tinha feito muita coisa há essa hora. 

Eu acordei com um pouco mais de espirros e tosse, e acho que é hora de tomar um remédio. Fui ate o carro e pequei três comprimidos de Astro, presente do Joel, e vou me obrigar a tomar. Ontem começamos a leitura da bíblia em um plano sugerido pelo celular e conversamos sobre a leitura de ontem, meditando sobre o que Jesus quis dizer em Lucas 5, quando fala sobre a roupa nova e velha e o vinho e odres, novos e velhos! E refletimos sobre a nossa decisão de sair do nosso conforto, das leis ditas normais, e viver de uma forma alternativa ao menos por um ano. Falamos como é difícil deixar tudo e receber o novo! E muitas vezes o novo é muito melhor, mas o nosso corpo e espírito querem ficar com o que tem com o que é certo. E para receber o novo precisamos deixar a velha vida. Seja ela boa ou ruim, não importa; o vinho novo não cabe em odres velhos. Perde-se o vinho e o odre. 

Depois ainda fui meditar nos textos de hoje e, em seguida,  pesquisar sobre pneus para o carro. Falamos com a Brenda, ela disse que as meninas estão ficando melhor do resfriado, ela ainda está no meio e o Randy parece que está ficando doente. Ainda bem que saímos logo. A Brenda nos disse que a Lora não deve vir no final de semana, talvez para o próximo. Vamos ver como vai ficar o tempo por aqui e decidir se ficamos a semana toda ou vamos dar uma saída. Ficar parado com chuva não dá!

 

Dia 03 

Hoje cedo a Janeh pediu para que eu fosse até o mercado comprar comida, pois está chegando ao fim. Nós costumamos comprar comida para uma semana no máximo pela questão de espaço. Preparei o carro para sair, porém choveu muito há alguns dias já, e o nosso carro está estacionado ao lado da casa em uma área aparentemente firme, onde é parte grama parte com umas pedrinhas. Eu me esqueci de dar aquele passeio a pé pelo caminho que iria fazer com o carro e não deu outra, estava tão encharcado por causa da chuva que as quatro rodas afundaram. Olhei para o lado e vi um vizinho com uma camionete e fui lá com meu inglês tosco pedir ajuda. Para isso pelo menos serve. Um senhor de uns 70 anos olhou o carro de longe e disse: Oh my God! Tudo bem, eu sei que fiz besteira, mas mesmo assim ele veio nos socorrer. Na primeira tentativa quase que ele também fica atolado. Mas na segunda saiu. Eu me apresentei e ele disse: Antonio, não coloque mais o carro ali por um longo tempo, pois o terreno está muito molhado. Se você fizer isso vai ficar preso novamente. Agradeci e fui ao mercado. 

Comprei quase tudo porque o Mercado era pequeno e não tinha alguns itens. Ir ate Lufkin são 30 milhas, achei que não compensaria. No fim a compra deu 10 dólares a mais do que estamos acostumados a comprar e ainda faltaram alguns itens. Ou seja, compensaria ter ido a Lufkin e não comprar em Zavalla. No retorno ainda dei uma limpada no carro com a mangueira para tirar o barro grosso do atoleiro. À noite a Janeh fez uma deliciosa janta e jogamos sequence.

 

Dia 04

A noite foi bem tranquila, fria, e vai esfriar mais, mas a opção de ficar dentro da casa foi a mais confortável e acertada. Assim não ficamos andando no frio. Diz a Janeh que até passa calor debaixo das cobertas.

A janeh aproveitou para lavar algumas coisas, já que o sol apareceu, e limpou mais agumas janelas e móveis na varanda atrás da casa! Passei o dia lendo, vendo filme, eu dei uma volta pelo terreno com o trator e recolhi uns galhos que caíram durante a chuva. Para limpar o telhado ainda está muito molhado. Como o resfriado ainda não passou 100% não me senti muito bem trabalhando fora da casa e preferi ficar quietinho dentro, tocando e pesquisando sobre nossa viagem de volta. 

Quero estudar melhor o roteiro que vamos fazer o tempo e as distâncias a serem percorridas. Tenho andado inquieto novamente. Eu não sou hiperativo, mas fico inquieto se não estou indo ou fazendo algo. Mais no sentido de ter objetivo. Sou do tipo que não gosta de ficar fazendo algo que não tenha um fim. Mas Deus tem ministrado meu coração sobre isso e tenho procurado confiar. 

Estava lendo na bíblia na minha leitura diária sobre Noé. Ele obedeceu e ficou mais de um ano no processo da arca, construção, chuva, a terra ser cheia, a chuva parar, ficar completamente a deriva por meses, e depois todo o processo da água baixar, e mesmo a arca já tocando o solo ficou dentro da Arca por meses. Fiquei meditando sobre o nível de obediência, louvor, fé, paciência que ele já havia adquirido para passar por isso, e tudo o que ele aprendeu durante. Às vezes me sinto desta forma, dentro de uma arca fechado, com tudo o que preciso, mas a deriva e esperando, só esperando, dia após dia. Aqui temos aquecimento, comida, água, luz, internet, TV a cabo, tudo. O que mais pode faltar? Mas minha mente não para. Quem sabe Deus me mantém aqui para ouvir e aprender. 

A Janeh esta feliz e diz que não pensa, só curte. Esta se divertindo limpando e organizando coisas na casa. O tempo de Deus agora é esperar.

 

Dia 05

Hoje recebemos um email do banco Itaú no Brasil sobre o nosso dinheiro que não voltou para o cartão. A saída é esperar ou ligar para o cartão. Antes de responder eu olhei o saldo do cartão e finalmente, após nove dias, o dinheiro voltou. Glórias a Deus! Agora precisamos de um milagre sobre o dinheiro da empresa Copa Airlines que nos fez comprar duas passagens quando saímos de San Andrés na Colômbia para ir ao Panamá e não usamos. O nível de reclamação na internet com essa empresa é grande, e o nível de devolução ou resolução dos problemas é zero. Já estamos há meses em contato, já fizemos tudo o que nos pediram, e nada ainda. Precisamos de um milagre.

A noite foi a mais fria desde que chegamos à casa do lago: -1 graus ás cinco horas da manhã. Essa semana vai ser de sol, mas com temperaturas bem baixas, inclusive durante o dia.

À tarde aproveitei que o telhado está mais seco e subi no telhado para terminar de limpar, mas ainda tem muito trabalho pela varanda. A Janeh continua firme nas janelas do lado de fora. 

Ao final do dia fui ate o lago ver o por do sol, ou o reflexo dele, pois o sol se põe ao lado contrário do lago restando para nós o seu reflexo que não deixa de ser espetacular. Estava dizendo a Deus que não são todos os dias que posso ver o que ele pinta nos céus com as cores no final de tarde, pois há dias que estão nublados, mas tenho a certeza que todos os dias ele vem fazer sua pintura, assim é a fé, eu posso não estar vendo, mas Ele esta lá. O lindo por do sol todos os dias e sempre diferentes, feitos por Deus. Sem nunca falhar, eles estão lá. Nem sempre podemos ver o que Deus esta fazendo de lindo, mas temos que acreditar, pois está lá. 

A Janeh veio ao meu encontro no lago, ficamos um pouco ali contemplando a paisagem e depois voltamos a casa e jogamos um pouco de sinuca e depois assistimos a um filme, jantamos, ficamos tocando e cantando, louvando a Deus, e depois tomamos um chá e fomos dormir!

 

Dias 06 a 30 de Janeiro (Dias na casa do lago... )

 

Neste período aqui na casa em Zavalla, TX, criamos uma rotina diferente e acabei relaxando no nosso diário, já que estamos dormindo e usando a casa e o carro esta estacionado em frente. Não faz muito sentido ficarmos dentro do carro com uma casa tão aconchegante com aquecimento nos dias frios, e nós ficarmos no carro.

Os dias passaram rápido e por essa razão resolvi escrever sobre o período e relatar os principais acontecimentos:

Começando pela questão financeira, que logo após recebermos de volta o dinheiro que nos foi cobrado duplicado no cartão, ainda estávamos orando e aguardando uma posição da empresa aérea Copa Air, que nos devia quase dois mil reais de passagens aéreas que fomos obrigados a comprar para entrar no Panamá.  (leia mais sobre isso em Diário da Colômbia. Essa questão também estavamos confiando e orando pois já se passavam quase cinco meses desde que tivemos que comprá-las e três desde que entramos com pedido de rembolso, e as chances de recebermos era pequena. Mas finalmente Deus nos respondeu e a empresa Copa Air entrou em contato e fez o deposito integral do valor. Saiba mais em Caso Copa Airlines. Motivos para glorificarmos a Deus!

Passado esse episódio, agora foi a vez de nossos cartões de crédito serem bloqueados pela operadora por denúncia ou suspeita de fraude. O que aconteceu foi que tentamos fazer compras de acessórios para máquina fotográfica e cordas para o violão, entre outras coisa, e na hora de pagar o site assumiu o endereço de entrega, no caso aqui nos EUA ,,como endereço de cobrança. Como eu pago pelo site do banco, não me importei com esse "detalhe". Porém o banco sim. Resumo da históra: não autorizaram as compras e ainda bloquearam os cartões. Aí começou uma maratona para desbloquear. Envio de em-ail para o Brasil, para nossa gerente no banco, que não conseguiu nos ajudar. E retornou dizendo somente que deveríamos ligar para um número de chamada internacional, que nunca atende ou não completa a ligação. Tentei via chat no banco que também deu a mesma orientação. Para ligar pelo celular, não completa, tem que ser por um fone fixo.

Acordei em um belo dia, pois a chuva deu uma trégua, assim como o frio, e o sol voltou com temperaturas de inverno mas muito mais agradáveis. Fui em direção a cidade em busca de um telefone público e, bem perto de onde estamos, tem um RV Park com um pequeno estabelecimento. Pensei que ali poderia ter um telefone público e fui perguntar. Logo na entrada encontrei uma simpática senhora e fui me identificando, nome e país, com meu inglês que só serve para não me deixar passar fome, perguntei se ali tinha um telefone público. Ela disse que não e perguntou para que eu precisava. Eu disse que tinha que fazer uma chamada a cobrar para o Brasil para resolver a questão de meus cartões de crédito. Ela foi muito gentil e me ofereceu o telefone do comércio mesmo. Eu agradeci e tentei sem sucesso completar a ligação no tal número para atendimento internacional. Ela, vendo minha cara de frustração, perguntou se não estava conseguindo. Eu disse que não. Então ela pegou o telefone e ligou para um, falou com outro, ligou para outro e mais outro, até conseguir uma ligação para a Embratel e me deu o telefone com o atendimento em português. Quase uma hora depois consegui que tudo ficasse certo.

Enquanto a Sra. Wanda, tentava completar minha ligação uma outra senhora estacionou seu carro ao lado do Valente, entrou e perguntou se era meu o carro e de onde eu era. Então comecei a conversar e contar nossa historia. Quando estávamos atrás do Valente, mostrava as bandeiras dos países que passamos, quando cheguei na Argentina ela disse que esse é seu nome. Estavamos falando em espanhol pois ela é do Mexico. Foi curioso, pois nunca havia conhecido ninguém com o nome de Argentina. Ela pediu para conhecer o Valente, e achou incrivel a historia e nos convidou para visitar sua casa que esta ali bem perto. Após conversar com a Argentina, e resolver a questão dos cartões, agradeci a Wanda que me apresentou a Shea e ambas vieram conhecer o Valente. Quando fui pagar ela disse que eu não devia nada e se tudo ficou certo para mim, estava tudo bem para ela.

Vejo Deus cuidando de nós diariamente e esses são grandes exemplos do que Deus faz em nosso dia a dia que, muitas vezes, se não tivermos atentos. passa completamente despercebido. Achamos que são coincidências da vida e não damos a devida honra a Deus.

Sim, Deus com seu espirito colocou em meu coração de parar naquele lugar e ali Ele tinha um anjo para nos ajudar.

Neste período também, fomos a cidade de Conroe, há duas horas de Zavalla para procurar uma loja da rede Northerntool pois eu sabia que alí encontraríamos o nosso gerador de energia de 2000 W, que vai nos auxiliar em muitos lugares onde não temos energia. Durante a viagem, passamos por muitas situações onde a energia era cobrada á parte e não era barata. Optamos por um gerador, e não pela placa solar, pela dificuldade de encontrarmos um produto adequado, mão de obra especializada, custo, além da falta de espaço no teto do Valente. O gerador é portátil, ocupa mais espaço e tem que ter gasolina, e preciso ligar sempre que necessário mas, para o que precisamos, funciona muito bem e vai tocar o ar condicionado, que temos agora, por até oito horas. O engraçado da história foi que já havíamos pesquisado e a loja Northerntool é representante da marca e tem o melhor preço, e nós tínhamos um cartão de $20 de desconto que pegamos no final do ano para compras acima de $100 dólares. Então, fomos os dois felizes comprar nosso gerador, e a Jane ainda falou: se precisa de mais alguma coisa já pega pois entra no cartão de desconto. Ainda pegamos um galão de 18,8 litros para levar a gasolina e mais algumas coisas pequenas. Porém, na hora de pagar, achei o valor mais alto que o esperado, e questionamos a atendente sobre o nosso desconto, e ela mostrou no cupon fiscal que o desconto estava ali. E então caiu nossa ficha que, atras 20 nao tinha um símbolo %, e o desconto era de $20 dólares para compras acima de $100 dolares. Nós agradecemos e saimos rindo de nós mesmos.

Dias depois, fomos ao Walmart em Lufkin fazer a nossa compra básica de suprimentos e entrei na loja Discount Tire em busca de novos pneus para o Valente. Esse também é um assunto que já esta durando, pois não estamos achando aqui no EUA as medidas que preciso para trocá-los. Já fiz várias pesquisas, escrevi e-mail e nada. Chegando a Discount Tire fomos muito bem atendidos por um rapaz que embora americano falava um pouco de espanhol, o que livrou a Jane de ter que falar coisas técnicas do carro no meu lugar. O sr. Rene ficou de fazer uma busca e nos ligar na segunda-feira. Isso era sábado. Então voltamos a casa e ficamos no aguardo até segunda.

Na segunda já próximo ao final da tarde ninguém havia ligado, e então eu liguei e o sr. René disse que ainda não havia encontrado e que na terça ligaria para dar uma resposta. Não ligou, e na quarta eu resolvi ir até lá para ter minha resposta. A Jane ficou na casa, pois depois que compramos algumas coisas na internet estamos aguardando chegar e ficamos com medo de sair os dois e algum correio chegar.

Chegando próximo a loja de pneus, ouvi um carro atras buzinando e logo ele estava ao meu lado. Dois homens em uma van com adesivo da DirecTV perguntavam se eu era do Brasil,  eu respondi que sim e ele muito feliz disse ser do Uruguai. Porém já estava próximo a entrada da loja e disse que precisava entrar. Esse carro seguiu reto. Parei e fui conversar com o Sr. René que me informou que infelizmente não poderia nos ajudar pois nenhuma das marcas que a loja trabalha tem a medida que preciso. Agradeci e saí.

Quando cheguei ao  Valente, a van que havia me abordado minutos atrás com os dois homens estava ali. O Uruguaio se chama Jorge e seu amigo Rodrigo. Ele falou que nunca viu um carro do Brasil por aqui e ficou intrigado se estava vendo certo. Ele vive nos EUA há 16 anos, é aposentado da força aérea do Uruguai e vive em Dallas. Disse que gosta muito do Brasil e que tem muitos amigos brasileiros que vivem em Dallas. Conversamos  e ele pediu para tirar fotos e me perguntou o que estava fazendo, expliquei a ele, e ele queria me ajudar de alguma forma. Porém Jorge nos ajudou de outra forma. O fato é que desde o dia primeiro de Janeiro a Directv da casa não estava funcionado e nós não podíamos solicitar um técnico, porque tecnicamente não existimos na casa, estamos como amigos ali e os donos não estão. Expliquei a situação e o Jorge rapidamente me pediu o endereço e disse: eu vou lá resolver isso. Ele trabalha como prestador de serviço, e tem sua própria empresa, então poderia fazer isso. Segui com o Valente a frente e ele foi fazer um atendimento, 

Meia hora depois de eu chegar em casa ele já estava lá. Localizou um cabo rompido, consertou e pronto. A Jane fez um café e tinha feito uma cuca de banana que estava pela metade. O Jorge ficou tão feliz, que comeu a metade toda com café. Demos muitas risadas,  conversamos e ele nos convidou para estarmos dia 31 em Dallas em uma festa de aniversário onde praticamente só terá brasileiros. Nos adicionou no face e foi aquela festa e curtição. Nisto também glórifico a Deus pelo seu cuidado. A televisão não tem sido algo relevante ou importante no carro, e em nenhum lugar. Aprendemos a viver sem TV a cabo bem tranquilamente. Mas ter uma na casa que hora funciona hora não funciona estava deixando a gente irritado. Assim conhecemos uma pessoa e a cuca de banana pagou o serviço.

Logo após o Jorge ir embora, eu fui mexer no porta malas do Valente e quando fui fechar, a porta não quis mais fechar. Foi um stress, começou a ficar escuro, e começou  a chover, e nada da porta fechar. Foi um tal de tira coisa põe coisa e nada estava obstruindo o caminho. Verifiquei que a trava estava com algum problema, e nada. Me parecia coisa bem simples, mas eu não consegui descobrir. Lembrei-me que um dia isso já havia acontecido em Curitiba quando estava na Traillemar, e alguém rapidamente foi lá mexeu em algum lugar e a porta fechou. Já estava até falando com o Carlos Pimpão no skype e pedindo ajuda ao Iguaçu Paraná pelo Face. Após quase duas horas e já começando a ficar impaciente, eu peguei uma chave de fenda e orei a Deus. "Deus, esta chovendo, já é noite e eu não sei mais o que fazer, por favor preciso que feches essa porta". E assim se fez, eu fui lá mexi em algum lugar que eu já havia mexido, e não sei o que fiz e onde foi, mas a porta fechou.

Comentei com a Brenda o fato que Deus não só abre portas mas também fecha. E isso foi um exemplo bem prático. E a Brenda me lembrou que sim, Deus quando salvou a vida de Nóe e toda a sua família colocando todos na arca, diz a palavra que Deus fechou a porta e veio a chuva. Aqui não teve o diluvio mas foi assim. Glórias a Deus que nos ajuda a fechar as portas na nossa vida também.

Outro dia, estavamos tentando comprar um novo computador pois nossos dois HP que trouxemos tem mais de cinco anos e já não querem mais trabalhar muito. Pesquisando na internet, decidimos comprar direto no site da Dell, porém o mesmo que ocorreu na compra anterior com outros itens aconteceu agora. Os endereços de entrega e de cobrança não batem e o site da Dell não permite trocar o país quando tentamos colocar o endereço de cobrança do Brasil. Enfim, comprar um simples computador está dando uma dor de cabeça. Cartão bloqueado, compra cancelada e nada de novo computador.

Nossas encomendas ainda não chegaram, e estamos aguardando. O computador ainda não temos a resposta da Dell se aprovou ou não.

Hoje dia 23, eu estava olhando um dos pneus e achei que estava ficando a cada dia mais baixo. Em toda a viajem em 8 meses quase 9, tivemos somente um pneu furado no Peru. Eu disse a Jane que sairia para ir a uma pequena oficina para ver se o pneu tem algum furo ou não. Confesso que passei por esse estabelecimento por diversas vezes e pensei que poderia comprar nossos pneus ali, mas nossa intuição diz que nas grandes redes é que podemos encontrar o que precisamos. Já gastei algum tempo nas grandes redes e ninguém conseguiu me ajudar com as grandes marcas. Porém, neste lugar, Deus colocou um outro homem, também chamado Jorge, que se prontificou a achar um jogo de pneus para nós. Foi engraçado, pois eu disse que não falava bem o inglês e que estava aprendendo, e este homem continuava falando muito e rápido comigo como se eu estivesse entendendo tudo. É  fato que, por ser um assunto que domino, facilita bastante, mas eu entendi somente 50% do que ele falou, ou menos. Mas fato foi que depois de uma meia hora no telefone e na internet esse homem disse que achou os pneus. Um jogo por $650 dólares vindo de Dallas. Com taxas e tudo! Hoje é sexta-feira e ele disse que na terça estará aqui.

Curioso pois, não é uma marca famosa no Brasil, e a loja não é uma grande rede com muitos funcionários treinados. São somente três pessoas, um dono, um gerente e um montador. Boa vontade e prazer em servir e resolver o problema do cliente foram suficientes.  Ele estava ali o tempo todo. Cada vez que eu gastava combustível e tempo indo mais a frente na cidade em busca de promoções, ou marcas, ou uma grande rede para encontrar o que precisava, eu tinha que passar por essa loja, e no meu íntimo algo dizia que deveria parar ali. Mas meu orgulho não permitia. E foi ali que Deus tinha um Jorge para nos ajudar.

Penso com isso que Deus tem muitos "Jorges" para nos ajudar em nossos caminhos. Esse já é o terceiro na nossa viajem. Tem o Jorge de Zorritos no Peru, que também que nos ajudou no lugar para ficar no seu hotel na praia de Zorritos. o Melhor lugar que ficamos no Peru. Muitas vezes Deus esta dando a direção e mostrando o lugar, ele não está negando dar o que pedimos, Só muitas vezes não nos dará da forma que esperamos. Mas nós construímos uma resposta em nosso coração e mente e ficamos passando em frente a resposta e não a vemos. Deus me perdoe por isso, e eu quero aprender a ouvir e ver mais de Ti.

Além desses acontecimentos neste período, tem sido um tempo em casal muito precioso, de amar, conversar, abraçar, beijar, e também com Deus. Acho que nunca tivemos tanto tempo para orar, ler, cantar, tocar e adorar a Deus juntos.

Esta casa tem sido um presente de Deus neste período de nossas vidas.

Também trabalhar fora da casa, varrer o quintal, arrumar o jardim e se divertir vendo passaros e tentando fotografá-los, tem sido ótimo. Um dia desses vimos uma linda raposa, mas não consegui fotografar. Mas foi tremendo.

A partir do dia 24, os os dias foram mais quentes e com mais sol, produzindo dias maravilhosos na casa do lago em Zavalla. Nós podíamos ver muitos pássaros, fotografar, além de ter mais animo para ficar fora da casa e concluir o trabalho que havíamos nos proposto.

Nesta semana resolvemos ir atrás de nossas encomendas que não chegaram, sendo que no site da amazon alguns ítens estavam marcados como já entregues. Ligamos para a Brenda e perguntamos como deveríamos proceder, se esperávamos; se escrevíamos para Amazon; e ainda nos passou pela cabeça que, como nunca tem ninguém nesta casa, ela é somente para alugar em temporada, possa ter um bloqueio no correio que encomendas e correspondências não chegam até a casa? A Brenda disse que a Laura nao fez nenhum tipo de bloqueio e que nós deveríamos ir até o escritório local dos correios e verificar. Fizemos isso, explicamos a situação para a atendente que foi muito simpática e localizou alguns pacotes. Outros ainda não estavam ali mas chegaram no dia seguinte. 

Um fato curioso foi que comprei dois Kits de cabos da PW modelos novos com plugs pequenos e me enviaram um do modelo novo e um do modelo antigo. Isso é muito estranho acontecer aqui nos EUA, não é normal, mas tudo bem, eu posso pedir para trocar mas isso vai levar um tempo e mais o transtorno. Decidimos deixar assim e vou comprar novamente e levar o modelo antigo e vender no Brasil.

No dia 28 foi dia de ir colocar nossos pneus novos na Jerry's Tire Shop. Chegando na loja o Jorge já estava me aguardando, e enquanto montavam os novos pneus a atendente pediu para tirar uma foto do carro comigo para o website e pagina do facebook da loja. Eu disse que tinha uma bandeira do Brasil e ela ficou toda feliz. Um outro senhor que estava ali perto fazendo algum serviço no seu carro veio até mim e fez as tradicionais perguntas, de onde sou, como cheguei aqui com nosso carro, etc... Conversei um pouco com ele e ele agradeceu e desejou uma ótima viajem.

No dia 31, sábado, vamos até Dallas para conhecer uns brasileiros e ver se Deus tem alguma direção diferente para nós. Quem nos convidou foi o  Jorge, o uruguaio que conheci em Lufkin, aquele da DirecTV. Será uma festa de aniversário com Brasileiros e fomos convidados. 

No dia 29, quinta feira, próximo ás 16h, a Lora chegou com o Edi e a Grace e em seguida a Brenda com as meninas.

É sempre ótimo rever amigos. A Lora e o Ed ficaram surpresos com o estado da casa, para a nossa alegria também. Elogiaram muito o que fizemos. Ficamos por ali, conversamos bastante e fui até a lago com as meninas e jantamos juntos. Meio que cada um comeu uma coisa, pois aqui nos EUA eles se dizem um país livre, e nisso também, pois na hora da refeição meio que cada um faz o que quer e come o que quer, ai é aquela coisa, cada um prepara sua refeição. Somente eu e a Jane que somos tradicionais, a Jane preparou um macarrão a bolonhesa e nós dois comemos.

Dia 30, acordamos e hoje é dia de ir as compras, pois a casa precisa de alguns reparos e então eu a Lora e a Brenda fomos ate Lufkin para pegar algumas coisas na HomeDepot. Vou sentir saudades desse lugar, quem já veio aos EUA sabe do que eu estou falando. Não sei se já falei sobre esta loja, mas vou citar agora. É uma grande rede nos EUA, ali voce pode comprar de tudo para a sua casa, para a construção e manutenção, desde o jardim ao teto, da decoração as ferramentas para a construção, dos eletros a maquinas de cortar grama e também todo tipo de parte elétrica, canos, isolamentos, adaptadores, tinta... enfim... tudo, tudo mesmo. É um verdadeiro jardim do Éden para os homens.

Feita as compras devidas retornamos a casa. De imediato eu fui fazer as substituições e consertos necessários e agora tinha o material. A Lora e a Brenda foram embora e nós novamente ficamos na tranquilidade e paz da casa do lago.

Dia 31 - Arlington e Fort Worth

No sábado, acordamos, tomamos café e começamos a colocar nossas coisas no Valente. Não temos certeza se vamos voltar para cá ou se vamos para Austin e sair para o México, por isso precisamos sair com tudo pronto. Hoje o dia vai ser para chegar a Arlington, em Dallas e ir a festa com os brasileiros. A viajem foi tranquila, paramos na estrada e comemos frango frito em uma dessas muitas casas que tem pela estrada. Chegamos a Arlington já escurecendo e com chuva, após  quatro horas de viajem. O GPS nos levou corretamente até a casa do Jorge. Chegando lá eu vi um homem negro, com barba e um capuz mexendo em um volvo sedan na frente da garagem, e ele tinha um velho furgão. Estava chovendo, escuro, e aquele homem ali me pareceu um tanto suspeito. Eu parei o carro bem próximo e perguntei se ele conhecia o Jorge, se ele morava ali, se sabia onde o Jorge morava e se o carro era dele, e para todas as perguntas a resposta foi não. Mas esse homem estava na frente da garagem do endereço que o Jorge nos deu. Então eu estacionei o nosso carro e desci para ir até a porta. Nisso o homem negro entrou no furgão e foi embora. Como nós já sabíamos que iríamos chegar as 19h e o Jorge não estaria em casa, eu liguei para o seu celular e falei que já estavamos ali e contei da situação. Mas para nossa tranquilidade era o mecânico do  carro, e como estava chovendo muito, ele fechou o capô do carro e foi embora, ligando em seguida para avisar ao Jorge que foi embora e tinha umas pessoas estranhas na casa, hilário. O curioso foi ele dizer que o Jorge não morava ali e que ele não conhecia o Jorge. Acho que ele não entendeu foi é nada.

O Jorge havia deixado a chave da casa em um lugar para que nós pudéssemos entrar. Entramos, eu tomei um banho e ficamos brincando com os dois Yorkshire's que vivem com o Jorge. Logo, ás nove horas o Jorge chegou e conversamos um pouco sobre a vida nos EUA e as suas oportunidades. Sempre ficamos muito tentados a ficar por aqui, mas estamos buscando uma direção de Deus, e queremos com certeza que o Reino de Deus venha sobre nossas vidas e seja feita a Sua vontade. A festa era ás dez horas e deveria se estender ate as duas da manhã, e nós estavamos já bem cansados. O Jorge nos contou que seria uma festa animada com muita gente, com um jantar e estilo anos 80. Inclusive ele comprou roupas e até uma peruca pela internet para o evento. Bem, nós dissemos que iríamos normais, como estavamos vestidos. E o perigo desse tipo de festa temática e só você chegar no loca vestido tipicamente. E isso aconteceu. 

Chegamos as onze horas, o jantar já não existia mais, tinha somente umas 10 pessoas no local, e ninguém estava vestido com trajes dos anos 80. O Jorge rapidamente foi até o carro e voltou com uma roupa dos anos 2015, foi hilário! Todos os brasileiros são do norte ou nordeste do Brasil, somente um casal do Rio de Janeiro.  Haviam alguns mexicanos também com os quais conversamos mais. Ficamos somente mais uns quartenta e cinco minutos e todos foram embora. O Jorge foi com seu carro e nós fomos com o Valente, e a ssim nos despedimos e fomos em direção a Fort Worth. Já eram uma e trinta da manhã e não iríamos chegar e acordar o Randy e a Brenda, então decidimos parar em um Walmart, e dormir ali mesmo no estacionamento. A noite foi ótima, pois a chuva deu uma trégua, e a temperatura dentro do carro ficou boa, sem precisar do aquecedor. Dormimos até as nove horas, acordamos e fomos tomar café no Cracker Barrel, bem ao estilo texano. Depois fomos direto a casa do Randy que já nos aguardava com a família.

No dia 2,  eu e o Randy saimos para comprar algumas coisas para o trailler do Edi, esposo de Lora, que o Randy esta reformando e também tentar achar um cargo carrier para o Valente. Esse cargo carrier é um bagageiro extra para ser engatado na parte de trás do carro, muito usado aqui nos EUA, sem a presença de um eixo com rodas. Nós queremos  e não queremos comprar, pois com isso vamos ter mais espaço para levar mais coisas, mas por outro lado, vamos levar outras coisas e queremos manter o que temos sem ter que levar mais nada, pois o carro já esta cheio e temos tudo o que precisamos, mas a tentação é grande. Pesquisamos muito na internet e também em lojas, mas não encontramos nada que desse no tamanho para nosso carro com uma boa qualidade e preço bom. Então desistimos e voltamos para casa.

A noite jogamos sequence, umas boas partidas com nossos parceiros Randy e Brenda e fomos dormir, a noite foi fria como a anterior que chegou a -2 graus celsius fora do carro.

No dia 03 de fereveiro, terça-feira, conversando com o Randy e a Brenda sobre as possibilidades de pedirmos extensão de nossos vistos de Turistas e ficar mais tempo por aqui, apesar de nossos vistos somente vencerem em inicio de abril nos fez repensar e decidir por iniciar nossa volta ao Brasil. Temos um projeto de um ano de ir e voltar. As coisas mudam em um ano, e nosso roteiro já  mudou muito em relação ao que fizemos desde que saimos. Já estamos com quase nove meses e temos três meses para retornar. O Ushuaia já deixamos para o final do ano, mas minha CNH vence no mêsde julho e preciso renova-lá. Então sabemos que saindo agora vamos ter que passar pela cordilheira dos Andes no Chile já final do outono e inicio do inverno, e não queremos ter que passar no meio da neve, então agora é a hora certa. Podemos entrar pela Bolivia e ir ao Brasil, mas queremos fazer o caminho inverso que fizemos nesse trecho pois gostamos muito de passar por ali. Quem sabe um dia ir a Bolivia entrando pelo Brasil, como muitos fazem.

Hoje é dia de a Igreja se reunir aqui na casa do Randy, e assim vamos aproveitar para nos despedir de amigos e irmãos que fizemos aqui. Foi um tempo muito bom, mas temos que decidir. Cremos que ouvir a voz de Deus e apresentar nosso projeto e anseio é a melhor coisa a fazer nesse momento.

Tivemos um tempo especial com os irmãos, recebemos seus abraços e carinho! Foi muito especial...

Leia mais no Diário de Retorno dos Estados Unidos.