Chile - Trajeto V: Coihayque a Chile Chico - 17/01 a 24/01/2015

24/01/2016 13:49

 

Trajeto V: Coihayque – Rio Blanco – Coyhaique – Cerro Castillo – Puerto Rio Tranquillo – Puerto Guadal – Chile Chico

Veja as fotos em Galeria de fotos!

 

17/01 - Seguimos a Rio Blanco, onde nossos amigos Cristian e Betina, que conhecemos no Uruguai estao acampados!

Em El Blanco, eles estavam acampados as margens do Rio Blanco, um lugar lindo e quieto! Foi bom reencontrá-los, depois de tantos meses! Trouxemos uma pedras do Brasil, da cidade de Soledade, para fazerem artesanato! Conversamos muito até tarde!

 

18/01 - Retornamos à Coyhaique para trocar óleo. O Cristian que mora em Chile Chico está vindo a Coyhaique hoje então, nos encontraremos por lá.

Coyhaique, capital da região, é a mais desenvolvida e onde se aconselha a comprar comida e fazer ajustes no carro obra descer ao sul. Para baixo tudo fica mais difícil é mais caro!

A viagem com dia de sol, mesmo entre nuvens nos revelou outra paisagem e já podíamos avistas as montanhas com gelo, os glaciares, que são muitos nesta região. A temperatura por aqui é agradável, e neva bastante no inverno! Um lugar interessante para se viver!

Uma cidade nova, criada a princípio para atender à demanda do Puerto Aysen, se desenvolveu devido as possibilidades agrícolas, e criação de gado, se tornando uma cidade com mais de cinquenta mil habitantes.

 

Um Amortecedor sem Parafuso!

Paramos no Posto Copec para trocar óleo e logo o Cristian chegou! Ficamos conversando e vimos algo errado com a roda traseira da direita, abaixaram e viram que o parafuso do amortecedor tinha saído e ele estava solto e forçando o pneu para fora! Já nos levou a um mecânico e foi carregar seu carro para voltar pois tinha que pegar a balsa de volta hoje ainda!

Eram uma da tarde é hora de almoço! Ficamos até três e meia esperando abrir! E depois até as cinco esperando o reparo! Mas graças a Deus, deu tudo certo e o pneu não sofreu com o ocorrido!

 

Coisas do Sul do Chile 

Fomos ao mercado, onde percebemos uma característica interessante, segunda feira final de tarde e o mercado estava lotado! Como nos outros que fomos! Aqui no Sul os mercados, bem como as mercadorias são escassas! Segunda parece ser o dia que abastecem as prateleiras! E no caixa todos estavam lotados. Como sempre procuramos um caixa menos lotado e ficamos! Ledo engano! Logo chegou uma mulher com um carrinho lotado e parou junto a um homem a nossa frente! Ele guardava lugar na fila! Olhei para o lado e na fila ao lado entraram dois carrinhos igualmente lotados para indignação de um senhor que esperava a vez! Pelo jeito isso é comum por aqui! As mulheres vão fazer as compras e os maridos ficam na fila! Saímos do mercado uma hora e meia depois!

 

Resolvemos seguir a Cerro Castillo, um parque nacional em direção a Chile Chico. Paramos em uma cascata um pouco antes da Villa Cerro Castillo e era campo aberto longe da estrada, lindo em meio a montanhas coloridas e nevadas e com uma linda cascata ao fundo! Um lugar incrível e digno da carretera austral.

 

19/01- Caminho a Puerto Rio Tranquilo

Por conta das obras na Carreteira Austral, o transito fecha na altura de Lago Verde a partir das duas da tarde, devido às obras e abre somente afinal da tarde, saímos as nove e meia para chegar a tempo. Foram 40 quilômetros até o ponto, mas com muitas paradas por causa das obras no caminho! Seguimos, devagar e atentos pois devido as obras e as condições da estrada, nossa média estava em 20 km/h.

No caminho à vista dos montes nevados, os vales, a Villa Cerro Castillo no caminho, as curvas da cuesta del Diablo, que dá vista as curvas que serpenteiam o vale, e ao fundo o rio Ibáñez, que nasce aos pés do Vulcão Hudson. É possível admirar o imponente Cerro Castillo, com 2675 m.s.n.m, a Laguna Verde, o vale inundado é coberto por troncos mortos, resultado de upgrade erupção do vulcão Hudson em agosto de 1991.

Paramos as duas e meia, depois de dirigir por cinco horas para fazer 95 km, e segundo nos falaram o trecho mais difícil. Depois de um túnel de arvores, estacionamos à beira do rio Murta, de cor verde esmeralda opaco, pois é resultado do degelo de um glacial!

Ali descansamos depois de almoçar para seguir viagem.

Seguimos pela carreteira e logo nos deparamos com o lago General Carrera, o maior do Chile e que abriga as famosas Capillas de marmol! Chegamos em Puerto Rio Tranquilo exatamente junto com nossos amigos que vinham da Argentina e entraram por Chile Chico. Estacionamos, colocamos a conversa em dia.

Amanhã temos um passeio de barco cedo e os 135 km de estradas hoje nos rendeu mais de oito horas de viagem, muito pó e cansaço!

Recebi notícias de minha irmã que está para dar à luz, não faria mais parto normal pois o bebê está sentado e teria que fazer cesariana amanhã cedo!

Dormimos à beira do lago em Puerto Rio Tranquilo.

 

 

20/01 – Capillas de Marmol um capítulo à parte!

O dia acordou perfeito para o passeio! Céu azul sem uma nuvem e temperatura agradável! Compramos em frente ao estacionamento onde dormimos, com Xavier, um simpático moço que nos cobrou $8.000 pesos cada, contra os $10.000 que nos pediram ao lado da Informações Turísticas ao lado do estacionamento!

A paisagem no lago é fantástica, com as montanhas nevadas a sua margem, mas avistar as Capillas de Marmol é um espetáculo! As cores, o mármore que se estende pelo fundo do lago! Incrível!

Lá no meio do passeio recebi a notícia que minha sobrinha, Rhara Maia Teresa Feijó, tinha nascido! Puxa, que alegria! Segui o passeio bem mais feliz!

 

Catedral de Mármore

Formação de mármore nas margens do Lago General Carrera no Chile. Ao longo dos anos, o lago corrói a costeira criando estas formações, que quando o lago está em um nível baixo, podem ser visitadas em pequenos barcos.

As mais importantes são a Catedral de Mármore, Capela de mármore e a Caverna de mármore.

Nosso passeio demorou um pouco mais porque um pessoal numa grande lancha não podia entrar nas cavernas e pediu para trocarmos de barco enquanto eles usavam o nosso para poderem entrar. Um barco fantástico com o fundo de vidro! Ficamos ali por meia hora enquanto esta turma ia ver as cavernas.

 

Retornamos era quase meio-dia. Fizemos o almoço, almoçamos e seguimos para Puerto Guadal! Saímos as duas e quinze, e tínhamos, segundo dizem, o pior trecho da carreteira pela frente!

Realmente tem muita costeleta na estrada, mas não foi tão terrível como achávamos que seria! Cinco horas estávamos chegando em Puerto Guadal. Fomos até o final do lago, abaixo do farol e nos instalamos ali. Enchemos a caixa com água do lago, lavei roupas, e ficamos ali curtindo a paisagem.

 

21/01 – 25/01 – Chile Chico

Que noite fantástica! Acordamos eram nove e quarenta! Ficamos ali curtindo o lugar! Almoçamos e duas e quinze estávamos saindo para Chile Chico!

A vista do lago por este lado é sem dúvida mais bonita, com a cadeia de montanhas nevadas, as geleiras, está é a parte mais bonita da carreteira austral! Seguimos devagar, e a estrada está mais compacta! Subidas e descidas com penhascos com o rio el Maiten abaixo...

Chegamos em Chile Chico ás sete horas da noite e fomos direto ao trabalho do Cristian e da Margarida! Ela nos recebeu com suco fresco, e uma melancia deliciosa!

Fomos para a casa deles onde estacionamos em frente, com energia!

O Cristian estava em Coyhaique e retornou no dia seguinte!

Tomamos um once juntos, com deliciosas tortillas que ela fez colocamos as  novidades em dia! Eles viviam em Santiago e estão há sete meses por aqui!

Almocamos uma deliciosa cazuela feita por Margarida e ficamos a tarde conversando!

Almocamos  uma deliciosa cazuela chilena, com uvas e cerejas de sobremesa.

Fomos ao Festival de la Voz de Chile Chico, com a presenca da Cantora Maria Jose Quintanilla... 

Comemos umas empanadas fantásticas que ela faz, e eu até arrisquei ajudar no preparo, e a conversa rolou até duas da madrugada!

Chile Chico é uma cidade pequena, turística e muito agradável. Com um povo simples e hospitaleiro, tem este nome por estar no outro lado do Lago General Carrera, tendo Ingeniero Ibañez que faz ligação com a cidade por ferry, e a fronteira com a Argentina. Seu isolamento o brindou com o nome de Chile Chico (um pequeno pedaço do Chile).