Diário 10: 06/05 a 16/06 - Grand Teton NP e o encontro no Yellowstone NP

21/06/2017 21:28

06/06 – O trajeto com paisagens inesperadas e aguaneve no caminho

Hoje decidimos seguir direto para Wyoming, agora em direção ao Yellowstone NP. Não vamos chegar, tem muito chão pela frente, mas a direção é esta. Gostaríamos de explorar mais o Colorado, mas as notícias que chegam é que está quase impossível de andar pelo Yellowstone por causa das férias escolares e muitos turistas de outros países. Voltaremos ao Colorado em outra oportunidade, agora que descobrimos vários locais free para ficar por dias.

Pegamos a rodovia 125 que liga Granby até a cidade de Walden e cruzamos o Willow Creek Pass com 9.621 pés, cerca de 3,200 msmn. A surpresa foi por conta das mudanças de clima o tempo todo. Na estrada, o início de uma nuvem densa e negra, vento e chuva com raios. E de um momento para outro a temperatura despenca. Sentimos como se entrássemos em um outro clima somente cruzando uma placa. Os vidros internos rapidamente condensaram e sou obrigado a ligar o ar condicionado no quente para estabilizar. Contra o para-brisa do MH algo inédito para nós, a tal da aguaneve vindo dos céus gelados. Uma espécie de grandes pingos de agua muito gelados que não chegam a virar granizo e mais parece uma raspa de gelo. Não vira granizo e não chega a virar flocos de neve, fica no meio termo. Por isso o nome aguaneve. Mas foi uma quantidade muito grande que chegou a acumular no vidro e capo do carro formando muito gelo também na pista. Eu não sabia se reduzia ou seguia. Na dúvida, reduzi um pouco a velocidade e logo a frente não podia mais ver a pista pois uma grossa camada de gelo escondia o asfalto.  Um carro vinha em nossa direção jogando gelo para os lados e percebi que vinha com segurança, então fiz o mesmo, em velocidade mais baixa segui em meio àquela tempestade de aguaneve. Foi mais divertido do que perigoso. Passada a tormenta na descida do Passo chegamos a uma longa reta em um vale. Dirigimos por cerca de 5 horas. Paramos próximo a cidade de Saratoga Hot Springs e fomos dar uma volta. Típica cidade do interior dos EUA, agora já no estado de Wyoming. Achamos um local para tomar um café dentro do MH e ficamos decidindo se dormimos aqui ou seguimos mais 1 hora até uma Rest Área na I-80. Por mim, eu ficava, mas senti que a Jane queria seguir um pouco mais, também porque já estávamos há cinco dias sem internet praticamente e ela precisava enviar uns arquivos de trabalhos realizados. Nesse local a internet era inexistente. Seguimos mais uma hora até a I-80 e dormimos na Rest Área.

07/06 – Pausa no caminho entre os parques

Acordei sentindo muito minhas costas e pernas. Tudo parecia estar encarangado. Sabe quando doe tudo, para levantar e para abaixar. Me estiquei no chão do MH no quarto e fiz uns alongamentos. Depois uma caminha, uns exercícios e parece que tudo voltou para o lugar. Tomei a decisão de fazer isso diariamente.

Estamos próximos a cidade de Rawlins e nossos suprimentos já estão no final. Precisávamos de um Walmart, e nessa cidade sabíamos que tinha um porém não poderíamos dormir ali. Pesquisamos e descobrimos um posto Flying J um pouco mais adiante da cidade, na I-80 que recebia os RV’s com direito a WIFI, dump, água, banho, lavanderia... ou seja, serviço completo. Paramos no Walmart e depois seguimos para o Flying J. Já aproveitamos e fomos para dentro da área dos caminhoneiros onde tem mesa, ar condicionado e wi fi. Nesta região já esta mais quente.

Atualizamos nossos trabalhos e deixamos o que deu em dia.

Como a wi fi do Flying J indoor funciona bem e a outdoor é paga, fizemos o cálculo e por $5 dólares teríamos uma internet outdoor por 24 horas, compramos e trabalhamos no carro. Acabamos ficando três dias e duas noites no Flying J.

 

09/06 – Um dia muito interessante

No último dia pela manhã, um grupo de mais de 20 motociclistas mulheres invadiram o posto. Isso rendeu muitas fotos e um registro muito legal. Muitas senhoras de cabelos brancos e coloridos com suas Harley Davidson com muito estilo estavam cruzando os EUA, mulheres de todos os estados.

Partimos meio sem destino certo novamente esperando encontrar uma Rest Área pelo caminho. Na região de Sweetwater Station encontramos uma Rest Área e paramos para o almoço. Há alguns dias estou procurando um local que realiza serviço em MH para dar uma olhada no nosso aquecedor de agua que não está mais aquecendo como deveria. Olhei ao longe e vi um local com alguns MH’s, trailers e um galpão que parecia ser um local para serviço. Tentamos chegar no local, mas as ruas estavam alagadas. Achamos estranho por que ali não estava chovendo e tudo estava alagado, atingindo inclusive algumas casas. Mais à frente avistamos um Centro de Visitantes e fomos até lá pedir alguma informação.

Para nossa surpresa esse Centro de Visitantes não era exatamente um CV como estávamos acostumados. Quando entramos no saguão foi como se voltássemos no tempo, para os anos 40 mais ou menos. Encontramos pessoas vestidas como os pioneiros americanos. Homens, mulheres e crianças. E não entendemos nada. Depois vimos a placa de CV dos Mórmons. Umas carroças, e aquilo parecia mais um museu do que um CV. Mas o porquê de as pessoas estarem vestidas daquela forma? Foi o que descobrimos mais tarde.

Um casal veio conversar conosco e contamos quem éramos, de onde éramos e para onde estávamos indo. Perguntamos o que era aquele lugar e eles então iniciaram em inglês, depois chamaram uma senhora para tentar um espanhol e por último um missionário que já morou no brasil a 40 anos atrás e seu português estava pior que o espanhol da primeira. Mas eles queriam muito se comunicar e nós ficamos firmes falando em quase que três línguas... na frase saia uma palavra em espanhol outra em inglês e umas em português... uma festa linguística. Parecia quase uma babilônia na confusão. Mas conseguimos entender.

Eles nos mostraram um filme e explicaram uma timeline em um quadro. Esse lugar há muitos anos foi onde mórmons vindos de Salte Lake City fizeram um resgate de muitos outros mórmons que vinham de Liverpool até NY e de NY de trem e finalmente caminhavam em direção a Salte Lake City, porém nessa região em Sweetwater Station venta muito e eles enfrentaram um inverno com muita neve e vento. Dos 400 que vinham pelas montanhas 63 morreram, e dias depois resgataram mais 340 de um grupo de 500 pessoas. Muitos morreram pelo caminho. As Carroças que são fabricadas até hoje e estão ali ao lado do CV, eram usadas pelos imigrantes onde traziam seus pertences. Não usavam cavalos, mas eles mesmos faziam o trabalho de tração. Também conversamos sobre Joseph Smith, e eles nos deram um livro dos mórmons. Eles preservam a tradição e se vestem de forma peculiar até os dias atuais. Por um lado, a beleza da preservação da história - neste dia no campo próximo ao CV muitos jovens, crianças e adultos, mais de 400 pessoas estavam refazendo o trajeto, para relembrar da história de seus antepassados, em uma espécie de retiro – por outro lado realmente eles parecem ter parado no tempo. Foi uma visita muito interessante.

Seguimos em direção a cidade de Lamar. Tínhamos um ponto no Ioverlander que um parque na cidade que permite que overlanders e viajantes parem ali. Achamos o ponto e realmente parecia ser um local tranquilo à beira do rio, o que nos chamou muito atenção foi o fato de o local estar vazio e o rio estar bem cheio e com um movimento muito forte de correnteza naquela tarde. Quase invadindo o parque. Saímos a procura de uma lavanderia para lavar nossas roupas e enquanto lavamos as roupas já aproveitamos a wi fi do local para trabalhar. Quando voltamos para o parque, um senhor nos abordou dizendo que todos os viajantes foram orientados a deixar o local porque, como esquentou muito, as montanhas com neve estavam derretendo e isso causaria uma inundação naquele local. Por essa razão o rio estava tão cheio e lá em Sweetewater vimos uma inundação já em andamento. Fazer o que agora? Final de tarde e teríamos que deixar a cidade com risco de enchente. Seguimos na rodovia, Dubois. Ali encontramos um local novamente, bem com ar de interior. Um camping estava cheio e não queríamos pagar só para dormir. E ele também estava à beira do rio, melhor não arriscar. Localizamos um estacionamento público e paramos ali ao lado de um hotel desativado. Saímos e encontramos uma loja do tipo Goodwill, de doações e vendas de roupas e utensílios usados. Fomos dar uma olhada. A Jane achou umas peças em ótimo estado por cerca de $3 dolares e ficou com elas. Algumas peças do nosso vestuário que não estávamos mais usando, aproveitamos e doamos. O lema é para cada peça que entra uma peça sai. Nossas roupas são muito usadas e depois de 3 anos, como são poucas, acabam desgastando muito. E comprar peças por $3 dólares, super compensa. Depois de uma volta pela cidade retornamos ao MH, jantamos e nos preparamos para uma noite fria.

10/06 – Grand Teton N.P e a bela visão da cordilheira

Acordamos e a noite foi tranquila. Esfriou e choveu, mas nosso carro é quente! Resolvemos passar na lavanderia e lavar as roupas compradas ontem, e fomos dar uma olhada em um local para abastecer o carro e o gás propano do MH. Não sabemos como é dentro do parque Grand Teton e do Yellowstone e não queremos ficar sem combustível ou gás pelo caminho. Além de que, se tiver dentro dos parques vai ser bem mais caro, com certeza.

Partimos e tivemos logo uma linda visão da Rocky Mountain, que na realidade são as cordilheiras de montanhas nevadas que vem desde o Alaska e se estende até o Novo México. Paramos para algumas fotos e descobrimos que se tratava da cadeia de montanhas do Grand Teton NP.

Logo chegamos na entrada do parque e fomos fazer um almoço em uma das áreas livres. Muitas placas de Bear na área, e muito cuidado com comida para não ter problema com eles.

O Grand Teton NP não estava na nossa lista, mas ele já estava ali, na nossa cara e já tínhamos passado pela portaria. Então resolvemos dar a volta de ida e retorno. Para quem vem de Utah, e passa pela cidade de Jackson, obrigatoriamente passa pelo Grand Teton Np e depois na sequência o Yellowstone. Não tivemos que passar duas vezes porque viemos pela entrada leste. Então descemos e subimos. Mas foi bem rápido. A imponente cadeia de montanhas rochosas estão ali a beira do lago bem na cara do gol. Bem diferente da patagônia que para você ver de perto a beleza das Torres Del Paine tem que andar muitos quilômetros em estrada de rípio. Aqui não, essa é a diferença aqui nos EUA, tem asfalto bom para todo o lado. Você vai e volta rapidinho.

Depois de conhecer o Grande Teton e ver o pôr do sol, deixamos o local e seguimos em direção ao Yellowstone pela mesma rodovia. Ainda no caminho encontramos uma grande praça com abastecimento de combustível, comida, restaurante e banheiros com duchas públicos e também um dump station com água potável. Já aproveitei e fiz o abastecimento de gasolina, carregamos o tanque de agua e tiramos nosso dump. Como estava bem frio, por $5 dólares decidimos tomar um banho demorado de 7 minutos para os dois em um banheiro aquecido. Não pensamos duas vezes... um banho mais demorado juntos por $5 dólares depois de muito tempo foi uma delícia! Outros viajantes falaram que $5 dólares foi caro, que estão pagando $2 dólares em outros parques, mas não nos arrependemos.

Chegamos a um ponto onde o trânsito estava parado e vários carros dos guarda-parques orientavam o transito. A causa, dois ursos com filhotes em dois pontos diferentes. Todos devem manter a distância determinada pelos Rangers. Somente foto de muito longe. Eu com minha lente de 300 mm sofri para tirar uma foto. Muitos com grandes objetivas e seus tripés ficavam ali esperando a melhor foto. Olhamos com binoculo e ficamos felizes por ver nosso primeiro urso que não fosse em um circo ou em um Zoo.

Seguimos, pois, estava escurecendo rápido e precisávamos achar um local para passar a noite dentro do parque. Tínhamos dois pontos no Ioverlander, mas nosso GPS ficou perdido no meio das montanhas e a escuridão da noite chegando não localizávamos visualmente. Encontramos um Lodge e ao lado um campground. Fomos tentar um local free ou que pagasse o mínimo possível. O campground estava lotado. A Janeh falou então com o gerente do Lodge se poderíamos ficar no estacionamento. Pois não queríamos sair, e já passava das 22hs. Ele foi muito simpático e permitiu. Escolhemos um local mais afastado - o que acredito ter sido nosso erro pois se tivéssemos estacionado em meio aos carros dos hospedes acredito não chamaríamos tanto a atenção - nos afastamos do estacionamento, porém dentro do mesmo em um local mais isolado.

Quando já estávamos de pijamas, quase prontos para deitar eu fui abaixar a persiana e vi um carro dos guarda-parques atrás no nosso com lanternas e rádio. Já fui até a porta e esperei pela abordagem. Eles foram educados, porém disseram que não era permitido pernoitar ali. Se eles permitirem um, amanhã tem dez, foi mais ou menos o que eles falaram. Explicamos que pedimos autorização no Lodge, mas mesmo assim ele disse que não poderia autorizar, e que teríamos de deixar o local. Eles sugeriram um local na National Florest a 2 milhas dali e falaram que nos escoltariam. Aceitamos e eles nos levou a um local autorizado no meio da floresta. Fechamos tudo e fomos dormir.

 

11/06 – O Famoso e movimentado Yellowstone N.P.

Dia de finalmente entrar no famoso Yellowstone NP. Do ponto que estávamos subimos um pouco mais as montanhas e novamente começamos a ver muito gelo, resultado de grandes nevascas do inverno passado.

Passamos pelo West Tumbs (polegar oeste do lago Yellowstone), primeiro ponto para apreciação desta região, fruto de várias erupções há muitos anos que possuem imensas caldeiras na área que é hidrotérmica. É possível caminhar entre as piscinas, ver as águas borbulhando que se derramam no lago. Um local muito bonito.

Quando chegamos ao primeiro centro de visitantes para ver os gêiseres, estacionamos para o almoço e um bem grande iniciou seu show da natureza. Paramos tudo para assistir sua explosão por cerca de 6 minutos. Foi uma surpresa pois não esperávamos ser tão fácil. Depois descobrimos que muitos outros dão seu show várias vezes ao dia. O mais famoso chama-se Old Faithfull Geiser, e estava ali ao nosso lado. O parque consegue monitorar a pressão dos mesmos e indica por alto falantes o horário que irá acontecer. Na hora marcada fomos ao local assistir. Até arquibancada o local tem preparado para o espetáculo da terra.  O que não nos agradou muito foi a quantidade de turistas o que causa muito transito, em alguns trechos até congestionamentos. Ficamos parados algumas vezes. Em alguns casos é justo, pois um pequeno grupo de Bisões estão cruzando a pista e todo mundo quer ver. Todos param seus caros para segurança dos animais e para a segurança de todos também. Ou seja, na sua vez, você vai querer parar e ver também. O problema é que ás vezes por causa de um animal que mal dá para ver um indivíduo resolver parar no meio da pista em local proibido e pára tudo. E com a grande quantidade de veículos circulando, tranca tudo.

Percebemos uma invasão de chineses, e os novos ricos não tem muitos modos para viajar – e infelizmente são comparados aos brasileiros, falam alto, são espaçosos e mal-educados. Não respeitam as regras e se metem na frente da sua foto, e dirigem muito mal não respeitando as leis do local. Está feita a muvuca. Enfim, um estresse que deveria ser um passeio.

Decidimos deixar o local e seguir em pontos não tão turísticos, mas não teve muito jeito, eles estavam por todo lado. Ao final da tarde pesquisamos e vimos que na saída oeste tinha um campground com um custo de $16 dólares. Seguimos para lá na cidade de West Yellowstone. Ali já tínhamos internet e estava bem frio. Uma chuva caia e sugeri a Janeh para tomarmos uma sopa, o que caiu muito bem.

Com o sinal da internet reestabelecido, um viajante do nosso grupo de WhatsApp entrou em contato, de nome Cirilo, viajando também do Brasil ao Alaska, estava perto e gostaria de nos encontrar. Demos nossa localização e aguardamos para o próximo dia o encontro.

 

12/06 – A primeira neve no MH e o encontro com Cirilo e Arley

Durante a noite choveu bastante, pela manhã estava 3 graus e dentro do MH as janelas estavam bem suadas por causa da condensação. Abrimos a escotilha em cima e tivemos a surpresa de estar nevando. Abrimos então as cortinas e olhamos para fora. Foi muito legal, pois dentro do carro estava bem agradável. A neve foi pouca, não chegou a acumular, porque a temperatura não baixou de zero por tempo suficiente para isso, mas permaneceu nevando por cerca de 30 minutos. Mas foi o suficiente para sairmos da cama e tomarmos nosso café da manhã vendo a neve cair lá fora. Nosso aquecedor do MH está funcionando bem e a bateria nova que colocamos no Texas também está. E claro, precisamos usar o gerador. O Senhor que faz a manutenção e conferência no camping passou e perguntou se iriamos ficar mais um dia ou não. Dizemos que sim e que tínhamos amigos vindo também. Já pagamos uma diária a mais e ficamos. Ele nos passou algumas orientações sobre o horário de saída e sobre o uso de gerador e foi embora.

Ao cair da noite tivemos a grata surpresa de receber o Cirilo e seu amigo viajante, o Arley. Conversamos um pouco e fomos acertar a estadia dos dois. Por usar a mesma vaga no camping como carro adicional eles pagaram apenas $7 dólares frente aos nossos 16 dólares! Beleza!

Conhecemos o Cirilo no grupo do WhatsApp, ele saiu do Brasil há sete meses, da cidade de Santo Antonio da Patrulha no Rio Grande do Sul, foi até o Ushuaia e está indo ao Alaska. Já está aqui nos EUA há um mês e deve despachar o carro de volta para o Uruguai. Ele vem viajando com vários parceiros. Iniciou com o irmão, trocou pelo pai, pela namorada e pelo amigo Arley, agora o pai deve chegar novamente para alcançar o Alasca. Assim as despesas dele diminuem pois dividem o combustível e ainda tem gente diferente. Saiba mais em encontros especiais.

A Janeh os recebeu com um café com bolo de banana que ela tinha feito e mais tarde abrimos um vinho e comemos mais uma sopa quentinha. Fomos dormir bem tarde após conversar bastante.

 

13/6 – Retorno ao Yellowstone com companhia

Dia de seguir para o Yellowstone novamente, agora com os novos amigos.

Partimos e logo que viramos a esquina, na entrada do parque, muitos carros e mais uma vez muitos chineses na placa de Welcome to Yellowstone, no meio da rua e atrapalhando tudo. Até a entrada para quem tem Anual Pass estava liberada para ajudar a fluir de tanta gente. Enfim entramos... mais umas milhas e ficamos parados novamente. Vimos mais alguns pontos e decidimos ir para o lado norte pois as maiores atrações estão no Sul e todos vão para lá. Como nós já tínhamos passado ontem resolvemos subir. O Yellowstone faz uma espécie de oito dentro do parque. Ou seja, para quem entra e sai no mesmo lugar, fica fácil fazer o parque todo, porém para nós que queríamos entrar pelo Sul e sair no Norte teríamos que repetir alguns trechos. Acabamos mudando de ideia e quem sabe deixar para outra oportunidade. Vimos o que queríamos. Paramos em algum ponto onde o Cirilo fez uma massa deliciosa para o almoço, em retribuição a janta e a acolhida. Ele cozinha bem, mas com o frio que estava, comemos do lado de fora e esfriou bem rápido.

O dia foi longo, muitas milhas dentro do parque, se não me engano foram 115 milhas nesse dia, cerca de 184 km. Achamos um local fora do parque na saída norte, indicação do Luiz Pirola, que ainda não conhecemos pessoalmente, mas também está no grupo e já está no Alaska. Ele saiu do Brasil há 4 meses e já chegou no Alasca com sua esposa em uma Sprinter.

Um local grátis dentro de uma National Florest a beira do Yellowstone River. Daqueles que a gente gosta, silêncio, mesa com bancos, e local para uma fogueira.

Estacionamos os dois carros e fizemos uma fogueira. A Janeh tomou um banho e foi dar uma dormida. Mais tarde juntamos carne daqui, arroz e temperos dali e a Jane preparou um carreteiro a moda Catarina para todos. Todos estávamos famintos e comemos bem. Ficamos de papo dentro do MH e fomos dormir.

 

14/06 – Despedida ... trabalho e descanso

O Cirilo e o Arley precisavam seguir viagem pois o Arley tem voo marcado em Seattle em seis dias. Não estamos longe, mas eles querem passar em mais alguns lugares. O Cirilo embarca o Arley e no dia seguinte chega seu pai. Nos despedimos e eles seguiram sua viagem, nós ficamos para pôr o trabalho em dia. Estamos um pouco atrasados.

No dia seguinte, acordamos num silencio maravilhoso, só o barulhinho do rio tranquilo, porém o dia chuvoso e frio. Decidimos ficar mais uma noite, tínhamos agua e comida. Foi mais um dia de edição e trabalho. Mais um dia no acampamento e a noite a água já estava acabando e decidimos sair no dia seguinte.