Diário do Perú (25/06 a 21/07/2014)

25/06/2014 18:18

Trajeto: Tacna - Miculla - Monquegua - Arequipa - Puno - Cusco - Machu Pichu - Chalhuanca - Nazca - Huacachina - Lima - Tortugas - Huancacho - Piúra - Zorritos - Tumbes.

 

Dia 24 (Tacna)

Leia mais em Diário do Chile.

...Tacna está há uns 50 Km de Arica. Depois dos procedimentos de Aduana, e de buscar informações sobre o país no i Peruentramos em Tacna as 12:50h.  A cidade é bem limpa, pelo menos no centro, e o povo bem receptivo e simpático. Fomos ao centro de informações e ficamos impressionados com o atendimento e a estrutura para o turista. Nos orientaram a dormir em frente e polícia turística, pois na cidade não há camping ou local para estacionar Motorhome!

Passeamos no centro, passando pela catedral, fonte e arco, e fomos almoçar no Cafédavinci Restaurante, uma comida deliciosa com um ótimo preço! Indicamos!

Fomos ao hospital para o Toninho conversar com um médico para ter informações de cuidados com altitude. Lá, fomos atendidos rapidamente e pagamos 15 Soles Peruanos! Isso são R$12,00 a consulta! O hospital é um grande galpão com salas para todas as especialidades, além de salas de  emergência, cirurgias, exames, farmácias, uma estrutura muito boa!

Saímos e fomos visitar a zona franca, que é galpão gigante que mais parece um grande camelô! Com muitos produtos, tanto originais como falsificados, é possível comprar roupas muito baratas!

Retornamos ao centro e fomos a polícia turística! Nos atenderam muito bem! Foram prestativos, providenciaram água, e nos deixaram passar a noite em frente ao prédio deles que funciona 24 horas!

Fomos jantar na pizzaria Chez Maggy, de Cusco! E fomos muito bem atendidos! José nos serviu pisco de cortesia, nos deu mapas de Cusco e do Machu Pichu, quando dissemos que iríamos lá, nos dando dicas da cidade! A pizza é deliciosa! Vale a pena conferir!

 

Dia 25

Resolvemos visitar o complexo arquiológico onde há um museu de Petroglífos em Miculla. Petroglifos são desenhos feitos pelos antepassados em pedras! Os desenhos datam de 1500 a.C, e são muitos! Estima-se que há 500 desses em toda a região!

O local estava cheio de estudantes de uma escola de Tacna. Eles ficaram empolgados ao descobrirem que somos do Brasil!

O José, guia do Museu é muito atencioso e nos orientou a fazer as caminhadas pelo vale em frente para ver outras pedras que estavam no local de origem! Nos falou ainda que os ufólogos visitam muito este local em busca de OVNI's, por, segundo ele, serem facilmente vistos ali. Comentou também que eles crêem que alguns dos desenhos (como o maior deles feito em uma pedra, numa montanha íngreme, tem 7 metros), é quase impossível ter sido feito por um homem!

Crenças á parte, as pedras relatam histórias dos povos antigos, como caçadas, animais, rituais, casamentos, sacrifícios, festas, etc.

Saindo do Museu, caminhamos por 2 horas passando por pontes suspensas, e senderos, em busca de mais Petroglifos.  Na volta, ficamos impressionados com a limpeza da rodovia, que tem seus acostamentos varridos pelos garis!

Depois, fomos a Pachia, uma cidade com muitas plantações e restaurantes caseiros. Ali tem um complexo turístico com piscina, hotel e restaurantes e banhos de águas termais!  Fomos conhecer e realmente é muito interessante! São salas com piscinas para até 3 pessoas, privativo, ou seja a família usa uma sala, que ao final é esvaziada e limpa! Tudo muito limpo e organizado! Pagamos R$15,20 para os dois incluindo shampoo e sabonete! Não curtimos muito águas termais, mas esta nós apreciamos muito! Recomendamos!

Retornamos e paramos em um dos restaurantes para almoçar! Restaurante Casa Blanca!  Tem um mini zoológico anexo ao restaurante, muito bem cuidado!

Eu pedi uma Cazuela de Pollo e o Toninho um chinchorro misto! Veio uma multidão de comida!!! Comemos e sobrou comida que levamos para a janta!

Retornamos a Tacna e fomos ao Mercado Modelo, mas já estava fechado!

Fomos á polícia turística para passar a noite, nos cederam energia até ás 22 h. O Chefe foi ver nosso carro! Um pessoal muito prestativo e atencioso! Nos deram outro mapa com mais informações e, para garantir, o endereço da Polícia de Turismo em Arequipa!

 

Dia 26 (Monquegua - Arequipa)

Acordamos cedo pois queríamos passar por Moquegua e seguir para Arequipa no mesmo dia! Deixamos para tomar café na estrada! Paramos na Aduana (há postos de controle a cada mudança de região), e resolvemos tomar café ali. 

Logo chegou um grupo de motociclistas do Brasil, da região norte, que estavam em uma expedição por Perú, Bolívia, Colombia e mais alguns países em 16 dias! Conversamos com o João Tagino, que organiza expedições, e com um casal: Eugênio e Alana Costa,  que conversaram mais com a gente pois ficaram encantados com nosso carro, por não ser comum vê-los no norte do Brasil. Eugênio disse ainda que sempre alugam motorhomes na Europa mas que seu desejo é comprar um desses e sair com ele por aqui! Conversamos um pouco e seguiram viagem! 

Terminamos o café e seguimos viagem! o trajeto de Tacna a Monquegua é muito bonito, mas devido a camanchaca (forte neblina que sobe do oceano invadindo a região), havia muita neblina! Chegamos a Moqueua e, novamente, fomos surpreendido pelo verde intenso dos vales, as plantações com muitos trabalhando em plantio e colheita, gados, ovelhas, cabras, e uma infinidade de aves e animais!

Fizemos a Ruta do Pisco que possui diversas bodegas e restaurantes para se provar a bebida! demos a volta na cidade e seguimos para Arequipa!

O trajeto para Arequipa foi muito lindo! Com diversas montanhas coloridas, trechos com tanta neblina que não era possível enchergar quase nada, e a visão dos vulcões tornaram a viagem linda! Paramos em um ponto para admirar as montanhas coloridas, e logo um brasileiro de São Paulo, Mário Ferrarini, que esta viajando sozinho parou ao nosso lado, para saber se estavamos bem, se precisávamos de algo! Conversamos um pouco  e ele seguiu viagem! 

Seguimos em frente e logo fomos surprendidos pela visão dos vales e da cidade de Arequipa, que está cercada pelos vulcões! A entrada da região esta em obras e o trânsito louco do Perú, faz dicar mais lento e difícil ainda! Passado este trecho, logo começamos a ver a cidade de Arequipa! Uma cidade grande, estruturada, com shoppings, lojas conhecidas, muito trânsito, muita buzina, muita gente na rua!

Chegamos ao centro histórico, e estava tomado de turistas! Fomos direto ao IPeru, onde novamente fomos muito bem atendidos e orientados! Nos indicaram um Hotel com espaço para motorhome, locais seguros, pontos turísticos que podemos ir com nosso carro, local para assistencia ao carro, e diversas informações que pedimos! Nota 10 para informações Turísticas no Perú!

Fizemos um lanche em uma café numas da ruas próximas ao centro, chamado Fábrica de embutidos La Alemanha, e comemos Salchipapa e Vienapapa, pratos muito saborosos feitos a base de salsichas. Como já. Comentamos os preços de comidas no Perú são bem baratos!  Pagamos menos de R$ 15,00 os dois pratos com refrigerante! 

Fomos para o Hotel Las Mercedes, na Av. La Marina, 1001,  há 1,5 Km do centro histórico. O lugar possui espaço para motorhomes (já tinham 4 estacionados), banheiros com duchas quentes, água e energia, e internet!

Chegando no Hostal La Mercedes, fomos atendidos pelo Sr. Gregori Pac que nos indicou o lugar para instalar nosso carro. Ali já estavam outros overlands, três da Alemanha e uma Toyota land cruiser com um casal de Suíços .

O primeiro que se aproximou foi o Max (www.rocatama.net), que está viajando com a esposa e com um lindo casal de filhos, nos fez lembra os filhos do Nestor e da Fabi Vilbert. Com idade de 2 e 5 anos. Estão há um ano viajando desde a Alemanha, America do norte e central e agora, America do Sul. Viajam com um grande caminhão alemão e gostam das montanhas. Não vão muito para as praias. Junto com o Max segue um casal de amigos em uma Mercedes Bens Sprinter, com uma célula atrás. Falamos pouco pelo horário, e no dia seguinte cedo Max e seus amigos partiram. Talvez vamos encontrá-los em Cuzco.

Foi um dia e tanto! Deus está sempre nos surpreendendo!

 

Dia 27

Levantamos cedo pois o Toninho precisava levar a Master em um centros de serviçosda Renault . Você pode saber como foi lendo o artigo Assistência Técnica Renault em Arequipa

Eu fiquei no hotel, o Germany, funcionário do hotel, muito simpático e prestativo, me serviu um café, e a tarde um chá! Passei o dia atualizando informações na internet pois estava com muitas coisas atrasadas!

Quando o Toninho retornou fomos ao mercado, fiz uma janta e fomos descansar!

 

Dia 28

Levantamos e vimos o movimento de um outro casal que estava em um caminhão Mannes. Fomos conversar com eles e nos apresentar. Lothar e Martina, com mais de 50 anos, viajam pelas Américas e planejam estar em Blumenau-SC na Oktoberfest de 2015, vamos ver se os reencontramos. 

Comentaram sobre a dificuldade que Martina tem com altitude e viagem de barco, por ser hipertensa. Por este motivo, não vão há lugares muitos altos nem viajam de barco. Tiramos fotos, e depois lhes demos informações sobre o camping Cabañas, em Iquique! para onde seguiram!

Depois falamos com Andy e Heidi, um casal de suíços muito simpático que estão ao nosso lado. Entramos em seu carro, conversando um pouco e nos contaram que viajam muito para a África! 

Voltamos ao nosso carro e o Toninho ficou trabalhando para resolver problemas com o aquecedor, que resolveu não ligar mais, e com a antena do carro.

Assistimos aos jogos e descansamos! 

A tarde chegou outro Motorhome com um casal de franceses: Pierre e Monique. Um casal muito simpático, que viaja por muito tempo, conhece todas as Américas e nos deram muitas dicas de camping's por todo o Perú, Equador, com suas coordenadas e altitudes!

 

Dia 29

Levantamos, tomamos um ótimo café em nossa Casa Rodante, e resolvemos ir ao Centro Histórico caminhando e ver o que faríamos. Chegando a Praça das Armas, começamos com umas fotos e logo um ônibus de City tour parou próximo de nós e o motorista ficou nos chamando. Perguntamos o custo e quanto tempo, ele respondeu que 4 horas a 15 soles por pessoa, o que representa R$24,00 reais. O city tour para dar uma geral na cidade é ótimo.

Almoçamos no restaurante Ocopa. Uma deliciosa comida típica e um Queso Helado de sobremesa maravilhoso! Ali conhecemos Kelly e Yemi Quispe, pedimos ao pai para tirar foto com eles!

Voltamos ao centro e fomos visitar o Convento Santa Catalina, que está ativo e abrigam 15 religiosas em regime fechado, porém com permissões especiais para saída. O lugar é fabuloso! Praticamente uma cidade dentro de outra cidade. Com cores fortes, todo feito com pintura natural, lindo demais... Pagamos para ter uma guia pois, senão, não saberíamos o que fazer. As meninas, no passado, entravam com 14 anos, por decisão da família, para uma vida que nunca mais poderiam sair, em reclusão completa! Nem os familiares nos primeiros 4 anos elas podiam ver, senão por uma grade de madeira. O lugar é lindo. Hoje a escolha é pessoal e a idade mínima para ingresso é 18 anos.

Por volta das 18h,  fomos tomar um café em frente ao Convento em uma das milhares de opções na cidade Blanca. Vimos a mensagem do Guto Ferarrini no whatsapp nos convidando para um jantar.  Aceitamos. Marcamos ás 20 h na Plaza de Armas.

Retornamos ao carro, tomamos um banho e nos preparamos para sair. Logo encontramos o Guto. Na dúvida do que comer, achamos um lugar bem legal com um Lounge no piso superior e pedimos uma pizza com uma taça de vinho. Estava frio e iria cair bem. Um fato curioso: o Guto não mal havia terminado de comer e a atendente retirou seu prato e talheres. O Guto muitíssimo educado deixou assim. Depois ela veio novamente e retirou o restante, copos e pratos. Até um ultimo pedaço de pizza  foi embora. Achamos estranho, pois a conversa estava ótima e sentimos que algo estava errado. Eram apenas 21h de domingo e a atendente trouxe a conta. Perguntamos por que a presa e ela respondeu que estavam fechando

Tudo bem, saímos em busca de um café, pois a noite estava ótima, e o papo melhor ainda. Achamos um café, fizemos o pedido, e em cerca de 40 min., próximo ás 22h, o café também fechou. Rimos do ocorrido e fomos embora! Nos despedimos e fomos embora com a certeza de um novo encontro.

O Guto é brasileiro e mora em São Paulo, esta viajando sozinho e fica em hotéis. Uma pessoa enviada por Deus. Perguntou sobre nossa história e nos deu muitas dicas, principalmente com relação á aclimatação nas altitudes. Muito preocupado com nossa inexperiência colocou com detalhes o que a viajem nos reserva e como lidar com varias delas.  Foi ótimo!

 

Dia 30 (Juliaca - Puno)

Acordamos e logo pedi a Sra. Ursula do hotel Las Mercedes auxílio com um técnico para resolver a questão do aquecedor que não estava mais funcionando. Ela conseguiu um técnico para as 10hs da manhã.

A Janeh fez café e levou para a Heidi e o Andy tomarem um café brasileiro! Eles amaram!  

Enquanto aguardávamos o técnico, nos despedimos da Heidi e do Andy que estava saindo em direção ao Vale de Colca e depois, iriam á Cusco. Ela trouxe a térmica de volta com um coração de feltro pendurado e abraçou a Janeh dizendo que era para nós lembrarmos deles! Foi ótimo conhecer esse casal de Suíços. 

Conversamos um pouco com o Pierre e a Monique, que são franceses e estão viajando a 3 anos com um MH. Já passaram por vários países da América do Norte e, como diz o Pierre, são Jubilados e não tem pressa de voltar para a França. Neste momento chegou um VW alemão com um casal mais jovem que nós que não quis muito papo. Tudo bem, eu sempre chego e tento contato.

Finalmente, chegou nosso técnico e logo eu expliquei que em Tacna estava tudo normal e que ali em Arequipa  não funcionou mais nosso aquecedor, que eu desmontei, fiz uma limpeza, passei um WD40  nos contatos e ele voltou a funcionar e quando montei novamente ele parou e não foi mais. Para minha raiva pessoal, o técnico simplesmente trocou os polos do contato do recipiente das baterias e como um passe de mágica, funcionou! Isso aconteceu porque quando eu tirei o aquecedor e recoloquei o mesmo no lugar, estava de papo com o Lothar(Alemanha) e com o Andy(Suíça), e troquei os polos da bateria. Tudo bem, como disse a Sra. Úrsula: aqui no Peru dissemos que sapateiros fazem sapatos, eu não sou sapateiro, me ferrei.

O técnico foi simpático, ligou para a sua empresa e informou que estava tudo certo, foi só a troca dos polos da bateria, mas percebemos que o seu chefe falou para fazer uma revisão geral. Ele fez e cobrou 80 Soles, coisa de R$ 64,00 Reais. Baratíssimo quando comparado com os R$ 160,00 que paguei no Brasil, em Curitiba, para o técnico trocar as baterias. Aqui, ao menos, o peruano desmontou tudo, limpou, lavou, regulou e montou tudo de novo.

Revisão feita, como ainda eram 11h,  resolvemos partir em direção á Puno. Nos despedimos da Sra. Ursula e do German, um dos atendentes do hotel, muito simpático e prestativo, ,fizemos os pagamentos e os chamamos para tirar uma foto. Trocamos contatos e partimos.

Um grande desafio nos aguardava: cruzar a cordilheira a 4553 metros de altitude. Compramos chá de coca, caramelos, comprimidos para enjôo e para aumentar os glóbulos vermelhos.

A viagem foi radical, pois a ansiedade começou a bater. Subindo...subindo... subindo... as mãos suavam... e dá-lhe chá de coca.

A paisagem fazia com que relaxássemos. Contornamos o Vulcão Chachani  e eu nem olhava direito...estava de olho na estrada pois tinha muitas subidas e curva;, e no carro, para não aquecer. A Janeh tirando muitas fotos. Quando se passa de  4.000 metros, estamos no Altiplano. A paissagem, de uma vegetação amarela comum nesta altitude é linda demais! O céu é ridiculamente azul, limpo, sem uma nuvem e as montanhas rochosas e o Vulcão Chachani cada vez mais próximo. Foi lindo!

Na estrada nós vimos a primeira placa do Parque Nacional com vicunhas e llamas na região. A Janeh ficou louca quando ela viu as primeiras, em um rebanho há uns 50 metros nas montanhas! Eu, nem pensar em parar! Queria era subir logo para passar os 4500 metros. Quando a Janeh foi ao banheiro, passamos por uns pastores com muitas vicuñas e llanas. Quando ela voltou eu disse para ela do ocorrido e vi no seu olhar a decepção de ter perdido este momento.

Resolvi virar o carro e voltar. Grande foi a nossa alegria quando, ao fazer uma curva, um grande grupo com umas 30 delas estavam paradas no meio da estrada iniciando a travessia. Foi emocionante ver, filmar e fotografar!

Voltamos á estrada e fomos presenteados em muitos outros momentos especiais neste lugar tão lindo! Após alguns Kms, um grande lago á frente nos fez parar novamente. Lindo demais! Mais fotos e filmagens.

Seguimos e chegamos ao Pico de Cruze, 4553 metros. Uma vitória em Cristo! Nos alegramos e Glorificamos a Deus.

Seguimos e entramos em Juliaca, um transito caótico, muitos moto-taxis que são de 3 rodas com uma cabine fechada, muito comum no Perú. Me senti na Índia. Era buzina pra todo lado, ruas estreitas, um caos!

Passado este momento, seguimos para Puno, onde a primeira vista do Lago Titicaca e da cordilheira nevada, completamente branca do lado Boliviano!

Puno é uma cidade que esta construída em um grande morro. Tudo desce ou sobe, não existe rua reta, somente na costaneira. Paramos na praça central e fomos ao i Peru buscar informações de onde poderíamos ficar. Fomos informados de um Hotel, Pousada dos Incas que aceita MH. Ou seria isso ou ficar em um hotel no centro.

Demos uma volta para ver os preços e fomos ver a Pousada dos Incas, próximo ao Titicaca.  A estrutura e preço são bons, mas fomos informados que estava fazendo -5 graus á noite. Ás 18h já estava fazendo 2 graus. Pensamos que seria sofrido ficar no carro e que, com a aclimatação, pois estávamos a 3880 metros de altitude, seria difícil. Resolvemos ir para um hotel no centro. Foi um grande trabalho conseguir um estacionamento que aceitasse nosso carro. Mas, depois de muitas voltas com o funcionário do hotel, conseguimos algo.

Nós nos instalamos e saímos para comer algo. A noite foi ruim, pois senti muita falta de ar, e precisei de oxigênio. Foi bom estar no hotel, pois eles tem estrutura para isso. 

 

Dia 01 (Puno - Juliana -  Cusco)

Acordamos e após o café, fomos dar uma volta pra ver o Titicaca e ver como são os passeios. Para nossa surpresa, são caros, com duração de um dia de barco para visitar as ilhas flutuantes. Como não “me gusta” muito passeios de barco, abortamos e fomos embora em direção á Cusco.

Na saída da cidade, precisei fazer uma manobra e dei um retrocesso. Ouvi alguém buzinando, porém como todo mundo aqui buzina pra nada e não vi ninguém, não dei atenção. Erro meu, tinha uma camionete atrás e eu encostei no carro do cara. Ele fez um grande escândalo, começou a berrar no meio da rua. Eu parei, pedi desculpas e perguntei o que poderíamos fazer para resolver, que eu era do Brasil, estávamos passando mal com a altitude e eu precisava sair dali. Não fez quase nada, pois encostou na grade da camionete. O carona disse, deixa assim. Mas o motorista disse: -não, não, tem que pagar. E ele pediu 200 soles. Como estava mal e precisava partir, dei e fui embora.

Passar por Juliaca novamente foi outro stress por causa da péssima qualidade das estradas e Trânsito caótico.

Abastecemos e seguimos. Fomos a 4.000 metros de altitute novamente e superamos!

No trajeto, novamente vimos paisagens lindas, lugares lindos e visitamos o Parque Arqueológico Raqchi, já na Região de Cusco, no Distrito de San Pedro, na cidade Canchis,  á 113 Km da cidade de Cusco.

O Parque Arqueológico tem uma área de cerca de mil hectares, porque fora da gigantesca muralha Inca que protege o parque, há também algumas construções como aquedutos, túmulos subterrâneos e rencintos da cultura pré-inca. O complexo foi construído em diferentes períodos e possui o maior templo inca com 92 metros de comprimento por 25 metros de altura!. 

Chegamos em Cusco que está a 3.200 metros, ás 17:00 h.

Tínhamos duas referências: o Hotel Internacional que o Elvis e a Noeli (casal de Curitiba que conhecemos em Iquique) nos indicaram e que aceitam MH; e um Camping que outros viajantes nos deram as coordenadas para o GPS. Não achamos o hotel e fomos em direção ao Camping.

Cusco tem mais de 500 mil habitantes é uma cidade grande, com trânsito complicado, o Centro Histórico com ruas estreitas... o GPS nos colocou em uma rua sem saída no centro histórico e muito estreita, foi um trabalho manobrar ali, mas saímos e chegamos a Plaza de Armas.

Perguntamos sobre o camping mas ninguém conhecia. Estávamos falando com dois policiais quando olhei para a minha janela e surgiu um sujeito que perguntou o que nós precisávamos. Eu disse que procurava o camping e ele disse: -faça o contorno na praça e vá nesta direção subindo o cerro, o camping esta acima. Quando virei para falar com a Janeh e voltei para agradecer, o cara tinha desaparecido. Acredito que Deus colocou um anjo para nos dar a direção.

Chegamos ao Camping Quinta Lala e encontramos outros viajantes que já tínhamos visto em Arequipa,e outros novos. Destaque para um casal de namorados que estão viajando em uma Kombi, há um ano, desde a Holanda.

Nós nos instalamos, estávamos cansados e fomos dormir.

 

Dia 02

Como precisamos nos aclimatar, então ficamos no camping. 

Estamos a mais de 3.600 metros de altitude e isso nos deixa lentos e cansados!

Aproveitei para limpar nossa casa rodante, ajeitando tudo!

Fiz um almoço, descansamos e descemos para comprar as passagens para Machu Picchu.

Tivemos dificuldades em conseguir porque estão em alta temporada, e além de estar caro ($173 dólares por pessoa), há muitos turistas aqui nesta época! Só conseguimos para o dia seguinte, indo ás 6:40 h de Poroy e retornando no trem das 15:23 h. O que nos daria 4:30 h para subir, ver tudo, descer e estar meia hora antes da saída do trem! Ficamos muito felizes por ter conseguido! Fomos ao Café dos X 3, indicado pela Mila do Camping, tomamos um café delicioso com bolo!

Retornamos ao camping de táxi, pois fica há 400 metros de altura do centro. Os táxis em Cusco são baratos! Na realidade, em todo o Perú, pelo que vimos até agora. 

Descansamos o restante do dia!

 

Dia 03 (Machupichu)

Acordamos as 5h da manhã, ajeitamos as coisas, fiz um chá e ás 5:30 h o Edgar, que nos levaria a Poroy, estava em frente ao carro. Saímos para Poroy e, ás 6 h, chegamos á Estação Ferroviária de Poroy. Ás 6:40 h o Trem saiu e seguimos por uma viagem de 3:30 h até Águas Calientes.

A viagem é linda! Por meio de montanhas, passando por vales lindos! É possível ver a mudança da vegetação em Urubamba, passando para uma vegetação quase amazônica! Foi muito interessante! Ficamos sabendo que o rio Urubamba nasce em Arequipa e circunda as Montanhas de MachuPicchu, e segue dando origem ao Rio Amazonas.

Chegando fomos ao i Perú para informações e fomos informados que levaríamos 1:15 h para subir a pé até Machu Picchu. Fomos comprar as entradas (136 soles por pessoa) e seguimos caminhando. Quando estávamos caminhando há uns 15 minutos, o Toninho resolveu que seria melhor irmos de ônibus. Estava debilitado por causa da altitude e não queria arriscar.

Voltamos  até a saída dos ônibus e compramos a passagem ($18 dólares por pessoa!). Fomos de ônibus até a entrada da Cidade Sagrada. Foram 30 minutos de muitas curvas, num caminho sinuoso e íngreme! Uma subida, para mim assustadora, com passagem por curvas sem nenhuma barreira de proteção, estrada estreita onde muitas vezes outros ônibus tinham que dar espaço para o nosso seguir! Enfin, chegamos, pegamos um guia com mais uma família de peruanos e entramos!

Foram duas horas de muitas informações preciosas, e um sobe e desce por toda a cidade sagrada! Com um visual incrível e uma estrutura social muito bem definida e trabalhada! A começar pelas construções, que definiam se eram residências, ou local de estocagem de alimentos, ou templos, ou comércio! As fontes de água que foram desenhadas para passar por toda a montanha; a separação dos setores agrícolas e Urbano nos dois lados da montanha; os portões  de entrada na montanha com as casas dos guardiões, O setor dos templos, a praça principal, o observatório astronômico, enfim, tudo muito bem construído, revelando o conhecimento deles em todas as áreas!

Descemos ás 13:30 h e havia uma fila enorme para pegar os ônibus que chegavam um atrás do outro. Ás 13:43 h entramos no ônibus e a descida foi uma aventura ainda maior! O Toninho não passou muito bem!  Chegamos ao povoado ás 14:10 h e assim que descemos, fomos a um posto de saúde, onde viram a pressão dele e disseram para ele descansar. Fizeram isso umas 3 vezes. Quando a pressão dele melhorou e o formigamento passou, fomos para a estação aguardar o trem.

Ás 15:40 h o ônibus saiu e estávamos tão cansados que fizemos o trajeto de volta quase que todo dormindo!

Chegamos ás 19 h em Poroy, tomamos um táxi. O motorista queria nos cobrar 50 soles para nos levar (pagamos 20 na ida!)! No final, pagamos 35 soles, e voltamos ao camping.

Chegamos pregados, tomamos banho, comemos e fomos descansar!

 

Dia 04

Acordamos mais tarde, e o Toninho acordou resfriado. Decidimos ficar no camping descansando!

No final da manhã descemos ao centro de Cusco para comprarmos algumas coisas que estavam faltando. Almoçamos, compramos algumas coisas e pegamos um taxi retornando ao camping.

No dia anterior, chegaram dois casais ao camping: os alemães Achim e Ute, que venderam tudo e estão viajando há alguns anos; e os franceses Georges e Marie Claude! Esses tem mais de 75 anos e viajam por anos também! É incrível o que esses europeus fazem! Eles só viajam pelas montanhas, há mais de 4.000 metros de altitude! 

Passamos a tarde conversando, descansando, tocando, lendo... O camping estava sem internet então aproveitamos realmente o tempo descansar!

 

Dia 05

Passamos o dia no camping descansando, pois o Toninho esta resfriado e precisa ficar bom para seguirmos!

Hoje chagaram mais alguns europeus ao camping, com caminhãoes enormes, e também o Andy e a Heidi, que conhecemos em Arequipa!

Vieram ver os últimos momentos do jogo Costa Rica  X Holanda conosco e ficamos conversando!

Foi um tempo muito especial! Conversamos, compartilhamos com eles de nossa experiência ao chegarmos em Cusco, pois tanto eles como outro casal de Alemães que chegaram tiveram problemas para chegar ao camping!

Depois o Toninho foi descansar. Oramos por sua melhora. Precisamos seguir mas somente quando ele ficar bom!

 

Dia 06 (Chalhuanca)

Levantamos cedo e arrumamos tudo para sairmos em direção a Chalhuanca, cidade há 350 Km de Nazca.

O trajeto foi repleto de paisagens lindas, subidas e descidas, com pampas há mais de 4000 metros de altitude e muitos vales, lagos... simplesmente maravilhoso!

Paramos para almoçar em um posto com restaurante na saída de Abancay. Eram 13:30 h da tarde e pedimos Talharim com Salteado de Carne. Ali aconteceu algo interessante: o Rapaz do caixa foi na cozinha pedir nosso prato e a mulher começou a falar alto, como falava muito rápido, não entendi nada do que ela falava.

Logo em seguida o rapaz saiu do restaurante e voltou 5 minutos depois com um pacote de espaguete na mão. Já imaginei que tinha acabado o talharim deles e a mulher tinha reclamado! Mas não era só isso! O Rapaz ficou na cozinha fazendo nosso prato! E a cozinheira seguia limpando a cozinha.

Logo chegou um casal pedindo almoço e depois de muita conversa disseram que tinha somente um prato do Menu, que eu entendi era o que tinha pronto na cozinha. Enquanto isso o rapaz continuava fazendo nosso almoço! Chegou mais um pessoal e eles disseram que não tinha mais almoço!!! 

Depois de 30 minutos de espera ele veio com dois pratos enormes, com 500 gr de espaguete divididos nos dois pratos! E de cara perguntei se podia embalar para levar, pois era comida demais! O macarrão estava muito bom, mas 500 gr de macarrão, dá pra nós comermos duas vezes e sobre.

Seguimos viagem para Calhuanca. Chegamos ás 16:30 h e fomos procurar um lugar para ficarmos! Resolvemos ficar numa parada de ônibus, onde tinha água e banhos(frios), mas não conseguimos elergia. O dono não deu nem pagando! Disse que iria gastar muito!

Enfim, nos instalamos e fomos descansar um pouco, pois a viagem foi bem corrida! 

Acordamos as 18 h, fomos jogar sequence e ouvir musica! Até as 21 h ficamos ali. Claro que o Toninho me ganhou!  rsrsrs

Fomos deitar louvando a Deus por tudo o que vivemos neste dia. Orei pelo Toninho que estava com bastante tosse e descansamos!

 

Dia 07 (Nazca)

A noite foi bem complicada! O Toninho estava com muita tosse, e não dormimos muito durante a noite! 

Eram 7 h e resolvemos levantar. Eu fiz chá de coca, o Toninho não quis comer nada, só tomou um yogurte e partimos.

Quando estávamos saindo de Chalhuanca, o Toninho começou a sentir as mãos e o rosto dormentes, e voltamos e fomos procurar um hospital!

Chegando lá, pagamos 11,00 Soles (R$ 8,80 Reais) pela consulta e o Toninho foi atendido! Mediram a pressão dele e estava 8 / 5, muito baixa. 

A médica o atendeu, e o encaminhou para ser aquecido, receber oxigênio e ficar em observação na emergência. Me pediram para fazer um chocolate quente, pois segundo ela, não tinham remédio para subir a pressão!

Fui no carro, fiz o chocolate e retornei ao hospital. Ele tomou, e ficou ali deitado no oxigênio até 11:40 h. A médica veio vê-lo, e como estava com muita tosse e secreção, ela receitou uma nebulização. Ela me passou a relação do que precisava para a nebulização e fui até a farmácia novamente (antes, para o oxigênio, já tive que comprar uma cânula nasal para ele). Ele ficou fazendo nebulização e eu fui ao carro fazer uma sopa para nós! Ás 13:00 h voltei ao hospital e o liberaram. Passamos pela médica novamente e saímos!  Gastamos ao todo 25,00 solis (R$ 20,00 Reais).

Almoçamos e o Toninho, se sentindo melhor, resolver seguir hoje mesmo para Nazca. Tínhamos, segundo as previsões, umas 7 horas de viagem pela frente!

A viagem foi tranquila, o Toninho estava bem. Mas tínhamos que ir rápido para não chegar tão tarde em Nazca. Novamente, fomos a mais de 4000 metros de altitude, pelo menos três vezes, passamos por montanhas, vales, pampas, e o visual é de uma riqueza incrível! Quando passamos o Pampa Galeras ás 17:30 h, pegamos o final do por do sol de cor alaranjada na descida! Um visual lindo, com muitas vicunhas, lhamas... lagos, montanhas... foi maravilhoso!

A descida para Nazca é uma serra sinuosa onde se desce de 4000 para 700 metros em 40 Kms. Fizemos a descida á noite já!

Quando estávamos há 20 Km do final da serra, ficamos sem freio.  Paramos e ficamos esperando esfriar o freio. O Toninho parou dois carros que lhe disseram o mesmo: esperar esfriar. O Segundo, caminhoneiro lhe disse para seguir na primeira, pois a parte sinuosa já tinha praticamente acabado.Seguimos em segunda e, aos poucos, o freio foi voltando! 

Ao final da serra, colocamos as coordenadas do Hotel La Maison Suisse (indicação do Georges), no GPS e chegamos ao Hotel ás 20:30 h. Um hotel muito gracioso logo na entrada da cidade.  Chegando, fomos atendidos por Solange, que nos indicou o lugar onde deveríamos ficar! O Hotel fica ao lado no local onde os turistas vem fazer voos panorâmicos para ver as linhas de Nazca.

Nós nos instalamos, tomamos uma ducha maravilhosa, tomamos uma sopa, e fomos descansar.

Oramos agradecendo a Deus pela vitória, pela melhora do Toninho, e por conseguirmos, prontamente, chegar ao hotel!

(sentimentos) Este foi particularmente um dia difícil. Com o Toninho sentindo-se mal, um hospital numa pequena cidade quase sem estrutura, não saber o que fazer... Depois resolvemos seguir,  e todo o trajeto precisei conviver com a preocupação com o estado de saude dele, pois era um trajeto muito longo! Ai, ainda aqueceu o freio e tivemos que ficar quase uma hora parados na serra totalmente escura esperando esfriar...

As paisagens são lindas, mas como conseguir administrar tantos sentimentos e pensamentos?! 

Vou fazer uso das palavras da Fernand Brum: Minha força vem de um Deus que faz milagres!

 

Dia 08

Acordamos mais tarde, o Toninho acordou bem melhor, graças a Deus! Ele suou bastante durante a noite, mas acordou com outra aparência e disposição!

Levantamos, tomamos um bom café, ficamos conversando sobre os últimos dias, compartilhando sobre os tantos desafios que tem sido prosseguir... Rimos e choramos juntos!

Comentamos que estamos conhecendo um lado, um no outro, que apesar de 23 anos casados, não conhecíamos!  E como tem sido bom ver que as fraquezas de um são sustentadas pela força do outro!

Depois, fomos lavar as roupas, que eram muitas, limpamos o carro, para aproveitarmos o sol!

Fiz almoço, comemos, eu fui atualizar algumas informações na internet e o Toninho foi para o saguão do hotel assistir o jogo do Brasil X Alemanha e conversar com sua mãe, e irmã, no skype.

Com a goleada que o Brasil levou, ele voltou logo, pois tinham muitos europeus no hotel assistindo o Jogo!

Aproveitamos para descansar e atualizar os dados da viagem!

A noite fizemos um lanche e fomos descansar.

 

Dia 09

Levantamos e resolvemos fazer um e tour em Nazca. Conversamos com a Solange que nos deu as dicas de onde ir.

Fomos visitar os Acueductos de cantallos, onde vimos a forma comemos incas traziam a água do subsolo para o solo para poder irrigar as plantacoes!

Fomos ver algumas lineas próximas dali, chamadas Las Agujas, e seguimos para ver Los Paredones,  o que teria sido um centro administrativo antigo fazendo o controle de chegada e saída entre a serra e a costa.

Ele tem uns 2km de extensão e construções que parecem fortes, e que abrigaram representantes, e pessoas importantes de cidades como Cusco e outras que vinham a costa.

Seguimos nosso passeio indo aos mirantes para ver as Líneas de Nazca. Na Panamericana Sur, em direção a Lima, há dois lugares para vermos alguns dos geoglifos desenhados em sulcos no deserto.

Subimos no primeiro mirante e não era possível ver nenhum desenho definido! Ficamos um pouco frustrados, e estávamos comentando isso, quando vimos chegar um casal em uma moto BMW, que o Toninho pensou serem brasileiros. Ele subiram o mirante e logo as suspeitas dele se confirmaram!

O casal Marco Antonio e Karin, são de São Paulo e estão há um mês viajando! Eles tem um projeto Atlântico Pacífico em 2 Rodas em dois meses! Estão completando o primeiro mês e indo em direção a Paracas, para ver o pacífico!

Ficamos conversando, batemos fotos, compartilhamos sobre nosso projeto, e descemos juntos!

Novamente tiramos fotos e trocamos endereços de facebook! Servimos água gelada a eles e, quando estamos nos despedindo, eles se indentificaram como cristãos e nos deram uma palavra, que eles mesmos receberam do seu pastor quando saíram para este projeto: Nunca desista dos seus sonhos!

Nos despedimos, nos abraçamos e abençoamos! Eles nos indicaram outro mirante que seria possível ver duas figuras e se foram.

Fomos para o próximo mirante, que era uma torre e, ali sim, podíamos ver pelos menos duas figuras bem definidas. As demais somente com vôos em aeroplanos, o que estava fora dos nosso planos, pois além de ser muito caro ($110 dólares por pessoa), o Toninho passaria mal pois eles dão muitas voltas em circulo!

Mas, fotografamos essas duas e nos demos por muito felizes!

Voltamos para Nazca, para o hotel, fiz almoço, comemos e descansamos a tarde!

Depois aproveitamos para atualizarmos mais algumas coisas na internet, fizemos uma janta no hotel, que estava muito boa, voltamos, e nos preparamos para dormir!

Mais uma vez conversamos sobre o cuidado de Deus para conosco e tudo que nos estamos vivendo! Combinamos de seguir para Huacachina no dia seguinte e fomos dormir!

 

Dia 10 (Huacachina)

Levantamos, tomamos café, ajeitamos as coisas, e fomos fechar a conta no hotel seguindo viagem.

Ali conversamos com a Solange e agradecemos sua atenção e gentileza! Tiramos fotos, abençoei a vida dela! Convidamos ela para vir ao Brasil, e seguimos!

O trajeto de Nazca a Huacachina é de muitos contrastes, montanhas, pedras, vales, depois vai ficando deserto, aparecem algumas pequenas cidades, vales, plantações e de novo deserto. Até chegarmos a Ica, uma cidade maior, mas por ser no deserto, com aspecto sujo e empoeirado!

Seguimos para Huacachina e realmente é um balneário interessante, pois a Panamericana Sur passa em meio a dunas e derrepente aparece o Oásis! Um local pequeno com um lago no centro, alguns hotéis e restaurantes ao redor do lago e toda cercada de dunas enormes!

Fomos até uma rua no Centro de Huacachina e estacionamos nosso carro em frente ao carro do Benjamim! Um outro alemão, que viaja com um bebê pequeno, que conhecemos em Cusco.

Saímos para conhecer a cidade, demos a volta por dentro (ao redor do lago) e por fora, tiramos algumas fotos, escolhemos um lugar para almoçarmos, voltamos para o carro e descansamos uma hora, nos preparando para subir as dunas!

Subir as dunas foi um exercício e tanto para nós que estamos saindo de uma gripe! Mas foi muito legal! Eu subi a primeira e fiquei. O visual é maravilhoso! Ali deu me ministrou sobre o texto de Isaías 43 (Oásis no deserto) . O Toninho seguiu mais um pouco para outras dunas acima, e ficou por lá um tempo!

Depois retornou, descemos, e foi uma aventura, descer as dunas correndo!!!!

Fomos novamente para a praça e tomamos um chá com panqueca doce! Uma delícia!

Retornamos ao carro e ficamos lendo, escrevendo e verificando mapas e roteiros!

 

Dia 11 (Lima)

Acordamos cedo, depois de uma noite conturbada, pois a meia noite começou uma música alta em um dos PUB na rua onde estávamos que durou até depois das 3 h da madrugada! Faz parte quando se faz uma viagem dessas! 

O dia amanheceu bem nublado! Uma pena pois pretendíamos seguir pelas praias. resolvemos seguir do mesmo jeito!

Levantamos e resolvemos seguir a Lima, passando por Paracas para tomar um café, depois Pisco e seguindo para Lima.
Fomos a Paracas, paramos na praça e fizemos um cafe. Nossos planos era parar na marina, mas não é permitido a entrada de carros. Mas fizemos um café gostoso, tomamos, e fomos dar uma volta pela marina. Apesar do tempo nublado, o lugar é muito simpático!

Seguimos para Pisco, uma cidade bem praiana e suja. Nesta região, as prais do Peru fazem contraste com o deserto. E claro, o dia nublado não ajuda para uma avaliação do Local! Aproveitamos e fomos ao mercado! Compramos algumas coisas que precisávamos e seguimos!

Ás 14 h, preparei um lanche e nem paramos, seguimos comendo! Chegamos perto das 15 h em Lima. A entrada pela periferia nos assusta , como toda cidade grande! 

Tínhamos a coordenada de um Clube Alemão, onde seria possível ficar com o motorhome. Chegamos lá sem dificuldades, mas eles só aceitam alemães e não teve jeito! Tinhamos que encontrar outro lugar! Tínhamos que entrar em contato com nossa amiga Márcia Vaccari, então fomos a um shopping para procurar internet!

Como sabíamos que, a princípio ela não teria lugar em sua casa para nosso carro, fomos até a administração do Mall para vermos a possibilidade de deixarmos o carro ali. Tentamos, conversamos, explicamos, e não teve jeito! Estavam em cinco pessoas já, três do parking, um policial e um da administracão do condomínio e simplesmente nos disseram que não poderiamos ficar!

Neste momento estávamos pedindo a Deus uma solução já! Pois numa cidade grande, num transito de sexta feira final de tarde, com um motorhome é complicado! E parou no nosso lado um peruano  se apresentou, como Edwin, sendo casado com uma brasileira e nos perguntou o que precisavamos! Explicamos a ele e ele nos disse que poderiamos ficar em sua casa! não podíamos acreditar!

Sua esposa, Raquel estava no Shopping e saimos para procurá-la! Ela nos recebeu muito bem! nos identificamos coo cristão e eles também! Compartilhamos de como Deus faz as coisas, pois ele estava com ela e lhe disse que precisava sair, e nos encontrou lá discutindo com pessoal do Shopping.

Fomos para a casa de Edwin e Raquel, há algumas quadras dali. Eles já estavam recebendo outra brasileira, de são paulo, a Juliana! Ficamos em sua casa , fomos á noite na célula que eles frequentam e foi um tempo muito precioso! retornamos e ficamos conversando, onde ouvimos da história deles e compartilhamos da nossa!

 

Dia 12

Acordamos, tomamos um café delicioso e entramos em contato com nossa amiga, que só poderia estar conosco a tarde. 

Então, saímos com eles, fomos á um Mercado próximo a sua casa, depois fomos ao Museu da Cultura, onde visitamos três exposições.  Uma delas, muito interessante sobre os 20 anos de Terrorismo no Perú (1980-2000), uma mostra impactante! Difícil imaginar que há tão pouco tempo o perú tenha vivido momentos de tanto terror e destruição!

Nos mostrou novamente que o Perú é um povo guerreiro e que não esquece sua história!

Depois fomos almoçar, eram 17 h, em um restaurante de comida Criola Peruana! Uma delícia! Retornamos a casa deles, nos despedimos e seguimos para o endereço que nossa amiga nos deu! Foi muito preciosos conhecê-los! O testemunho deles é lindo e nos impactou! 

Chegamos ao endereço e, para nossa surpresa, encontramos o irmão dela, Bruno e a Jessica, Bruno que morou no brasil um tempo e é nosso conhecido e sua esposa Jessica, uma pessoa amorosa, receptiva e muito, muito hospitaleira! Foi uma recepção surpreendente! Ficamos impactados! 

Logo chegou nossa amiga, Márcia Vaccari, irmã de Bruno! Conversamos muito! compartilhamos as experiências dos últimos dias e saímos para conhecer Lima a noite!

Eles nos levaram á alguns lugares turísticos, e fomos jantar Pollo a la brasa, um prato turístico peruano, delicioso!  Depois fomos conhecer mais alguns lugares e retornamos e fomos dormir!

 

Dia 13

Acordamos ás 9 h no domingo, nos arrumamos e descemos para um delicioso café que nos esperava! definiram que nos levariam a um Clube para almoçarmos com Úrsula, a irmã de Jéssica, e sua família!

Fomos conhecer mais alguns lugares, como Costa Verde, MiraFlores e alguns lugares turísticos e ás 13 h fomos para o clube para conhecê-lo!

No clube, fizeram reserva num restaurante de comida Chinesa/Peruana, e saimos para conhecer! O Lugar é lindo! E em dias de sol, deve ser especial passar os dias ali! Ás 14 h chegou a Ursula, o Pepe e seus filhos e fomos para o restaurante.

A comida, pra variar, como toda comida do perú é saborosa! Deliciosa! A companhia muito agradável! Almoçamos e fomos ao último andar assistir o Jogo da Alemanha X Argentina! 

Ao término do Jogo, fomos ao culto com Bruno e Jessica e a Márcia! Um tempo especial! Como é bom estar com a família de Deus! A ministração foi a mesma da célula que fomos com o Edwin e a Débora! A mesma linguagem e a ênfase na restauração das famílias!

Saímos do culto e fomos tomar chá juntos e pudemos compartilhar algumas coisas que aprendemos nestes dias! Tão preciosos ver o que Deus está fazendo no Perú! Somos gratos a Deus por nos preparar momentos tão bons e inesquecíveis!

Fomos visitar a sra. Gladys, mãe de Bruno e da Márcia. Um doce de mulher, tão amorosa, nos recebeu dando meias para nos calientar os pés, nos disse que agora tinha mais dois filhos! Nos deu uma bandeira do Perú para levarmos! foi um tempo maravilhoso que passamos com ela!

A Márcia, faz bandeiras proféticas e nos presenteu com uma bandeira profética com bandeiras de 12 nações, dentre elas, muitas das que estaremos visitando! Oramos juntas! Foi um momento muito especial!

O dia foi especial! Estar com eles tem sido muito especial! 

Sairíamos no dia seguinte, mas o Bruno viu uma pessoa para ver um problema com a carga de bateria da casa, que não estava ligando a geladeira, e decidimos ficar até terça-feira para resovlermos isso!

 

Dia 14

Levantamos as 830 h, tomamos café junto com o Bruno e a Jessica! os dois foram resolver problemas com o carro, eu fiquei atualizando dados na internet e a Jessica, cuidando de seus afazeres.

A manhã passou rapidamente, enquanto estava entretida com as atualizações.

Ás 13 h, nos duas almoçamos pois os dois iriam demorar!

Ela fez um delicioso talharim com salsa de Huancaína, uma salsa apimentada, muito saborosa, e uma sobremesa de Chicha Morada com passas e ameixas, igualmente deliciosa.

Conversamos muito! Ela compartilhou seu desejo por filhos e a luta e os tantos tratamentos, sem sucesso! Compartilhei nossas histórias e tivemos um tempo especial nós duas!

Ás 15 h eles chegaram e almoçaram! Fomos descansar a tarde!

Á noite a Márcia veio e ficamos tocando, cantando, louvando, conversando, orando... Foi um tempo muito especial!

Depois, tomamos uma sopa de papas com um vinho, jogamos Sequence e fomos dormir!

Foi um dia muito bom! Comentamos como Deus nos constrange com tudo que nos dá! 

 

Dia 15 (Tortugas)

Levantamos, arrumamos as coisas e descemos para o café! Mais uma vez um café delicioso nos aguardava!

Chegou o momento de seguir! O Bruno e a Jessica nos abençoaram muito nestes dias! Foi difícil sair, mas, nos despedimos e resolvemos enfrentar o trânsito de Lima!

Sair de Lima foi um desafio! Foi mais de 1:30h em um trânsito lento, congestionado e caótico! Esse povo ama uma buzina e não sabe o que é seta! Fazem cinco filas onde só cabem três! Um caos!

O trajeto de Lima até Tortugas foi muito comum, considerando que o dia estava bem nublado, com muitas montanhas, cidades com muitos moto-taxis que deixam o trânsito complicado! Mas, quando chegamos em Tortugas, ás 17 h, foi como entrar no paraíso! Uma praia tranquila, com pouquíssimos moradores, um lugar de descanso! Tínhamos uma coordenada e fomos ao Hotel El Farol, onde há espaço para motorhomes. Há energia e banheiros, mas não há água, nem duchas, nem internet! Imaginamos que é por ser baixa temporada!

Fizemos uma janta, comemos e saímos para dar uma volta!

Não há vendas ou padarias fora de temporada, e fomos informados de que um senhor passa com uma moto-taxi, vendendo pão ás 19 h. Logo o encontramos, compramos pão e voltamos para o hotel!

Ficamos tocando, cantando, e admirando o visual, ouvindo o mar... Uma delicia!

 

Dia 16 (Huancacho)

Acordamos, tomamos café, arrumamos tudo e saímos! O dia estava totalmente nublado ainda. E nós estamos indo em busca do sol!!!

Divididos entre ir até Huarez, ou seguir para Trujjilo, ficamos ponderando as alternativas! Um Huarez há lagos e a cordilheira branca, mas fica há quase 5 horas de viagem em estradas não asfaltadas e sobre as quais não sabemos as condições, e nem se podemos ir com nosso carro!

Depois de muito pensar, decidimos nos manter na nossa rota. Seguimos para Trujjilo.

O trajeto para Trujjilo, por causa do tempo fechado, foi sem novidades, salvo nas cidades com o típico trânsito do Peru, uma aventura passar por elas, já que a Panamericana cruza pelo meios das cidades!

Tínhamos uma coordenada em Huanchaco e seguimos para lá! O sol começou a abrir e chegamos em Trujillo as 13:30h. Seguimos até as coordenadas e chegamos ao Hotel Huanchaco, com espaço para motorhomes! Com banhos, duchas, internet, muito bom o lugar! Já tinham mais três carros de alemães hospedados alí!

Um deles, o Benjamin, já conhecemos de Cusco, os outros dois, Manfred e Somati (sua filha), e o Wolfram e Íris, um casal muito querido! Eles falam somente inglês e alemão. Só a Íris fala um pouco de espanhol! Mas conseguimos nos comunicar!

Nós nos instalamos e saímos para almoçar! Resolvemos comer o tão falado Cebiche! Fomos ao Restaurante Los Herrajes e pedimos! Que coisa deliciosa! Simplesmente muito bom!

Fomos passear na praia e no final da tarde, voltamos ao hotel, pegamos as cadeiras e retornamos para assistir ao por do sol! Maravilhoso!

Depois, fomos procurar um mercado, voltamos, lanchamos e fomos conversar com os alemães!

A íris nos deu arquivos com coordenadas de locais para ficarmos em Equador, Colômbia e América do Norte!

Dissemos que gostaríamos de viajar uns dias com eles para aprender e eles disseram que tudo bem! Eles sairiam ás 9 h no dia seguinte!

Conversamos depois sobre esta decisão e pensamos que será um tempo bom para aprendermos muitas coisas!

Deus está sempre nos surpreendendo e tem a gratidão do nosso coração!

 

Dia 17

Acordamos, com um dia lindo, sol! Arrumamos tudo, tomamos café e aguardamos para sair! Ás 10:30 h eles saíram e nós fomos junto!

Viajamos todo o dia! De Huanchaco até Piúra! Foram 400 km, a uma velocidade média de 70 Km/h, passando por muito deserto, cidades pequenas com trânsito complicado, e sem paradas! Eles simplesmente não param!

Salvo algumas plantações de arroz, algodão, este trecho não tem nenhum atrativo mesmo! É somente um trecho de passagem!

Ás 18:30h paramos em um posto! Um local que pudéssemos passar a noite. Estacionamos! Eles iam jantar no carro, e nós precisávamos comprar comida! Não tivemos dúvidas: pegamos um desses mototaxi malucos deles e fomos ao Makro! O motorista não tinha 15 anos! Nós compramos o que precisamos e voltamos de mototaxi! Uma aventura!

Fiz uma janta, pois estávamos o dia todo com um lanche! Comemos e fomos descansar! O plano era sair ás 7 h da manhã para o norte!

Aprendizado de hoje: não cumprem muito horário; não param para comer; dormem em qualquer lugar!

 

Dia 18 (Zorritos)

Acordamos ás 6:10h, tomamos um café, e ficamos aguardando eles para sairmos!

Ás 7:30h saímos, paramos para encher o pneu que esvaziou, pensamos que deve estar com um pequeno furo, mas resolvemos resolver quando chegarmos ao destino.

Neste trecho, nos deparamos com uma paisagem de montanhas, não mais de dunas, mas de barro mesmo! Se seguimos cruzando cidades pequenas, com o trânsito complicado! Este trajeto da Panamericana está mal conservada! Muitos buracos na pista!

O dia nublado não nos permite fotografar! Mas, como faz calor nesta região, pelo menos a temperatura está amena! Neste ponto, começamos a ver mais áreas verdes! Com plantações de arroz e cana, e a paisagem fica mais agradável!

Na altura de Talara, passamos pelo projeto do primeiro parque eólico do Perú, ainda em construção!

Seguimos em direção a Mâncora! Chegando, não encontramos um lugar que pudéssemos ficar, pois só o Wolfram possui veículo 4X4. Eles resolveram seguir para Zorritos! Wolfram vai por dentro e nós e o Manfred retornamos para a Panamericana!

Chegamos em Zorritos ás 13:30 h e precisamos aguardar o Wolfram.

O Toninho foi a um posto policial perguntar sobre camping e eles lhe indicam o Hotel Pinamar! Resolvemos ir ver como é o local, e fomos ver também o Gillos, um camping que temos as coordenadas dadas pela Iris!

Gostamos bem mais do Pinamar! Encontramos o Wolfram pelo caminho, retornamos e encontramos o Manfred e resolvemos ir ver os locais juntos!

Todos gostam do Pinamar! O Hotel é muito bom! O estacionamento para nossos carros fica na praia. Temos internet, água, energia, banheiros e duchas, podemos usar a piscina e as áreas de uso comum do hotel por 50 Soles por dia, por carro! Isso dá R$ 40,00 Reais!

Em comparação com o camping Griello, este é meio caro! Mas o outro é de difícil acesso, principalmente para o carro do Manfred! Resolvemos ficar aqui!

Nós nos instalamos! Fomos almoçar e ficamos conversando! Hora de praticar o inglês!

Depois fomos passear na praia, tomar banho de mar, de piscina! Descansar!

De noite assistimos um por do sol lindo! Fiz uma massa com vinho pra nós e fui dormir! O Toninho ficou aproveitando a paisagem!

 

Dia 19

Acordamos ás 8:30 h com o barulho do mar! Um dia lindo de sol! Uma brisa maravilhosa! Preparamos o café e tomamos contemplando o visual!

Depois o Toninho saiu para resolver o problema do Pneu e fiquei atualizando informações na internet!

O pessoal do hotel veio me mostrar as lagostas recém pescadas! Me serviram um leite de soja delicioso!

Ás 12:40 h o Toninho retornou e fomos almoçar pescado no restaurante do hotel! Uma delícia!

Comentou que precisou consertar o pneu que estava com um parafuso erorme dentro! Pagou 50 Soles (R$ 40,00) pois escolheu o melhor reparo, que segundo o senhorzinho, é reparo brasileiro! Justifica o preço! rsrsrsrs Primeiro pneu trocado em 11000km!

A tarde fomos passear na praia, tomar banho de mar! A temperatura é de mínima de 21 e máxima de 28, mas o sol é uma delícia e a água é quentinha! Muito bom! Depois fomos passear e encontramos um grupo de pescadores chegando do mar! Questionamos se tinham camarões e um deles abriu um balde com camarões pistola! Nos falou que era 60 soles o Kg. Meio caro para um pescador! mas resolvemos comprar meio Kg. O Toninho foi junto com ele e ele colocou 1 Kg de camarão por 30 Soles! E ainda disse que poderiamos ficar no terreno dele com água e energia de graça se quiséssemos!

Quando voltamos os alemães nos avisaram que sairiam pela manhã para o Equador! Dissemos que ficaríamos mais um dia!

 

Dia 20

O dia amanheceu perfeito! Tomamos café com o visual do mar, o som das ondas! 

Logo a Iris veio conversar conosco. Disse que estava partindo! Que via que somos felizes! Falei um pouco pra ela sobre Deus na nossa vida! Ela conetou que é uma pena que a lingua dificulta falarmos sobre esses assuntos de forma entendível! E falamos pra ela, que cremos que se só vivermos o Amor (Deus é amor), as pessoas sentirão! Ela nos disse: sim, eu percebo isso em vocês! E quis chorar! Eu a abracei! Nos despedimos! Combinamos de nos encontrar em breve! Foi muito precioso! Ela é uma pessoa linda! 

Nos despedimos do Manfred e da Somati também, com a promessa de nos vermos em breve!

Eles saíram e nós ficamos! Descansamos, lemos, meditamos, fomos pra praia, ficamos conversando, caminhamos... Tão bom estar aqui!

Amanhã vamos sair... precisamos seguir! Mas com certeza este lugar é especial!

 

Dia 21 (Manglares)

Ajeitamos tudo para sair e nos despedimos de Jorge e Cindy (administradores do hotel onde ficamos). Muito simpáticos, pediram pra tirar fotos conosco e ele nos deu uma prancha de cristal, feita por ele, de recordação!

Fomos a Puerto Pizarro, para ir ver os Manglares, e seguindo as placas dirigimos por uma estrada de barro por mais de 20 km, quando chegamos ao final, havia um vilarejo com meia dúzia de casas e uma cancela com uma guarita do exército! E fomos informados que não era possível seguir por ali. Precisávamos retornar e ir até Puerto Pizarro para ir aos Manglares. A viagem valeu pelas muitas garças no caminho! 

Fomos até Puerto Pizarro, uma pequena cidadela que vive do turismo dos Manglares. Ali compramos um passeio de barco pelos Manglares, pelo qual pagamos $100 Soles (R$ 80,00). Achamos um pouco caro, mas pensamos que o passeio valeria a pena!

Fomos só nos dois em um barco, mais o guia, e uma senhora, que depois descobrimos ser a esposa do marinheiro!

Fomos a Tuna Carranza, onde há um zoocriadero de crocodilos. Onde há diverso deles em diversas fases de crescimento. Segundo o guia, o objetivo é evitar a extinção desses animais, mas a impressão que tivemos é que a estrutura não é boa! São muitos crocodilos amontoados em celas, separados por idade! Muitos deles com tanques secos(que segundo o guia são para limpar), cheios de pó... a impressão não foi boa! 

Seguimos até a ilha dos pássaros. Saiba mais em Avesfragatasperu.com.  Ali é possível ver os ninhos de pelicanos, gaivotas, fragatas, garcas e outro pássaros! O visual é impressionante! É uma quantidade enorme de ninhos de diversos pássaros! 

Seguimos para uma ilha com alguns restaurantes! Fomos ao Oso de Ballena e pedimos um ceviche misto de pescados e lagostins! Estava maravilhoso e pagamos $34,00 Soles com uma inka cola de 1 litro!

Achamos o passeio muito interessante! Valeu a pena! 

Voltamos de barco até Puerto Pizarro e seguimos para o Equador! Chegamos a fronteira as 15 h e ficamos duas horas  para fazer todos os trâmites!

Dicas: Seguir as placas de Salir de País, preencher formulários, passar na migração pela fila Salir de Peru e depois pela fila Ingresso al Ecuador! Seguir mais 5 km e foi preciso parar para fazer os documentos do carro. Demora um pouco, precisa ter xerox, eles tiram fotos da placa e do carro, mas ao final nem revistaram nosso carro...

Leia mais em Diário do Equador.